Tribunal de Justiça de MT

Tribunal de Justiça e OAB-MT se unem para divulgar cartilha virtual contra fraude bancária

Publicado em

A presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargadora Clarice Claudino da Silva, recebeu na tarde desta terça-feira (5 de março) o secretário-geral da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Mato Grosso (OAB-MT), Fernando Figueiredo, e membros da Comissão Estadual de Direito Bancário da Ordem, para tratar de parceria para a divulgação da Cartilha Virtual “Fraudes Bancárias” que objetiva instruir, prevenir e proteger os consumidores mato-grossenses.
 
A desembargadora afirmou que o Poder Judiciário vai colaborar ativamente com a divulgação e sugeriu que a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis) se junte à campanha para promover discussões sobre o assunto. “Quanto mais informação as pessoas tiverem, melhor protegidas estarão. É um fato, que a predominância no volume de recursos que aportou nos últimos quatro anos na Câmara de Direito Privado, é de fraudes. A cartilha deve ser compartilhada para que o maior número de pessoas possa ter as informações e se prevenir quanto aos golpes financeiros”, disse a magistrada.
 
O presidente da Comissão de Direito Bancário, André Luiz Ribeiro, explicou que a colaboração do Poder Judiciário é de grande importância para fomentar a discussão da matéria de forma mais técnica e profissional. “Queremos fomentar a parceria para que os advogados (as) e demais pessoas envolvidas com o Judiciário possam discutir esses pontos dentro das decisões judiciais. Como as tecnologias têm sido utilizadas pelas instituições bancárias para evitar as fraudes; quais as teses e discussões jurídicas. São questões que gostaríamos de trazer como um evento de debate para dentro da sociedade mato-grossense.”
 
O secretário-geral da OAB disse que a cartilha, produzida pela Comissão de Direito Bancário Estadual, selecionou as 12 principais fraudes bancárias que ocorrem atualmente, suas características e os meios para evitá-las. “A cartilha virtual traz uma linguagem simples e descomplicada para informar aos cidadãos e cidadãs sobre quais os golpes mais praticados, como se prevenir e se cair, o que fazer depois.”
 
O vice-presidente da Comissão Estadual de Direito Bancário, Bruno Felipe Monteiro Coelho, também participou da reunião.
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição: a imagem horizontal mostra os membros da OAB-MT e a presidente do TJMT em pé, perfilados, olhando para a câmera. A presidente está segurando um quadro com a imagem da capa da cartilha. Os homens estão também segurando a moldura. Todos vestem terno e gravata. A presidente veste um vestido azul claro e blazer branco.
 
Marcia Marafon/ Foto: Ednilson Aguiar
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Leia Também:  Tribunal de Justiça inicia inventário florestal de área do fórum de Várzea Grande

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Tribunal de Justiça de MT

Pai Presente: privados de liberdade reconhecem paternidade durante audiência online em Cáceres

Published

on

Dois pais privados de liberdade deram um passo decisivo, nesta terça-feira (4), para fazer parte da vida de suas filhas. Durante audiências de reconhecimento espontâneo de paternidade realizadas pelo Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) da Comarca de Cáceres (218km de Cuiabá), ambos garantiram às crianças o direito de terem o nome do pai e dos avós paternos na certidão de nascimento.
As audiências integram a programação do Mutirão Pai Presente, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em parceria com os tribunais de Justiça de todo o país, entre os dias 3 e 7 de julho. As audiências foram realizadas por videoconferência com os pais, que estão custodiados na Cadeia Pública de Cáceres. A sessão foi conduzida pela mediadora Débora Ferreira da Silva Lizieri, com a participação do defensor público Antônio Góes de Araújo.
Embora compartilhem a mesma condição de privação de liberdade e de terem conhecido as filhas por meio de uma tela de computador, suas histórias têm caminhos diferentes.
Na primeira audiência, um pai já maduro, que vive em união estável com a mãe da criança desde junho de 2025, mas foi preso cerca de dois meses antes do nascimento da menina, ocorrido em 10 de julho deste ano. Não acompanhou a reta final da gestação, o parto e nem pôde segurá-la nos braços.
Logo após a assinatura do termo de reconhecimento, fez uma pergunta emocionada: “Posso ver minha filha?” Sua mulher então mostrou a bebê para ele, que chorou e fez uma oração, pedindo a Deus que cuidasse da menina e que ela nunca se esquecesse dele.
Além do reconhecimento da paternidade, o casal solicitou a formalização da união estável, existente desde junho de 2025. A medida permitirá que a mãe seja orientada pela Defensoria Pública para requerer autorização judicial para visitar o pai na unidade prisional com a criança, possibilitando o primeiro encontro presencial entre os dois.
Na segunda audiência, um jovem pai também viu pela primeira vez a filha, nascida em 10 de junho de 2026. Diferentemente do primeiro caso, os jovens pais não mantêm um relacionamento. Após o reconhecimento voluntário, a mãe foi orientada a procurar a Defensoria Pública para receber assistência jurídica quanto ao pedido de pensão alimentícia, garantindo à criança todos os direitos decorrentes da filiação.
Em ambos os casos, o reconhecimento foi consensual, dispensando a necessidade de uma ação judicial.
Com a homologação dos acordos, o Poder Judiciário de Mato Grosso encaminhará os termos aos cartórios para inclusão do nome dos pais e dos avós paternos nos registros civis das crianças.
Como os casos chegaram ao Cejusc
As duas situações tiveram origem nos próprios cartórios de registro civil. Durante o atendimento, as mães informaram o nome completo e o endereço dos supostos pais. O cartório enviou os dados para o Poder Judiciário, que viabilizou o reconhecimento da paternidade por meio do Mutirão Pai Presente.
A conciliadora Débora Ferreira da Silva Lizieri explica que esse procedimento é comum. “De 100% dos casos de investigação de paternidade, cerca de 30% terminam em reconhecimento espontâneo. Esses dois exemplos ocorreram porque os pais estavam privados de liberdade e não puderam estar presentes no momento do registro da criança no cartório.”
Tecnologia que garante direitos
O defensor público Antônio Góes de Araújo destacou que a realização das audiências por videoconferência permitiu assegurar um direito fundamental às crianças. “Graças à tecnologia conseguimos realizar as audiências de forma remota. O nome do pai no registro de nascimento é importante para as crianças, para o reconhecimento da sua origem e, em última análise, é uma situação que promove unidade familiar.”
Direito à identidade
O Mutirão Pai Presente busca ampliar o acesso ao reconhecimento voluntário de paternidade em todo o Brasil, garantindo às crianças e aos adolescentes o direito à identidade, à convivência familiar e aos direitos decorrentes da filiação, como alimentos, herança e benefícios previdenciários.
Em Mato Grosso, todas as comarcas participam da mobilização ao longo desta semana, oferecendo atendimento para reconhecimento espontâneo de paternidade, mediação e orientação às famílias.

Autor: Marcia Marafon

Leia Também:  Tribunal de Justiça inicia inventário florestal de área do fórum de Várzea Grande

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA