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Rondonópolis: campanha é lançada com foco na socialização de adolescentes em conflito com a lei

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Pelo segundo ano consecutivo, a Comarca de Rondonópolis (217 km de Cuiabá), por meio da Vara Especializada da Infância e Juventude em parceria com a Promotoria de Justiça, Defensoria Pública, Justiça Comunitária e 1ª Subseção da OAB-MT, realiza entre os dias 14 e 29 de setembro, da campanha “Opção pela Vida”, iniciativa que faz parte da campanha “Setembro Amarelo”.
 
As ações são direcionadas à comunidade escolar do ensino médio, incluindo alunos, professores e diretores de escolas estaduais e militares, tendo este ano a inclusão de atividades específicas voltadas aos adolescentes em conflito com a lei atendidos no Centro de Atendimento Socioeducativo (Case).
 
“Estaremos proporcionando a esses meninos para que, de fato, se sintam integrados. Que todos participem desta programação e que, depois da liberação de cada um deles, tenham uma nova visão e perspectiva de vida”, apontou Maria das Graças Gomes da Costa, que é juíza titular da Vara Especializada da Infância e Juventude de Rondonópolis.
 
A programação terá início no dia 14 de setembro com a “Caminhada Opção Pela Vida”, promovendo a união da comunidade em torno dessa causa com concentração na Praça dos Correios. No encerramento, previsto para 29 de setembro, a “Pedalada pela Vida” simbolizará o compromisso contínuo de todos com a valorização da vida e a inclusão social.
 
Além das atividades físicas, a campanha inclui ações como a participação de estudantes, de adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas e da comunidade em eventos relacionados ao Dia Mundial do Meio Ambiente, limpeza de rios e visita a abrigos de animais. Essas atividades reforçam a importância do respeito ao meio ambiente e ao próximo, promovendo o sentimento de pertencimento e responsabilidade compartilhada.
 
Outra ação será a presença desse público em uma sessão na Câmara de Vereadores de Rondonópolis, quando terão a oportunidade de ver como funciona o processo legislativo e discutir temas de interesse. “É muito importante, em ano eleitoral, que eles saibam como e onde estão depositando seus votos, mesmo não sendo necessariamente eleitores de Rondonópolis”, destacou a juíza.
 
Além disso, haverá uma ação social no Lar Cristão e palestras no auditório da subseção da OAB-MT em Rondonópolis, nos dias 26 e 27 de setembro, e por fim, a realização de uma pedalada.
 
Setembro Amarelo – Iniciativa do Centro de Valorização da Vida (CVV), em colaboração com o Conselho Federal de Medicina e a Associação Brasileira de Psiquiatria, a campanha “Setembro Amarelo” visa quebrar o silêncio e o tabu em torno de temas como a saúde mental e a prevenção ao suicídio.
 
Em Rondonópolis, a campanha “Opção pela Vida” tem o objetivo de, além promover a valorização da vida, abordar a socialização de adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas. Por meio dessa Semana de Socialização, idealizada como parte da campanha, o objetivo é sensibilizar a comunidade para desmistificar a figura do adolescente em conflito com a lei de modo a acolhê-los por meio do desenvolvimento de políticas inclusivas e a sociedade pode desempenhar um importante papel na construção de um futuro mais justo e acolhedor para esses jovens. “Para que essa ressocialização seja efetiva, é necessário o envolvimento ativo de toda a sociedade”, apontou a magistrada.
 
Programação:
 
14 de setembro
7h: Caminhada “Opção Pela Vida” – Concentração na Praça dos Carreiros
Local: Praça dos Carneiros até a Praça Brasil
 
20 de setembro
8h: Trilha Ecológica no Juvam
Local: Horto Florestal
 
21 de setembro
6h30: 10º Mutirão de Limpeza do Ribeirão Arareau
Local: Ribeirão Arareau
 
23 de setembro
8h: Visita ao Abrigo de Animais
Local: Centro Integrado de Bem-estar Animal de Rondonópolis (Cibear) “Osvaldo Pereira Beltramini”
 
24 de setembro
8h: Ação Social dos Adolescentes no Lar Cristão
 
25 de setembro
13h: Adolescentes assistindo à Sessão da Câmara de Vereadores de Rondonópolis
 
26 de setembro
19h: Palestra “Opção Pela Vida” e apresentação artística com o Grupo Reluz
Local: Auditório da 1ª Subseção da OAB/Rondonópolis
 
27 de setembro
19h: Palestra e Louvor com Rodrigo K. B. Gonçalves
Local: Auditório da 1ª Subseção da OAB/Rondonópolis
 
29 de setembro
8h: Pedalada “Pela Vida”
Local: Concentração no Cais de Rondonópolis
 
Talita Ormond
Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Audiência da Corregedoria debate como atingir o poder econômico do crime organizado

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Participantes do painel debatem os impactos da Lei Antifacção durante audiência pública promovida pela Corregedoria.Por trás de homicídios, tráfico de drogas e disputas por território existe uma engrenagem menos visível: o dinheiro. A avaliação foi compartilhada por especialistas que participaram do painel Lei Antifacção e Governança Corporativa: limites e deveres das pessoas jurídicas, realizado nesta sexta-feira (12), durante audiência pública “A Lei do Combate ao Crime Organizado no Brasil e os impactos no sistema de justiça criminal: desafios e oportunidades”, promovida pelo Poder Judiciário, por meio da Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso para discutir o novo marco legal de combate ao crime organizado.

O painel reuniu o expositor, o promotor de Justiça Renee do Ó Souza, o delegado da Polícia Civil Caio Albuquerque, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), e o juiz Anderson Clayton Dias Batista. A mediação foi conduzida pelo conselheiro estadual da OAB-MT, Douglas Ibarra.

Ao longo das discussões, um ponto ganhou destaque: para enfraquecer as organizações criminosas não basta prender integrantes. É preciso atingir a estrutura financeira que sustenta essas atividades.

Promotor de Justiça Renee do Ó Souza apresenta reflexões sobre o enfrentamento econômico ao crime organizado.Segundo o promotor Renee do Ó Souza, uma das principais inovações da Lei Antifacção é justamente direcionar o foco para o patrimônio, os recursos financeiros e as empresas utilizadas para dar suporte ao crime organizado. “A única forma de inibir o envolvimento de alguém na criminalidade organizada é demonstrar que o crime não compensa”, afirmou.

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De acordo com o expositor, a legislação cria mecanismos que permitem ao Estado alcançar bens, valores e até estruturas empresariais utilizadas para ocultar patrimônio ou movimentar recursos ilícitos. Entre as medidas previstas estão bloqueios patrimoniais, restrições de atividades econômicas e a possibilidade de intervenção judicial em empresas utilizadas para favorecer práticas criminosas.

Juiz Anderson Clayton Dias Batista debate os impactos da nova legislação para as pessoas jurídicas.O juiz Anderson Clayton Dias Batista observou que a nova legislação busca reduzir a tolerância com relações empresariais que possam beneficiar organizações criminosas.

“A nova legislação exige uma postura mais ativa das empresas. Não basta alegar desconhecimento. As organizações precisam verificar quem são seus parceiros comerciais e adotar mecanismos de controle para evitar relações que possam favorecer, direta ou indiretamente, o crime organizado”.

Homem de terno escuro, camisa branca e gravata azul, com cabelos grisalhos curtos, segura um microfone e fala. Ele tem um pin dourado na lapela. O fundo é uma parede de painéis claros.O mediador Douglas Ibarra chamou atenção para a linguagem corporativa presente na nova legislação. Para ele, a proposta do legislador foi ampliar o alcance do enfrentamento ao crime organizado, permitindo que a atuação estatal chegue também às estruturas econômicas e societárias que podem servir de suporte para atividades criminosas.

A perspectiva das investigações foi apresentada pelo delegado Caio Albuquerque. Com experiência na apuração de homicídios ligados a organizações criminosas, ele afirmou que o domínio territorial exercido por facções tem tornado a elucidação de crimes cada vez mais complexa. Segundo o delegado, o medo imposto às comunidades faz com que testemunhas deixem de colaborar com as investigações, dificultando a identificação de autores e a produção de provas.

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Delegado Caio Albuquerque aborda os desafios das investigações relacionadas às organizações criminosas.Caio Albuquerque destacou que o fortalecimento das organizações criminosas observado nos últimos anos exige instrumentos mais eficientes de enfrentamento e defendeu que a nova legislação oferece mecanismos que podem contribuir para esse trabalho.

O painel integrou a audiência pública promovida pela Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso para debater os impactos da Lei nº 15.358/2026, conhecida como marco legal de combate ao crime organizado.

A íntegra da discussão está disponível no canal do TJMT no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=70cR1MxQkvs

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Audiência pública reúne centenas de pessoas para discutir lei de combate ao crime organizado

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Autor: Alcione dos Anjos

Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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