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TJMT capacita equipe de limpeza e avança na gestão de resíduos sólidos

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) segue fortalecendo de forma contínua as práticas sustentáveis institucionais, com a capacitação da equipe de limpeza para a correta gestão de resíduos sólidos. A ação integra o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS) e reafirma o compromisso permanente da instituição com a responsabilidade ambiental e com o cumprimento da legislação vigente.

O treinamento presencial foi realizado no sábado (17), no Plenário Gervásio Leite, com duração aproximada de uma hora e participação de 67 colaboradores. A capacitação foi conduzida pelo Núcleo de Sustentabilidade do TJMT e teve como foco orientar, de forma prática e acessível, sobre os procedimentos corretos de coleta, separação e destinação dos resíduos gerados no âmbito do Poder Judiciário.

Orientações práticas para o dia a dia

Durante o encontro, foram apresentados os conceitos essenciais do Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS) e reforçadas orientações relacionadas diretamente com a rotina de trabalho nos prédios do Tribunal. Entre os principais pontos abordados, destacaram-se a segregação correta dos resíduos na fonte geradora, com ênfase na destinação adequada pelos servidores; a readequação das lixeiras nas salas, com a retirada de recipientes individuais e adoção de lixeiras coletivas; a necessidade de disposição das lixeiras sempre em pares, tanto em ambientes internos quanto externos; e a utilização correta das cores dos sacos de lixo, sendo azul para resíduos recicláveis e preto para resíduos orgânicos ou rejeitos.

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Outro destaque foi o reconhecimento do papel da equipe de limpeza como agente fundamental para o cumprimento das diretrizes do PGRS e da Instrução Normativa TJMT/PRES nº 08/2024, que estabelece regras claras para a gestão de resíduos na instituição.

Passos para uma gestão eficiente

A capacitação detalhou o fluxo completo da gestão de resíduos no Tribunal, estruturado em sete etapas principais. O processo começa com a segregação correta, passa pelo descarte consciente dos servidores, pela coleta seletiva interna sem mistura de materiais, pela fiscalização e identificação de irregularidades, pelo transporte seguro com uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), pela pesagem e registro dos resíduos e o armazenamento temporário adequado até a destinação final.

Também foram apresentados alertas importantes sobre a inviabilização de destinação de recicláveis com restos de alimentos em embalagens, e sobre resíduos perigosos – pilhas, baterias, lâmpadas e medicamentos vencidos -, que exigem coleta especializada e não podem ser descartados junto ao lixo comum.

Mapeamento dos ambientes

Como continuidade do trabalho, a partir do dia 26 de janeiro de 2026 a equipe de limpeza, sob a supervisão do Núcleo de Sustentabilidade, iniciará um mapeamento das salas e ambientes externos do TJMT. O objetivo é verificar se todos os espaços estão adequados às diretrizes institucionais, observando a existência de lixeiras em pares, se a quantidade de lixeiras é suficiente para o ambiente, a correta adesivagem de identificação e o uso apropriado dos sacos de lixo conforme o tipo de resíduo.

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Esse checklist permitirá ao Núcleo de Sustentabilidade identificar eventuais inconsistências no cumprimento da Instrução Normativa TJMT/PRES nº 08/2024, subsidiando ações de orientação, ajustes operacionais e a melhoria contínua da gestão de resíduos no Tribunal. As coordenadorias e os gabinetes dos(as) desembargadores(as) já foram formalmente comunicados sobre a realização desse trabalho.

Por fim, o TJMT lembra que cuidar do lixo que produzimos é um compromisso de todos nós. Com atitudes simples no dia a dia, como separar corretamente os resíduos e seguir as orientações, cada um contribui para um ambiente de trabalho mais limpo, consciente e sustentável, reduzindo impactos ambientais e ajudando a preservar os recursos naturais. Pequenas ações fazem grande diferença para o meio ambiente.

Autor: Vitória Maria Sena

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Mulheres da Cadeia Pública Feminina de Cáceres transformam vivências em versos

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Vista de cima, uma mulher de blusa rosa escreve em um caderno de capa vermelha. Na mesa de vidro, há folhas impressas e os livros “Aqui, escrever não é tarefa, é respiro, é desabafo que sangra em palavras.” Os versos são de uma mulher privada de liberdade na Cadeia Pública Feminina de Cáceres e foram apresentados nesta quarta-feira (3) durante a capacitação virtual Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena, promovida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT).

A professora Eliene Rocha Pereira apresentou as boas práticas do projeto “Remição pela Leitura: eu, leitora de mundo dentro dos muros”, desenvolvido junto com a professora Aline Aparecida Rocha. A iniciativa transforma os relatos de vida das detentas em poesia e, segundo Eliene, surpreendeu até as próprias participantes. “Esse trabalho mostrou que as meninas têm potencial para fazer as coisas. Quando eu mostrei o resultado para elas, foi uma satisfação muito grande ver que gostaram”, contou a professora durante a apresentação.

Inspiração e metodologia

O projeto nasceu inspirado na escritora Carolina Maria de Jesus, autora de Quarto de Despejo, que registrou em palavras a dureza de sua vida na favela. As detentas se identificaram com a trajetória da escritora a ponto de manifestarem interesse em ler o livro, desejo que ainda não foi possível atender.

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O trabalho seguiu cinco etapas: apresentação do projeto e diálogo sobre a importância da escrita; leitura e reflexão sobre as obras de Carolina Maria de Jesus; produção de relatos sobre experiências de vida dentro e fora da prisão; transformação dos relatos em poesias com o apoio de inteligência artificial; e socialização dos poemas em eventos e murais pedagógicos.

Eliene explicou que organizou e corrigiu os textos produzidos pelas participantes, preservando os pensamentos e a voz de cada uma. “Eu dei uma organizada no texto, porque elas erravam muitas palavras, mas os pensamentos e a história delas foram mantidos”, disse.

A voz que não se cala

Um dos poemas apresentados, de autora identificada como E. S. Freitas, retrata com força a convivência no sistema prisional, a desconfiança, a solidão, as hierarquias invisíveis e, ao mesmo tempo, a resistência e o aprendizado. Em seus versos, a autora escreve sobre conhecer sotaques e culturas de diferentes estados, sobre não abaixar a cabeça e não perder a humanidade: “Essa é minha voz ecoando entre muros que tentam calar, mas não consegue.”

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Para Eliene, o significado do projeto vai além da escrita. “Esse projeto quer mostrar que mesmo dentro dos muros da prisão existem histórias importantes que precisam ser contadas e ouvidas”, afirmou.

Sobre a capacitação

A capacitação Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena é uma realização conjunta do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF/TJMT), da Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos (Coeja/Seduc-MT) e do Núcleo de Educação no Sistema Penitenciário (NESP/Sejus-MT). A coordenação está a cargo do juiz auxiliar do GMF, Pierro de Faria Mendes.

O evento tem como objetivo capacitar professores, pedagogos e outros profissionais para a implementação de práticas de leitura no sistema prisional, em alinhamento com o Plano Nacional de Fomento à Leitura no Sistema Prisional e com a Resolução CNJ nº 391/2021.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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