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TJMT marca presença no Conbrascom; campanha da Comunicação Interna é finalista de Prêmio Nacional

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) está presente no XIX Congresso Brasileiro dos Assessores de Comunicação do Sistema de Justiça (Conbrascom) com uma delegação formada por representantes da Coordenadoria de Comunicação do Poder Judiciário de Mato Grosso, que atuam diretamente junto à Presidência, Corregedoria-Geral da Justiça e da Escola Superior da Magistratura (Esmagis). O evento, realizado de 6 a 8 de agosto, em São Luís (MA), é o maior encontro nacional voltado à comunicação no Sistema de Justiça e reúne profissionais de todos Estados brasileiros e do Distrito Federal, criando um espaço único para troca de experiências, capacitação e fortalecimento das práticas de comunicação pública.

Com o tema “Do viral ao vital: o poder da comunicação na construção da Justiça”, o Conbrascom 2025 promove uma programação diversificada, que conecta tendências, inovações e debates fundamentais para aproximar a Justiça do cidadão. Logo no primeiro dia, antes da abertura oficial, os participantes tiveram acesso a oficinas práticas que mergulharam em áreas estratégicas como:

– Captação, gravação e edição de conteúdo no celular, com técnicas para aproveitar recursos simples e produzir materiais de qualidade;

– Acessibilidade e anticapacitismo na comunicação, abordando inclusão e linguagem acessível para públicos diversos;

– Inteligência artificial aplicada à comunicação, explorando oportunidades, desafios e impactos da tecnologia no dia a dia das assessorias;

– Estratégias para alcançar resultados nas redes sociais sem impulsionamento, ensinando formas criativas e eficazes de engajar o público.

A palestra magna da filósofa e escritora Djamila Ribeiro marcou a abertura oficial, trazendo reflexões sobre equidade racial e de gênero e a importância de uma linguagem humanizada no ambiente institucional. Ela destacou que comunicar “com as pessoas e não apenas para elas” é um gesto de inclusão e aproximação, capaz de despertar engajamento e promover transformações sociais.

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Nos dias seguintes, o congresso apresentou palestras e painéis com nomes reconhecidos nacionalmente, como Dani Arrais, que falou sobre a produção de conteúdo com intencionalidade; Thalita de Jesus, que abordou a liderança humanizada; Murilo Leal, que tratou de narrativas autênticas e storytelling; e André Tamura, que discutiu a criação de laboratórios de inovação no Sistema de Justiça. Também mereceram destaque as apresentações do diretor de Comunicação Digital da Prefeitura de Salvador, PV Bispo, sobre estratégias digitais de alto engajamento; e da Gerente de Governos e Políticos da América Latina da Meta, Lilian Estevanato, sobre boas práticas e segurança nas redes, incluindo o uso estratégico do WhatsApp.

O Conbrascom é também o palco do Prêmio Nacional de Comunicação e Justiça, a mais importante premiação do setor, que valoriza e reconhece iniciativas inovadoras e de impacto social desenvolvidas por órgãos do Sistema de Justiça. Em 2025, mais de 420 projetos foram inscritos, e apenas cinco de cada categoria chegaram à final. O TJMT está entre eles, como finalista na categoria “Comunicação Interna” com o projeto “Eu Digo Basta! Poder Judiciário Contra a Violência Doméstica e Familiar”, uma iniciativa que fortalece o enfrentamento à violência doméstica e incentiva a mobilização interna contra esse tipo de crime.

Segundo o coordenador de Comunicação do TJMT, Ranniery Queiroz, além da oportunidade de competir por um prêmio nacional, o Conbrascom torna-se um momento estratégico para absorver conhecimento, fortalecer redes de colaboração e trazer ideias inovadoras que possam ser aplicadas na comunicação do Judiciário mato-grossense. A participação em um evento com mais de 300 inscritos, representando cerca de 140 órgãos e instituições, reforça o compromisso do TJMT em manter suas ações alinhadas às melhores práticas nacionais, sempre com foco na transparência, na inclusão e na aproximação com a sociedade.

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“Participar do Conbrascom 2025 é uma oportunidade ímpar para o Tribunal de Justiça de Mato Grosso, porque nos conecta com o que há de mais atual na comunicação pública do Sistema de Justiça. Estar aqui, trocando experiências com profissionais de todo país, amplia nossa visão e nos inspira a inovar ainda mais. O fato de o TJMT ser finalista do Prêmio Nacional de Comunicação e Justiça é motivo de orgulho para toda a nossa equipe, pois reconhece o trabalho diário de levar informação com clareza, responsabilidade e compromisso social. Viemos para aprender, compartilhar e fortalecer nossa missão de aproximar a Justiça do cidadão, mostrando que a comunicação é um instrumento que promove inclusão, cidadania e transformação social”, afirmou.

O encerramento do congresso, nesta sexta-feira (8 de agosto), contará com a palestra do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, sobre os desafios da comunicação pública em tempos de crise democrática e transformação digital, finalizando a programação com a cerimônia de premiação.

Autor: Talita Ormond

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude

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Foto horizontal dos anos 1990 que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete abraçado com a filha Érica, que tinha cerca de 10 anos na foto. Ela era uma menina de pele clara com longos cabelos loiros e cacheados.

Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.

Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.

Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.

Já estava escrito

“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.

Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.

“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.

A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.

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Foto vertical antiga que mostra o agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete, com a ex-mulher, duas filhas e o filho ainda crianças, em uma festa. Eles posam sorrindo para a foto.Legado construído com exemplo

Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.

Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.

Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.

Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.

Apoio incondicional

Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.

Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

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Imagem quadrada gerada com auxílio de inteligência artificial que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete e sua filha Érica abraçados, com um fundo verde de um parque. Ele é um homem pardo de cabelo grisalho e ela uma jovem branca e loira.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.

Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.

Adoção

Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.

Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.

Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.

Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.

Celly Silva

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

[email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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