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Setembro Amarelo: Judiciário de Rondonópolis incentiva valorização da vida com diversas atividades

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Pelo terceiro ano consecutivo, a Vara Especializada da Infância e Juventude de Rondonópolis, em parceria com a Promotoria de Justiça da Infância e Juventude e a 1ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MT), realiza a Campanha “Opção pela Vida”, em alusão ao Setembro Amarelo, mês de conscientização e prevenção ao suicídio. Entre os dias 08 e 14 de setembro, uma série de atividades será promovida, desde caminhada, pedalada e palestras até visitas aos Centros de Convivência do município.
A iniciativa, que tem o objetivo de fortalecer a valorização da vida, terá ações direcionadas à comunidade em geral, como alunos e professores do ensino médio de escolas estaduais, professores da Área de Educação Especial (AEE) da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), idosos, líderes de associações de bairros e adolescentes do sexo masculino em conflito com a lei atendidos no Centro de Atendimento Socioeducativo (Case).
“Vimos ao longo do tempo que o melhor é ir ao encontro da população. Nesta terceira edição, levaremos palestrantes voluntários e capacitados aos bairros, escolas e Centros de Convivência para falar sobre saúde mental, convivência e respeito à vida”, explica a juíza Maria das Graças Gomes da Costa, da Vara Especializada da Infância e Juventude de Rondonópolis.
A programação terá início na segunda-feira (08 de setembro), às 7h, com a “Caminhada Opção pela Vida”, que promoverá a união da comunidade e de adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas em torno dessa causa, com concentração no Cais do Rio Vermelho.
No mesmo dia, será realizada a solenidade de abertura oficial da Campanha, às 19h, no Plenário do Júri do Fórum de Rondonópolis. O evento, que contará com a presença de autoridades e parceiros, promoverá uma palestra sobre o tema “Saúde Mental: Assunto ou Questão?”, com a psicóloga Raquel Peron.
Durante a semana, serão realizadas palestras em oito locais do município sobre diferentes tópicos, como: “Impacto da Tecnologia na Infância e na Adolescência”; “Adolescente e Crimes Cibernéticos”; “A Inteligência e o Cuidado com as Tomadas de Decisões: Tratando Agora para o Futuro”; “Saúde Mental: Estratégias de Autocuidado”; “Resiliência Juvenil” e “Cada dia conta: sentido, afeto e esperança em todas as idades.”
“Essa é uma temática de extrema relevância, muito atual, e o Poder Judiciário quer contribuir e se aproximar da sociedade, buscando colocar em pauta a vida no mês de setembro e a melhor forma de convivência com diálogo, afeto e empatia”, argumenta a juíza.
O encerramento está previsto para domingo (14 de setembro), às 8h, com a “Pedalada pela Vida”, que simboliza o compromisso contínuo de todos com a valorização da vida e a inclusão social. Tanto a largada quanto a chegada ocorrerão no Cais do Rio Vermelho.
Ressocialização – Ainda neste mesmo período, entre 08 e 14 de setembro, a Vara da Infância e Juventude realizará a Semana de Ressocialização dos Adolescentes em Conflito com a Lei. Idealizada como parte da campanha, o objetivo é sensibilizar a comunidade para desmistificar a figura do adolescente em conflito com a lei, de modo a acolhê-los por meio do desenvolvimento de políticas inclusivas. A sociedade pode desempenhar um importante papel na construção de um futuro mais justo e acolhedor para esses jovens.
Ao todo, serão promovidos cinco encontros: caminhada com a camiseta da Campanha e visitas ao Lar Cristão, Sessão do Tribunal do Júri, Câmara Municipal de Rondonópolis e ao Centro Integrado de Bem-estar Animal de Rondonópolis (Cibear).
“Para que essa ressocialização seja efetiva, é necessário o envolvimento ativo de toda a sociedade. Buscamos mais respeito à vida, inclusive dos adolescentes em conflito com a lei que, até ontem, eram crianças e, por falta de oportunidade, respeito, educação, saúde, família e apoio social, hoje são adolescentes rotulados como incapazes de viver em comunidade”, pontua a magistrada Maria das Graças.
Setembro Amarelo – Iniciativa do Centro de Valorização da Vida (CVV), em colaboração com o Conselho Federal de Medicina e a Associação Brasileira de Psiquiatria, a campanha “Setembro Amarelo” visa quebrar o silêncio e o tabu em torno de temas como a saúde mental e a prevenção ao suicídio.
PROGRAMAÇÃO
Segunda-feira (08/09)
7h – Caminhada: Opção pela Vida
Local: Saído do Cais do Rio Vermelho e chegada na Praça dos Carreiros
19h – Solenidade de Abertura
Local: Plenário do Júri – Fórum da Comarca de Rondonópolis
Palestra: “Saúde Mental: Assunto ou Questão?”
Palestrante: Raquel Peron
Terça-feira (09/09)
8h e 13h
Local: Escola Estadual Major Otávio Pitaluga
Palestra: “Impacto da Tecnologia na Infância e na Adolescência”
Palestrante: Lauriene de Lima Santos (Pós-graduada em Psicopedagogia Clínica e Terapia Ocupacional)
Palestra: “Adolescente e Crimes Cibernéticos”
Palestrante: Guilherme Fachinelli (Delegado Titular da Delegacia Esp. em Crimes Digitais de Cuiabá)
9h – Visita ao Lar Cristão (Semana da Ressocialização dos Adolescentes em Conflito com a Lei)
14h – Palestra: Opção pela Vida: Valorize as Conexões Reais ao Seu Lado
Palestrante: Gleiciele de Oliveira Silva (Psicóloga – Anhanguera)
Local: Centro de Convivência Alfredo de Castro
Quarta-feira (10/09)
7h e 9h – Palestra: “Impacto da Tecnologia na Infância e na Adolescência”
Palestrante: Lauriene de Lima Santos (Pós-graduada em Psicopedagogia Clínica e Terapia Ocupacional)
Palestra: “Adolescente e Crimes Cibernéticos”
Palestrante: Guilherme Fachinelli (Delegado Titular da Delegacia Esp. em Crimes Digitais de Cuiabá)
14 – Encontro com a comunidade
Local: Cáritas Diocesana
Palestra: “A vida pede pausa, não ponto final”
Palestrante: Geis Tatiane Ferreira da Silva (Psicóloga com esp. Em Análise do Comportamento)
Quinta-feira (11/09)
8h – Local: UNEMAT
Palestra: “A Inteligência e o Cuidado com as Tomadas de Decisões Tratando Agora Para o futuro”
Palestrante: Marcio Martins (Psicólogo esp. Em Neuro e Superdotação)
14h – Encontro com a comunidade – (Semana da Ressocialização dos Adolescentes em Conflito com a Lei)
Visita na Câmara Municipal
14h – Palestra: “Saúde mental: Estratégias de Autocuidado”
Palestrante: Vanderléa Dias Pereira Soares (Psicóloga: Especialista em psicanálise, Psicologia Social e Gestão Pública).
Local: Sede da União Rondonopolitana das Associações de Moradores de Bairros (Uramb)
Sexta-feira (12/09)
8h – Visita ao Centro Integrado de Bem-estar Animal de Rondonópolis (CIBEAR) – (Semana da Ressocialização dos Adolescentes em Conflito com a Lei)
14h – Centro de Atendimento Socioeducativo (Case)
Palestra: “Resiliência Juvenil”
Palestrante: Padre José Silva Moreira
14h – Palestra: “Cada dia conta: sentido, afeto e esperança em todas as idades”
Palestrantes: Beatriz Gomes da Fonseca e Érica Cavalcante (Psicólogas)
Local: Centro de Convivência Padre Lothar
Domingo (14/09)
Pedalada
Saída e Chegada: Cais do Rio Vermelho

Autor: Larissa Klein

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Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude

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Foto horizontal dos anos 1990 que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete abraçado com a filha Érica, que tinha cerca de 10 anos na foto. Ela era uma menina de pele clara com longos cabelos loiros e cacheados.

Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.

Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.

Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.

Já estava escrito

“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.

Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.

“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.

A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.

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Foto vertical antiga que mostra o agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete, com a ex-mulher, duas filhas e o filho ainda crianças, em uma festa. Eles posam sorrindo para a foto.Legado construído com exemplo

Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.

Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.

Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.

Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.

Apoio incondicional

Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.

Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

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Imagem quadrada gerada com auxílio de inteligência artificial que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete e sua filha Érica abraçados, com um fundo verde de um parque. Ele é um homem pardo de cabelo grisalho e ela uma jovem branca e loira.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.

Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.

Adoção

Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.

Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.

Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.

Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.

Celly Silva

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

[email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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