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TJMT publica primeiro Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) concluiu e publicou, em julho de 2025, seu primeiro Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), com ano-base 2024, marcando um passo importante rumo à neutralidade de carbono até 2030, conforme estabelece a Resolução CNJ nº 594/2024, que instituiu o Programa Justiça Carbono Zero.

O levantamento, realizado pela consultoria especializada Sustentar Ambiental, seguiu os parâmetros do Programa Brasileiro GHG Protocol e compreendeu os escopos 1 (emissões diretas), 2 (emissões indiretas por consumo de eletricidade) e parte do escopo 3 (viagens a negócios). Ao todo, foram inventariadas 1672,63 toneladas de CO₂ equivalente (tCO₂e), das quais 63,95% estão associadas ao consumo de energia elétrica (escopo 2), 25,18% à frota própria e outros combustíveis (escopo 1), e 10,09% às viagens a serviço (escopo 3).

Compromisso com a sustentabilidade

O inventário atende a um dos pilares do Programa Justiça Carbono Zero do Conselho Nacional de Justiça, que prevê a mensuração, redução e compensação das emissões de GEE por todos os órgãos do Judiciário brasileiro. A norma determina ainda que os inventários sejam anuais, abranjam progressivamente todos os escopos e subsidiem os Planos de Descarbonização de cada órgão.

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A publicação do relatório pelo TJMT reforça o compromisso institucional com a agenda climática e com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente o ODS 13, Ação contra a mudança global do clima.

A construção e aprovação do relatório contaram com o acompanhamento técnico e institucional do Grupo de Trabalho de Descarbonização (GTD), instituído pela Portaria TJMT/PRES nº 184/2025, responsável por coordenar, planejar e monitorar as ações previstas no Plano de Descarbonização do Poder Judiciário estadual. O GTD tem como uma de suas atribuições a elaboração e atualização dos inventários de GEE, em conformidade com as diretrizes do CNJ e da Agenda 2030 da ONU.

De acordo com o desembargador Rodrigo Roberto Curvo, coordenador do Núcleo de Sustentabilidade do TJMT, a publicação do Inventário de Emissões de GEE reforça o compromisso do Tribunal mato-grossense com a agenda climática e com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, especialmente o ODS 13.

“Esse resultado é fruto do trabalho técnico e dedicado do Grupo de Trabalho de Descarbonização, em conformidade com as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça e da Agenda 2030 da ONU, e permite ao TJMT planejar ações concretas para reduzir e compensar seus impactos ambientais, promovendo uma atuação cada vez mais transparente, responsável e alinhada ao futuro sustentável que almejamos”, afirmou o magistrado.

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Diagnóstico e próximos passos

O relatório identificou que as maiores fontes de emissão do TJMT são o consumo de energia elétrica (escopo 2): 1.069,85 tCO₂e (63,95%) e combustão de combustíveis em veículos (escopo 1): 390,76 tCO₂e (23,36%).

Com base nesses dados, o Tribunal poderá planejar ações específicas para reduzir suas emissões, como a ampliação do uso de energia solar; melhor aproveitamento do uso da frota de veículos com biocombustíveis; adoção de práticas de eficiência energética e contratações sustentáveis; campanhas educativas internas voltadas à cultura de baixo carbono.

A importância ambiental do inventário

A realização de inventários de GEE vai além do cumprimento normativo. Ela é essencial para que instituições públicas entendam seu impacto climático, identifiquem oportunidades de redução e contribuam efetivamente para a mitigação das mudanças do clima. Além disso, torna-se ferramenta-chave de gestão ambiental e de transparência com a sociedade.

Leia a íntegra do Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE)

Autor: Assessoria

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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42º Gemam reforça atualização da magistratura diante de desafios sociais complexos

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Homem com cabelos grisalhos e barba, fala direcionando o olhar para baixo e para a esquerda. Ele usa paletó azul e camisa social cinza. Um microfone da A evolução constante da sociedade e o surgimento de novos desafios exigem do Poder Judiciário uma resposta igualmente dinâmica e qualificada. Com esse enfoque, o desembargador Márcio Vidal, diretor da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), abriu o 42º Encontro do Grupo de Estudos da Magistratura de Mato Grosso (Gemam) ao destacar que a busca por conhecimento é contínua e essencial para enfrentar problemas sociais que acompanham o avanço do tempo.

A afirmação de Vidal sintetiza o espírito do encontro realizado na última sexta-feira (19 de junho), no Tribunal do Júri de Rondonópolis, que reuniu magistrados(as) em uma programação técnica voltada à discussão de temas atuais e sensíveis à prestação jurisdicional.

Na abertura do encontro, o desembargador ressaltou que o Judiciário precisa acompanhar as transformações sociais, que evoluem junto com o avanço tecnológico, mas também trazem novos problemas.

Ao comentar a temática da palestra inicial, intitulada “Juventude em risco: O desafio das drogas no portão da escola e a proteção da vida por meio da internação compulsória para todos”, Vidal chamou atenção para a complexidade da questão das drogas entre jovens, classificando-a como um tema bastante sensível para toda a sociedade. Segundo o desembargador, o papel do Judiciário é justamente se manter atento e buscar constantemente novos modelos de atuação.

Homem de cabelos escuros e curtos, vestindo paletó azul e camisa branca, concede entrevista olhando para o lado esquerdo. Um microfone preto aparece em primeiro plano e o fundo está desfocado.Representando a Corregedoria-Geral da Justiça, o juiz auxiliar Jorge Alexandre Martins Ferreira reforçou o apoio institucional ao evento e destacou o impacto da atualização contínua na qualidade das decisões. “É muito importante que o juiz se qualifique vendo coisas novas”, afirmou, ao comentar a relevância da palestra com o psiquiatra convidado, Diego de Souza Vacari.

Ferreira acrescentou que o contato com dados atuais permite compreender melhor a realidade social, citando como exemplo a evolução do potencial das drogas ao longo das décadas. “São fatos que a gente vê no dia a dia e que mostram que precisamos estar sempre reaprendendo”, completou.

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Construção coletiva fortalece a magistratura

Mulher de cabelos longos e escuros fala ao microfone. Ela veste blazer off-white e brincos de argola. Ao fundo, um painel verde exibe a imagem da estátua da Justiça com a balança.A proposta do Gemam como espaço de construção coletiva foi enfatizada pela coordenadora do grupo, juíza Alethea Assunção Santos. Segundo ela, o diferencial está na produção acadêmica conduzida pelos próprios magistrados(as). “A construção é feita pelos próprios juízes e, a partir das discussões, são elaborados enunciados orientativos para a prestação jurisdicional. Isso é muito importante porque enriquece o nosso trabalho, enriquece a prestação jurisdicional e serve como capacitação profissional e também pessoal para os magistrados de Mato Grosso”, explicou.

Ela destacou ainda que os temas debatidos refletem diretamente os desafios enfrentados nas unidades judiciais. “São dificuldades que encontramos no dia a dia da prestação jurisdicional e, a partir desses debates, conseguimos levar mais segurança para as decisões”, pontuou, ressaltando que o resultado é um serviço mais qualificado à população.

Mulher de cabelos escuros e batom vermelho sorri ao conceder entrevista. Ela veste blusa verde-escura sem mangas. Um microfone da A realização do encontro em Rondonópolis foi celebrada pela juíza diretora do Foro, Aline Bissoni, que destacou a importância institucional do evento. “É uma honra receber o Gemam, um grupo que realmente traz temas muito relevantes para o nosso desenvolvimento”, afirmou. Para ela, a abordagem interdisciplinar amplia a visão dos magistrados sobre questões complexas.

Atuando na área criminal, a magistrada destacou o impacto prático do conteúdo apresentado. “Ouvir o psiquiatra falar de forma técnica sobre os malefícios das drogas e como elas se tornaram mais nocivas faz toda a diferença para que possamos julgar melhor”, disse.

Homem de óculos fala ao microfone, gesticulando com a mão esquerda. Ele veste terno escuro, camisa clara e gravata amarela listrada. Ao fundo, uma parede verde e um banner com a deusa da justiça.No campo interdisciplinar, o psiquiatra Diego Vacari, responsável pela palestra de abertura, enfatizou a importância do diálogo entre diferentes áreas. Ele destacou como positiva a aproximação da magistratura com o tema. “A magistratura está cada vez mais interessada nessa situação, e isso é fundamental para desmitificar e aproximar saúde mental e justiça”, afirmou.

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Vacari alertou ainda para o aumento do consumo de drogas entre crianças e adolescentes, fenômeno que, segundo ele, ocorre em escala global. “Os jovens estão usando drogas cada vez mais cedo, muitas vezes dentro da escola ou nas proximidades”, disse. Para o especialista, o enfrentamento do problema depende de atuação conjunta. “Se não houver união entre saúde, justiça, segurança pública e educação, não vamos conseguir diminuir esses índices”.

Mulher de cabelos longos e ondulados fala ao microfone, com a mão direita fechada. Veste camisa estampada verde e branca e saia escura. Ao fundo, parede verde e pontas de mastros de bandeiras.Outro destaque foi o painel sobre litigância abusiva, no qual a juíza Cristiane Padim da Silva apresentou proposta para aprimorar o monitoramento de demandas predatórias. “A ideia é registrar a Recomendação 159 do CNJ nas decisões em que houver abuso do direito de ação, para que possamos traçar estratégias mais eficientes”, explicou. Segundo ela, a medida busca garantir que o sistema de justiça seja mais acessível a quem realmente precisa. A magistrada também ressaltou a importância do encontro como espaço de troca. “A gente sai daqui cheio de ideias, de motivação, com mais preparo para a atuação diária”, afirmou.

Além das discussões sobre saúde mental, drogas e litigância abusiva, o 42º Gemam contou ainda com painéis voltados a outros temas relevantes para a atuação jurisdicional. Foram abordados o controle judicial do orçamento público e a aplicação de emendas parlamentares frente à discricionariedade e abuso de poder, o tratamento ambulatorial e as medidas de segurança aplicáveis a réus com doença mental, bem como o conceito e as implicações da chamada “purga da mancha probatória”.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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