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TJMT implanta Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica em Guiratinga

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Em mais um passo para transformar a rede de proteção às mulheres em uma política efetiva em todo o estado, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso implantou nesta quarta-feira (25) a Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica na comarca de Guiratinga, fortalecendo a atuação integrada entre Judiciário, Ministério Público, Defensoria e rede municipal para garantir atendimento mais humanizado, ágil e contínuo às mulheres em situação de violência.
O juiz da comarca, Aroldo José Zonta Burgarelli, destacou que a principal contribuição da iniciativa é o aprimoramento do atendimento às mulheres vítimas de violência doméstica. Segundo ele, a comarca registra alto índice desse tipo de ocorrência e ainda enfrenta fragilidades na estrutura de saúde e assistência social, especialmente nos municípios de Guiratinga e Tesouro. “A criação da Rede vai contribuir para a qualificação dos profissionais, sobretudo no atendimento psicológico e físico, além de permitir o acompanhamento pelo Judiciário, em conjunto com o Ministério Público e a Defensoria Pública, para o cumprimento de metas e a melhoria contínua do serviço prestado às vítimas”, afirmou.
Para a promotora de Justiça Grasielle Beatriz Galvão, a implantação da Rede representa um avanço essencial, porque a violência doméstica vai muito além da esfera criminal. ElaUma mulher de óculos, cabelos escuros e blusa lilás posa em frente ao banner do CEMULHER/TJMT. ressaltou que as agressões afetam profundamente a vida da mulher, dos filhos e de toda a família, gerando impactos emocionais, psicológicos e patrimoniais, além de grande demanda por atendimento na saúde e na assistência social. “É uma violência complexa e abrangente, que exige a atuação conjunta de todas as instituições”, pontuou.
Uma mulher de cabelos escuros e lisos, veste blazer preto sobre blusa verde-clara. Ao fundo, um banner vinho com o logotipo do CEMULHER/TJMT.A defensora pública Sandra Cristina Alves também enfatizou que a Rede traz uma nova forma de estruturar o atendimento às situações de violência contra a mulher no município. Segundo ela, além do acolhimento às vítimas e aos familiares, a atuação integrada permite desenvolver ações voltadas ao homem agressor, buscando promover mudanças na realidade local. “A criação de uma rotina de procedimentos entre os órgãos vai possibilitar um trabalho específico e mais eficiente no enfrentamento da violência”, destacou.
Já a procuradora da Mulher de Guiratinga, Rayane Pereira, lembrou que cerca de 80% dos casos de agressão noUma mulher de cabelos pretos longos, veste blazer bege sobre blusa preta. Ao fundo, banner vinho do CEMULHER/TJMT. município estão relacionados à violência doméstica e familiar. Para ela, a Rede representa um marco histórico, pois garante acompanhamento da vítima do início ao fim do processo, com a participação integrada de órgãos como o CRAS, Prefeitura, Judiciário, Legislativo e demais instituições. “Com essa união, vamos encorajar as vítimas a procurar ajuda e assegurar a proteção necessária”, afirmou.
Grupo de cerca de 40 pessoas posadas em salão com bandeiras e banner do CEMULHER ao fundo. Na tela, a frase No período da tarde, a equipe técnica do Cemulher realizou uma capacitação com os participantes da Rede, com foco na qualificação dos fluxos de atendimento, no acolhimento humanizado e no fortalecimento da atuação integrada entre os órgãos que compõem a Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica na comarca de Guiratinga.

Autor: Roberta Penha

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Desembargador recebe alunos de Cáceres e inspira futuros profissionais do Direito

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Um encontro marcado por identificação e incentivo à carreira jurídica. Assim foi a visita dos 47 acadêmicos de Direito da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), campus Cáceres, ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), nesta quarta-feira (29). O grupo foi recebido pelo desembargador Jones Gattass Dias, também natural de Cáceres, que compartilhou sua trajetória e experiências na magistratura.

“Somos conterrâneos. Sinto-me muito em casa e espero que vocês também sejam muito bem recebidos aqui”, afirmou o magistrado ao dar as boas-vindas. Durante a conversa no Espaço Memória, ele relembrou o início da sua formação e destacou os desafios da carreira. “Eu não sabia o que queria, mas sabia o que não queria. Fui eliminando as áreas até me identificar com o Direito”, contou. Ao final, deixou uma mensagem direta aos estudantes: “Não desistam dos seus sonhos. A magistratura precisa de bons nomes”.

Prática aproxima estudantes do Judiciário

A visita integrou o projeto Nosso Judiciário, que proporciona aos acadêmicos a oportunidade de acompanhar sessões de julgamento, conhecer a estrutura do Tribunal e dialogar com magistrados. Para o desembargador, esse contato direto com a prática é essencial na formação. “O julgamento, o voto do relator, o magistrado que acompanha ou diverge, isso é uma riqueza para quem está estudando. A pessoa sai daqui sabendo se vai gostar ou não de fazer isso”, destacou.

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Um dos responsáveis por trazer os alunos ao Tribunal, o professor e advogado Hamilton Lobo Mendes Filho ressaltou a importância da experiência. “Aqui, conseguimos dar esse choque de realidade. Como somos do interior, muitos alunos não conseguem visualizar essa estrutura. A visita amplia horizontes e mostra que este pode ser um caminho profissional possível”, afirmou. Ele também agradeceu a parceria com o Judiciário. “Assistir à dinâmica de um julgamento não é simples, nem acessível a todos. Essa parceria vai continuar, todo semestre estaremos aqui”.

Experiência reforça escolhas

Entre os acadêmicos, a vivência no TJMT foi apontada como decisiva para a construção da carreira. A estudante do 9º semestre Larissa Yung destacou o impacto do contato com a prática jurídica. “Durante o curso, ficamos muito na teoria. Aqui, conseguimos ver o Direito acontecendo de verdade. Estar no plenário foi uma experiência muito significativa e despertou ainda mais o meu interesse”, relatou.

O estudante Kauan Fares Garcia também avaliou a visita como fundamental. “Pudemos observar como funciona o Poder Judiciário e presenciar o que provavelmente será nossa vida futura. A sustentação oral dos advogados foi o que mais me chamou atenção”, disse. Para ele, a experiência ajudou a concretizar o interesse tanto pela advocacia, quanto pela carreira pública.

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O projeto Nosso Judiciário segue aberto a instituições de ensino interessadas em conhecer o funcionamento do Tribunal. Durante as visitas, os participantes também recebem o Glossário Jurídico, produzido pelo TJMT, como forma de apoio ao aprendizado.

Para agendar uma visita ao Palácio da Justiça de Mato Grosso ou a instituições de ensino, basta telefonar para (65) 3617-3032/3516.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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