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Saiba como acompanhar o andamento do seu processo no Portal do Tribunal de Justiça de MT

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Você tem um processo na Justiça estadual de Mato Grosso e quer saber como o caso está? Acompanhar o andamento de um processo pode ser uma tarefa complicada para quem não está acostumado a utilizar a Justiça, mas é algo muito mais simples do que parece.
 
Para mostrar como é fácil, o Poder Judiciário de Mato Grosso elaborou um pequeno passo a passo para ajudar no acesso à consulta processual, tendo em mãos apenas o seu nome completo ou o seu Cadastro de Pessoa Física (CPF).
 
Vamos lá?
 
Acesso pela Nova Consulta Processual
 
Passo 1 – Para começar, acesse o portal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) (www.tjmt.jus.br) e clique no banner ‘Conheça a nova Consulta Processual’. 
 
 
Passo 2 – Preencha o campo das ‘Partes’ com seu nome completo ou CPF/CNPJ. Depois, marque a opção ‘Não sou um robô’ e clique em ‘Consultar’. 
 
 
 
Passo 3 – Agora basta clicar em ‘Ver processo completo’ que você terá todas as informações do andamento processual. Caso haja mais de um processo em tramitação, escolha aquele que você quer acompanhar.
 
 
Além dessa opção, também é possível fazer sua consulta, utilizando apenas seu nome ou CPF, pela ferramenta ClickJud-MT, no Portal do TJMT.
 
 
Acesso pelo ClickJud-MT
 
Passo 1 – No portal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) (www.tjmt.jus.br), clique no ícone ‘ClickJud-MT’. 
 
 
Passo 2 – Escolha a opção ‘Consulta Processual’.
 
 
Passo 3 – Digite o seu nome completo ou CPF/CNPJ e clique na seta ou aperte ‘Enter’ em seu teclado. 
 
 
Passo 4 – Selecione o processo que você quer acompanhar. 
 
 
Caso o processo corra em segredo de Justiça, clique na opção no topo superior e siga as instruções.
 
Passo 5 – Clique em ‘+ movimentos’ e você terá todas as informações do andamento processual. 
 
 
Em quaisquer das opções você também pode utilizar outros dados para a busca, como o nome ou CPF da outra parte; número da OAB, CPF ou nome do advogado; e/ou número único do processo.
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual – Imagem 01: Arte gráfica com site do TJMT em preto e branco. Em destaque, colorido, está o banner com a frase: ‘Conheça a nova Consulta Processual’. Ao seu lado um seta indica onde deve ser clicado, com o seguinte texto: ‘Clique no banner Nova Consulta Processual’. Imagem 02 – Arte gráfica com campos disponíveis na página da consulta processual. Seta laranja aponta para o espaço a ser preenchido. Texto ao lado da seta afirma: ‘Preencha o campo nome completo ou CPF/CNPJ’. Abaixo outra seta aponta para o captcha e para o botão consultar. Texto ao lado da seta diz ‘Marque a opção Não sou um robô e clique em consultar’. Imagem 03 – Arte gráfica com campos de consulta processual e processos disponíveis. Seta aponta para botão de acesso ao processo. Ao lado texto em destaque: ‘Clique em ver processo completo’. Imagem 04 – Arte gráfica do site do TJMT em preto e branco. Em destaque, com uma seta laranja apontada está o Ícone do ClickJud-MT e a frase ‘Clique no ícone Click-Jud-MT’. Imagem 05 – Arte gráfica com ícones de opções disponíveis no ClickJud-MT, entre elas, em destaque, com uma seta laranja apontada, está o ícone de um documento e uma lupa. No texto ao lado da seta está escrito ‘Escolha Consulta Processual’. Imagem 06 – Arte gráfica com campos disponíveis para busca do processo. Seta aponta para lacuna, com texto ao lado: ‘Preencha o campo com nome completo ou CPF/CNPJ. Imagem 07 – Arte gráfica com campos de consulta processual e processos disponíveis. Seta aponta para botão de acesso ao processo. Ao lado texto em destaque: ‘Selecione o processo desejado’. Imagem 08 – Arte gráfica com informações do processo. Seta aponta para botão que indica movimentações processuais. Ao lado texto afirma: ‘Clique em mais movimentos’.
 
 
Marco Cappelletti
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Avanços no papel e entraves na prática mostram que a inclusão ainda carece de efetividade

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Apesar da existência de um arcabouço jurídico avançado, a garantia de direitos às pessoas com deficiência ainda enfrenta entraves concretos para sua execução. A avaliação foi apresentada pela advogada doutora Jennyfer Bathemarque durante a palestra “A Pessoa com Deficiência no Sistema de Justiça: Direitos, desafios e o papel do Judiciário na efetivação da inclusão”, realizada dentro da programação do evento “TJMT Inclusivo: Autismo e Direitos das Pessoas com Deficiência”, realizado na quinta-feira (16), na Igreja Lagoinha, em Cuiabá.

A advogada conhece na pele as dificuldades de uma mãe atípica e da necessidade de recorrer ao sistema de Justiça para garantir que o amor de sua vida, seu filho, quando ainda um bebezinho de seis meses, pudesse ser submetido a uma intervenção cirúrgica cardíaca de alta complexidade.

Ao aprofundar a reflexão, a palestrante adotou um tom crítico ao provocar o público sobre a distância entre o que está previsto na legislação e o que, de fato, é entregue à população: o que determina a “Lei Berenice Piana” quanto à responsabilidade dos municípios na proteção das pessoas com autismo?

Segundo ela, o país não carece de normas, mas de efetividade. “Temos um arcabouço jurídico robusto, mas que ainda falha na execução. O direito existe no papel, mas não chega com a mesma força na vida real de quem precisa”, pontuou.

Na avaliação da advogada, essa desconexão se reflete em violações recorrentes: negativa de terapias por planos de saúde, ausência de profissionais especializados nas escolas, falta de atendimento adequado no SUS, escassez de especialistas, longas filas de espera e entraves no acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC). “O que vemos é um sistema que empurra as famílias para decisões difíceis, muitas vezes abrindo mão de estabilidade financeira para tentar garantir o mínimo de dignidade”, alertou.

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A crítica se intensifica quando o acesso a direitos passa, quase sempre, pelo Judiciário, evidenciando um cenário que exige reflexão: direitos básicos ainda dependem de ação judicial para serem garantidos, enquanto a morosidade processual compromete tratamentos que não podem esperar.

A advogada cita ainda que se soma a isso a exigência excessiva de laudos, que acaba se tornando mais uma barreira de acesso, além da falta de uniformidade nas decisões, gerando insegurança jurídica. Nesse contexto, também se coloca em debate a própria capacidade do sistema de Justiça de compreender, em sua complexidade, as dimensões clínicas e sociais que envolvem as pessoas com deficiência.

Ela também chamou atenção para o que classificou como distorções estruturais: por que a judicialização deixou de ser exceção e passou a ser regra? Por que decisões ainda se baseiam, muitas vezes, em critérios exclusivamente formais? Onde está o olhar multidisciplinar? E por que, mesmo após decisões favoráveis, ainda há descumprimento, dependência de bloqueios judiciais e um ciclo contínuo de novas ações?

Para Jennyfer, esse cenário evidencia uma inversão preocupante. “O que deveria ser resolvido administrativamente tem sido transferido ao Judiciário. Isso revela não apenas a fragilidade das políticas públicas, mas também a sobrecarga de um sistema que acaba sendo acionado para garantir o básico”.

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A advogada também fez questão de elogiar o serviço prestado por meio do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), com destaque para a realização do evento TJ Inclusivo, que, segundo ela, evidencia o compromisso institucional com a promoção da acessibilidade e da inclusão.

Para a advogada, iniciativas como essa ampliam o diálogo com a sociedade e, a cada interação, contribuem para uma compreensão mais clara das falhas ainda existentes, auxiliando na promoção de ações mais efetivas, sensíveis e alinhadas às necessidades das pessoas em situação de vulnerabilidade.

TJMT Inclusivo – O projeto reforça o compromisso do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio da Comissão de Acessibilidade e Inclusão, com o respeito à neurodiversidade e dá cumprimento à Resolução 401/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que dispõe sobre o desenvolvimento de diretrizes de acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência nos órgãos do Judiciário, e à Lei federal nº 12.764/2012 – Lei Berenice Piana, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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