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Setembro Amarelo: Tribunal de Justiça reúne especialistas para falar sobre prevenção ao suicídio

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Falar é preciso! E foi em tom de diálogo, conversa boa e muita informação que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso promoveu na tarde desta terça-feira (12 de setembro), uma roda de conversa com a participação de especialistas da área de saúde emocional. O encontro foi realizado no Auditório Desembargador Gervásio Leite, na sede do Judiciário, em Cuiabá, com a presença de magistrados(as) e servidores(as) do Tribunal de Justiça e transmissão para as 79 comarcas no interior do Estado. A ação faz parte das iniciativas realizadas em apoio à campanha de prevenção ao suicídio e valorização da vida, ‘Setembro Amarelo’.
 
Até o final do mês de setembro, inúmeras atividades serão realizadas pelo Poder Judiciário, com o objetivo de levar informação e contribuir para a redução do estigma relacionado aos transtornos emocionais e aumentar a compreensão sobre o suicídio como problema de saúde pública.
 
A sensibilidade e o cuidado com o ser humano são princípios que guiam a vida da presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Clarice Claudino da Silva, e que se tornaram a essência de sua gestão, assim como inspiraram as iniciativas elaboradas para o mês de valorização da vida.
 
“Nós queremos que todos sejam cumprimentados e envolvidos em um afetuoso abraço fraterno e sintam-se diretamente acolhidos e abraços, um por um dos que estão aqui, da mesma forma, aqueles que nos acompanham virtualmente em nossas comarcas. E é com esse clima de alegria e celebração da vida, que nos dedicamos para a finalidade maior, que é a vida. Quero parabenizar e agradecer os profissionais que se disponibilizaram a estar conosco, e que em suas profissões, tem o dom de olhar as pessoas como um ser que realmente necessita expressar de uma forma mais positiva, seus sentimentos, e mais que isso, ser compreendido nas suas necessidades e sentimentos. Muitas vezes nós estamos tão atribulados, ou mesmo com o rolo compressor da vida sobre nós, que somos levados sem termos tempo para reflexões mais profundas, e principalmente, para celebrar e viver a vida. Celebrar o nosso ‘eu sagrado’, o divino que em todos nós habita, porque fomos criados na mesma fonte divina”, refletiu a desembargadora Clarice.
 
Além de atividades e iniciativas realizadas ao longo do ano, o Tribunal de Justiça também mantém profissionais especializados presentes nas 79 comarcas do Estado, para o cuidado e atendimento do público interno. Ações preventivas que visam o bem-estar, o acolhimento e o tratamento de possíveis casos ligados à ansiedade e a depressão, são realizadas e acompanhadas por uma equipe multidisciplinar, capaz de identificar possíveis transtornos emocionais, e agir no atendimento e encaminhamento dos casos.
 
Após as boas-vindas da presidente, a apresentação especial do Grupo de Teatro ‘Fé, Amor e Alegria’, com a peça ‘Setembro Amarelo. Vida: Vamos Festejar’, segurou a atenção do público e trouxe de maneira simples e bastante interativa, reflexões sobre a necessidade do despertar para a vida.
 
Formado por um grupo voluntário de servidores do Poder Judiciário, o Grupo de Teatro do Tribunal de Justiça, foi criado em 2016 com uma meta bem simples: levar arte, amor e vida por onde passar. Hoje o grupo tem a participação de 15 servidores de diferentes áreas, que também desenvolvem trabalhos ligados ao meio ambiente, economia e sustentabilidade, todas voltadas para a conscientização do público interno.
 
Para a líder do grupo de teatro, Ceila Monica Silva Ferraz Alencastro de Moura, auditora interna do Tribunal de Justiça, a peça garante de forma lúdica, a abordagem leve de um tema que causa muita dor, e ainda sofre fortes preconceitos na sociedade.
 
“Tenho certeza, de que o servidor que pode participar da peça, como também de toda agenda promovida nesta tarde, saiu daqui tocado, e esse foi o nosso papel: despertar do servidor para a beleza da vida. O ser humano tem as respostas, as respostas estão sempre em nós! Nós somos os únicos responsáveis por mudar a situação, seja qual for. E apenas nós podemos despertar, levantar, lutar e mudar”, enfatizou Ceila.
 
Símbolo da Vida – São nos tempos difíceis que a vida floresce assim como o ipê, chamou atenção o médico da Família, com pós-graduação em Psiquiatria, Werley Peres, um dos participantes da roda de conversa, que abriu o espaço com a poesia “Meu pé de ipê”, de José Veríssimo.
 
Com direito à distribuição de mudas e plantio de arvores, o ipê amarelo se tornou símbolo da resistência e valorização da vida dentro do Poder Judiciário de Mato Grosso. A analogia que faz uma das principais espécies do cerrado mato-grossense, se tornar símbolo da vida em momentos de aridez e adversidade, traz a reflexão sobre os desafios e a necessidade de superação mesmo quando os momentos parecem ser os mais difíceis.
 
“A vida pode e deve re-existir no momento mais difícil que podemos estar. São nos momentos de seca, de desespero, de aridez, de escassez que a vida brota. O ipê amarelo na seca é a única arvore que se destaca no cerrado, quando toda vegetação está seca, sem folhas e frutos, o ipê desabrocha, impávido, altivo, valente, e assim precisa ser a vida. E o ipê não precisa olhar para as arvores ao lado, ele precisa ser sua própria inspiração, é nesse momento que precisamos nos silenciar e nos interiorizar. O ipê representa o renascer em tempos difíceis. Qual o exemplo que a natureza nos dá: que sempre há vida na adversidade! As pessoas que tentam contra a vida, elas não querem morrer, elas querem viver, e nesse processo, muitas vezes, o desespero não permite que elas encontrem a beleza que há dentro delas. São nos tempos difíceis que precisamos aumentar os níveis de poesia e doçura”, serenou Werley Peres.
 
A psicóloga Ireniza Canavarros destacou a iniciativa do Poder Judiciário, que ao promover um diálogo aberto e franco sobre as causas que podem levar ao suicídio, contribui para a quebra de tabus importantes sobre o tema.
 
“Sem sombra de dúvidas, que a iniciativa do Poder Judiciário trará resultados eficazes. As pessoas não têm com quem falar, e ficam envergonhadas de falar que não querem mais viver, e com movimentos como esse, a pessoa abre a cabeça, quebra barreiras. Quando a gente fala, a gente elabora os sentimentos e as sensações, diminuindo drasticamente as chances de pensar em morte. Se o instinto de vida for muito alto, a pessoa entra em estado de euforia, que também não é bom e daí ela não se cuida; e se o instinto de morte toma conta da pessoa, ela entra em melancolia, com ideação suicida e pensamentos fixos de morte, ao invés da vida. Tudo na vida é equilíbrio. A vida é a arte de administrar dores”, frisou a Ireniza Canavarros.
 
A roda de conversa também teve a presença das psicólogas do Departamento de Saúde do Tribunal de Justiça, Gisele Cardoso e Maria Helena Duarte Monteiro.
 
A coordenadora do Centro de Valorização da Vida (CVV), Ana Rosa Ramos Nunes aproveitou o espaço para falar sobre o trabalho de acolhimento e escuta compreensiva prestado pela instituição. O CVV presta serviço voluntário e gratuito de prevenção do suicídio e apoio emocional, com atendimento gratuito e sigiloso 24 horas por dia. Para entrar em contato com o CVV ligue gratuitamente para o telefone 188, pelo site www.cvv.org.br , via chat ou e-mail: [email protected]
 
Fique Atento – A depressão é considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como o “Mal do Século”. No sentido patológico, há presença de tristeza, pessimismo, baixa autoestima, angústia, desânimo, cansaço excessivo, desmotivação, irritabilidade e apatia, que aparecem com frequência e podem combinar entre si. A depressão provoca ainda ausência de prazer em coisas que antes faziam bem e grande oscilação de humor e pensamentos, que podem culminar em comportamentos e ideação suicida.
 
Pessoas acometidas por depressão podem, além da sensação de infelicidade e prostração, apresentar baixas no sistema de imunidade e maiores episódios de problemas inflamatórios e infecciosos, e dependendo da gravidade, desencadear doenças cardiovasculares, como enfarto, AVC e hipertensão.
 
Por isso é essencial estarmos atentos aos sinais emitidos por amigos, colegas e familiares que podem remeter a possíveis sintomas relacionados à ansiedade e a depressão, como angústia, desânimo, cansaço excessivo, falta de interesse, desmotivação, irritabilidade e apatia.
 
Também participaram os desembargadores Mário Roberto Kono e Rondon Bassil Dower Filho, os juízes-auxiliares da presidência Viviane Brito e Túlio Dualibi, a diretora-geral do Tribunal de Justiça, Euzeni Paiva de Paula, a vice-diretora-geral Claudenice Deijany, a juíza-diretora do Fórum da Comarca de Cuiabá, Edleuza Zorgetti Monteiro da Silva, entre coordenadores e líderes das áreas técnicas.
 
Setembro Amarelo – Até o final de setembro uma série de ações envolvendo a divulgação de matérias de texto, rádio e vídeo, bem como nas redes sociais do Poder Judiciário de Mato Grosso, e a distribuição de conteúdo informativo será realizada alertando sobre a importância da conscientização sobre o combate ao suicídio. O trabalho é uma iniciativa do Departamento de Saúde, vinculado à Coordenadoria de Recursos Humanos (CGP), do Tribunal de Justiça.
 
Poesia ‘Meu pé de Ipê’, de José Veríssimo
 
 
Um pé, de pé, ainda em pé
É um pé amarelo, outro roxo
É um pé rosa, outro branco
Todos são a gosto, outros setembro
Meu pé de Ipê
 
É um cheiro, laço, um abraço
O elo do amarelo, o gosto do roxo
O poema do branco, todos coloridos
O amarelo do amigo
Meu pé de Ipê
 
É um renascer do ser nascer
Montanha amontoada no meu quintal
Flor temporona no meu olhar
Um beijo pra arrebentar a semente
E fazer florir, sem medo o doce desejo
Meu pé de Ipê
 
É na praça, de graça
No teatro, no texto
No poema, na caneta
Na boca, no beijo
Na barriga, no elo
No amarelo, texto e contexto
Meu pé de ipê
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: Foto horizontal em plano aberto do audiório repleto de participantes. ao fundo está a presidente Clarice, atrás do púlpito. Segunda imagem: Foto em plano fechado da desembargadora Clarice Claudino da Silva faz uso da fala. Ela veste uma blusa lilás e gesticula enquanto se dirige aos participantes. Terceira imagem: Apresentação do Grupo de Teatro ‘Fé, Amor e Alegria’. Quarta imagem: Médico Werley Peres e psicóloga Ireniza Canavarros estão sentados em poltronas durante a roda de conversa. Ele usa uma camisa amarela, um blaser escuro e calça jeans. Ela usa um conjunto branco com detalhes beges. Cabelo curto castanho, sua óculos de grau com armação marrom.
 
Naiara Martins/Fotos: Alair Ribeiro/Ednilson Aguiar
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude

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Foto horizontal dos anos 1990 que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete abraçado com a filha Érica, que tinha cerca de 10 anos na foto. Ela era uma menina de pele clara com longos cabelos loiros e cacheados.

Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.

Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.

Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.

Já estava escrito

“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.

Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.

“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.

A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.

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Foto vertical antiga que mostra o agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete, com a ex-mulher, duas filhas e o filho ainda crianças, em uma festa. Eles posam sorrindo para a foto.Legado construído com exemplo

Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.

Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.

Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.

Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.

Apoio incondicional

Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.

Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

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Imagem quadrada gerada com auxílio de inteligência artificial que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete e sua filha Érica abraçados, com um fundo verde de um parque. Ele é um homem pardo de cabelo grisalho e ela uma jovem branca e loira.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.

Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.

Adoção

Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.

Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.

Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.

Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.

Celly Silva

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

[email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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