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Rede de enfrentamento à violência contra a mulher de Cuiabá alinha ações para “21 Dias de Ativismo”

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O fortalecimento do combate à violência doméstica e familiar contra a mulher cuiabana passa pela articulação da Rede de Enfrentamento da Capital, que se reuniu nesta sexta-feira (17) na Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, para alinhar as ações que serão realizadas durante o Novembro Azul (mês de conscientização sobre a saúde do homem) e os “21 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência contra Mulheres e Meninas”, que ocorrerá entre 20 de novembro e 10 de dezembro.

A coordenadora da Rede de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher de Cuiabá e juíza titular da 1ª Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Capital, Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa, afirmou que foi definido com os representantes da Secretaria Municipal de Saúde que serão realizadas campanhas de conscientização dos homens atendidos durante as ações do Novembro Azul. “Pedimos para que sejam trabalhadas com os homens questões como machismo estrutural, estereótipo de gênero, pra combater a violência doméstica. Novembro é um mês que terá bastante ação com os homens, então, a gente vai aproveitar pra trabalhar também a prevenção da violência contra a mulher”, relatou a juíza.

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Em relação aos 21 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra Mulheres e Meninas, a magistrada revelou que a Rede definiu realizar uma ação de conscientização massiva na Praça Alencastro, em parceria com a Secretaria Municipal da Mulher. “Será uma tarde na praça para divulgar as ações da rede e falar sobre violência contra as mulheres”, antecipou.

Ana Graziela destacou que um calendário foi elaborado para organizar todos os eventos de forma que todos os integrantes da Rede possam participar conjuntamente. As datas de cada evento serão divulgadas em momento oportuno. Somente por parte do Poder Judiciário, a juíza adiantou que durante os 21 Dias de Ativismo haverá a Semana da Justiça Pela Paz em Casa, a premiação do concurso cultural “A escola ensina, a mulher agradece”, a tradicional Feira de Oportunidades para as mulheres atendidas no Centro Especializado de Atendimento às Vítimas de Crimes e Atos Infracionais (CEAV) do Fórum de Cuiabá, bem como o Encontro Estadual das Redes de Enfrentamento.

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Durante a reunião, também foram debatidos temas como a reformulação do fluxograma da Rede, o início da aplicação da avaliação de violência psicológica das mulheres em situação de violência doméstica e o tratamento psicológico para as mesmas. A juíza Ana Graziela destaca o engajamento de todos os órgãos envolvidos. “Percebo grande participação e força de vontade de todos para mudar o triste cenário da violência contra a mulher na capital”, afirma.

A Rede de Enfretamento à Violência contra a Mulher de Cuiabá é composta por diversos órgãos públicos e entidades da sociedade civil organizada, como Poder Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Prefeitura de Cuiabá, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Polícia Judiciária Civil, Perícia Oficial e Identificação.

Autor: Celly Silva

Fotografo: Emanoele Daiane/Secom Cuiabá

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica avança e alcança 114 municípios

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A Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher em Mato Grosso segue em expansão e já está presente em 114 municípios do estado. Nesta quinta-feira (30), nova unidade foi oficialmente instalada para atender a Comarca de Cotriguaçu e o município de Juruena, fortalecendo a articulação institucional voltada à proteção, acolhimento e garantia de direitos às mulheres em situação de violência.

A iniciativa integra a política permanente desenvolvida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), sob coordenação da desembargadora Maria Erotides Kneip. O trabalho tem priorizado a interiorização das ações e a construção de fluxos integrados de atendimento em todas as regiões do estado.

Durante a solenidade, a juíza e diretora do Foro da Comarca de Cotriguaçu, Gezicler Luiza Sossanovicz Artilheiro, destacou o significado da implantação da Rede para o município.

“Hoje é um dia muito importante para a Comarca de Cotriguaçu, com a instalação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar. É um serviço essencial, articulado entre todos os serviços públicos para apoio, acolhimento e encaminhamento das mulheres vítimas de violência. A presença das instituições dá visibilidade a esse serviço e garante que as vítimas saibam que não estão sozinhas”, afirmou a magistrada.

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O prefeito de Cotriguaçu, Moisés Ferreira de Jesus ressaltou que a iniciativa representa um avanço na proteção social e no fortalecimento das políticas públicas locais.

“Essa Rede será muito bem-vinda em nosso município, para garantir mais dignidade, segurança e rapidez no atendimento às mulheres que enfrentam qualquer tipo de violência. É uma união necessária entre poder público, Judiciário e demais instituições para buscar soluções efetivas”, declarou.

Representando o município, a secretária municipal de Educação, Michelle Rocha Xavier enfatizou a importância da integração entre as secretarias e órgãos públicos.

“Essa implantação valoriza as mulheres e oferece a proteção necessária. Precisamos dessa transversalidade no atendimento, para que as mulheres se sintam seguras, acolhidas e saibam a quem recorrer”, pontuou.

Já a secretária de Educação de Juruena, Loryza Rodrigues Barbosa de Barros Natal destacou que a implementação fortalece políticas públicas essenciais.

“É uma iniciativa justa e necessária. Precisamos nos unir em torno dessa rede de proteção tão importante diante de tantos casos que vemos diariamente”, afirmou.

Responsável pela Defensoria Pública na Comarca de Cotriguaçu e Juruena, a defensora pública Natane Garcia Ferreira ressaltou que a cooperação entre as instituições é fundamental para transformar o atendimento às vítimas.

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“Estamos instituindo uma atuação conjunta entre Defensoria, Ministério Público, Judiciário, polícias e secretarias municipais, formando uma rede de atendimento às mulheres e seus dependentes. Quando cada instituição cumpre seu papel de forma coordenada, conseguimos oferecer suporte real e ajudar essas vítimas a reconstruírem suas vidas”, explicou.

O presidente da Câmara Municipal de Cotriguaçu, Valdirlei Aparecido Vaz também reafirmou o apoio do Legislativo à causa.

“A Câmara estará à disposição para legislar, articular e contribuir para que esse trabalho funcione de forma efetiva. Precisamos proteger nossas mulheres e impedir que casos de violência continuem acontecendo”, disse.

Veja abaixo registro da atuação do Cemulher na instalação de Redes de Enfrentamento.

Autor: Patrícia Neves

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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