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Semana da Justiça pela Paz reúne parceiros na oferta de serviços às vitimas de violência

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O Poder Judiciário de Mato Grosso está realizando entre os dias 6 e 10 de março, a 23ª Semana da Justiça pela Paz em Casa. Palestras, atendimentos presenciais e orientação profissional em diversas áreas, fazem parte da programação que tem como foco, o atendimento às mulheres vítimas de violência doméstica. A Semana pela Paz em Casa é realizada simultaneamente pelos Tribunais de Justiça do Brasil, na semana em que é comemorado o Dia Internacional da Mulher.
 
Na segunda-feira (06 de março), os serviços estiveram concentrados no Centro Especializado de Atendimento às Vítimas de Crimes e Atos Infracionais, localizado no Fórum de Cuiabá. Um ambiente acolhedor foi preparado para recepcionar as mulheres que compareceram ao fórum, para realização de audiências e julgamento de processos relacionados à Lei Maria da Penha.
 
Além do apoio psicológico à mulher, as crianças também são acolhidas por profissionais especializados, que contam ainda, com uma brinquedoteca para a recepção dos filhos, durante o atendimento das mães.
 
Serviços, como orientação processual, encaminhamento para qualificação profissional, massagem, acupuntura, tratamentos de beleza, e atendimentos de saúde são disponibilizados por parceiros, como a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), Defensoria Pública, Ministério Público, Faculdade Fasipe, Patrulha Maria da Penha da Polícia Militar, Secretaria da Mulher, entre outras instituições.
 
Os serviços voltam a ser ofertados na sexta-feira (10 de março), das 13h às 18h, período em que se concentram o maior número audiências relacionadas à violência doméstica. Neste dia, também será realizada a Feira da Mulher, com a venda e exposição de produtos regionais, comidas típicas, artesanato, entre outros produtos.
 
Para a juíza da 1ª Vara Especializada em Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Cuiabá, Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa, a Semana da Justiça pela Paz é uma oportunidade de socialização entre as mulheres, e principalmente com o judiciário, para que elas se sintam amparadas e acolhidas pelo sistema. “A mulher vitima de violência doméstica precisa se sentir segura, e saber que pode recorrer e encontrar no judiciário o apoio, que muitas vezes não recebe no seio familiar, mesmo porque, estamos falando de um apoio especializado, com orientação psicológica e jurídica, onde a mulher, se sentindo segura, terá condições de identificar a violência, e pôr fim ao ciclo de abusos”, contextualizou.
 
O acolhimento da mulher ao final de cada audiência, tem garantido resultados surpreendentes no quadro psicológico das vítimas, sendo inclusive fator determinante para o retorno a convivência social e resgate da autoestima, informou a psicóloga do Centro Especializado de Atendimento às Vítimas de Crimes e Atos Infracionais, Bárbara Santana da Silva. “As mulheres chegam aqui extremamente fragilizadas, com uma grande resistência, inclusive, em receber os cuidados da nossa equipe, dado o longo período em que foram submetidas à violência. A resistência em receber cuidados é muito grande, infelizmente. Pessoas que passam longos períodos condicionados a violência, têm medo de serem machucadas de novo, é um abalo emocional, em que a nossa equipe precisa de muito preparo para romper”, relatou.
 
Uma servidora pública de 52 anos, faz questão de dizer, que a sensibilidade do judiciário mato-grossense, em recepcionar as mulheres vítimas de violência, foi decisiva para que ela retomasse a convivência em sociedade. “Aqui recebi todo o amparo emocional e jurídico de que precisei. Meu ex-companheiro foi preso em flagrante, na porta do meu trabalho, quando veio me buscar no final do dia. Eu havia sofrido violência no dia anterior, e ele tinha certeza da impunidade”, disse ela.
 
Programação – Nos dias 7, 8 e 9 de março será realizada a Semana Escolar de Combate à Violência contra a Mulher – Lei 14.164/2021 (Lei Maria da Penha), na Escola Notre Dame de Lourdes, em Cuiabá.
 
 
No Dia Internacional da Mulher, 8 de março, a desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, coordenadora da Cemulher, e a assistente técnica multidisciplinar da Cemulher, Ana Emília Sotero, irão proferir a palestra “Autoestima e motivação” a 400 mulheres na Sala da Mulher da Câmara Municipal de Nossa Senhora do Livramento.
 
 
No dia 10 de março (sexta-feira), para fechar a semana, será realizada uma capacitação para pessoas que trabalham em unidades do CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) e do CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social) no auditório Gervásio Leite, dentro do Tribunal de Justiça. O tema será: “Lei Maria da Penha: Políticas Públicas e Acolhimento no Atendimento às Vítimas de Violência Doméstica e Familiar”.
 
As varas especializadas de violência doméstica irão trabalhar em regime de mutirão processual durante a semana, a fim de dar maior vazão aos processos desta natureza.
 
#ParaTodosVerem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
Descrição das imagens: Imagem 1: foto colorida horizontal ampliada, demonstrando o atendimento das mulheres.
Imagem 2: foto horizontal colorida. Juíza da 1ª Vara Especializada em Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Cuiabá, Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa durante entrevista a TV JUS.
 
 
 
 
Naiara Martins/ Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Judiciário de Mato Grosso inicia programação da III Semana Nacional dos Juizados Especiais

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O Poder Judiciário de Mato Grosso iniciou nesta segunda-feira (15) a programação da III Semana Nacional dos Juizados Especiais. Preparadas por meio do Departamento de Apoio aos Juizados Especiais (DAJE), vinculado à Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ-TJMT), as atividades incluem capacitação, reconhecimento de boas práticas e discussões sobre o presente e futuro dos Juizados Especiais.

Colocando em pauta o tema “Fortalecer os Juizados Especiais é fortalecer a Justiça”, a mobilização nacional coordenada pelo Conselho Nacional de Justiça e operacionalizada pelos tribunais segue até a próxima sexta-feira (19). Em Mato Grosso, a abertura da programação foi realizada no Complexo dos Juizados Especiais Desembargador José Silvério Gomes, em Cuiabá.

Em sua fala aos mais de setecentos participantes, entre presenciais e virtuais, o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargador José Zuquim Nogueira fez questão de agradecer todos os integrantes do sistema de juizados pela dedicação e amor empenhados diariamente. Segundo ele, esse é um sistema que potencializa o atendimento das demandas reprimidas.

“Demandas reprimidas exigem prontidão, comprometimento e celeridade. Vivemos um tempo em que não se admite mais um juiz dentro de uma redoma. Deve haver participação na sociedade, para que nós possamos fortalecer todo o nosso sistema judiciário. Por isso, externo aos integrantes dos Juizados Especiais a minha gratidão e alegria de participar deste momento”, disse Zuquim.

Pioneirismo

O corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote enfatizou a importância dos Juizados Especiais para a sociedade e para o Judiciário. Nesse contexto, apontou que Mato Grosso sempre foi pioneiro, sendo um dos primeiros no país a implantar esse modelo e se destacando desde que o sistema ainda era chamado de “Juizado de Pequenas Causas”.

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“Essa é a porta de entrada do cidadão no Judiciário. É onde se julga a maioria das ações sem custos e de pequenos valores. É um modelo que garante acesso a todos os cidadãos, principalmente os mais carentes, resolvendo problemas que, às vezes, são pequenos para o Judiciário, mas de valor inestimável para as pessoas que recebem a prestação do serviço”, comentou.

Para o presidente do Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais de Mato Grosso, desembargador Sebastião de Arruda Almeida, a Semana Nacional permite um momento de reflexão sobre o passado e o futuro. “O valor que os Juizados Especiais alcançaram é graças ao trabalho de pioneirismo, resistência e por vontade que esse sistema tivesse a dimensão que hoje tem”, lembrou o desembargador.

O desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha, um dos entusiastas dos Juizados Especiais, reforçou a importância desse trabalho. “Continuem acreditando nos Juizados Especiais, pois muitas pessoas precisam dessa prestação jurisdicional. E, muitas vezes, não é só ação, é uma comunicação, é uma conversa com essas pessoas que a gente resolve o caso dela”, afirmou.

Programação

A programação contou com palestras ministradas por juízes e juízas que atuam nos Juizados Especiais de Mato Grosso. Também foram apresentados projetos como o Programa de Acolhimento e Formação Inicial dos Estagiários, a Exposição Permanente dos Juizados Especiais, o Espaço Colaborativo dos Juízes Leigos e o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania dos Juizados Especiais do Estado de Mato Grosso (Cejusc dos Juizados Especiais Estadual).

Além disso, foi inaugurada a exposição, que se tornará permanente, “Juizados Especiais de Cuiabá”, que conta com arquivos físicos, equipamentos, togas e outros materiais que contam a história dos Juizados Especiais de Mato Grosso. Também fez parte das atividades desta segunda-feira o lançamento do livro “Uma Justiça, Muitos Brasis”, que tem como coautora a juíza Patrícia Ceni, do Juizado Especial do Torcedor de Cuiabá.

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“O CNJ fez com que nacionalmente fosse realizada, nesta semana, a III Semana Nacional dos Juizados Especiais. É um evento que nos traz grandes reflexões e várias atividades estão sendo implementadas. Temos treinamentos com conciliadores, melhoria nos espaços dos juízes leigos, reuniões e divulgação dos nossos trabalhos”, relatou a dirigente do Complexo dos Juizados Especiais, juíza Valdeci Moraes Siqueira.

Registro de presenças

Participaram da solenidade de abertura o presidente do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), desembargador Mário Roberto Kono, a desembargadora Juanita Cruz da Silva Clait Duarte, o coordenador do Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais, juiz Érico de Almeida Duarte, a presidente da Associação Mato-grossense de Magistrados (AMAM), Jaqueline Cherulli, juízes auxiliares da Presidência do TJMT, juízes auxiliares da Corregedoria-Geral da Justiça e a defensora pública-geral do Estado de Mato Grosso, Maria Luziane Ribeiro de Castro.

Também fizeram pronunciamentos de forma virtual o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), e a conselheira Andréa Cunha Esmeraldo, coordenadora do Comitê Nacional dos Juizados Especiais (Conaje/CNJ).

Autor: Bruno Vicente

Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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