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Verde Novo proporciona plantio de 500 mudas de árvores em pontos estratégicos de Nova Brasilândia

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No parque ecológico de Nova Brasilândia, diversas crianças plantam mudas de árvores no gramado, sob um sol forte.O Programa Verde Novo, em uma parceria com a Comarca de Chapada dos Guimarães e a Prefeitura de Nova Brasilândia (201 Km a nordeste de Cuiabá), proporcionou o plantio de 500 mudas de árvores frutíferas e nativas do cerrado em dois pontos estratégicos daquela cidade: o Parque Ecológico Municipal e o antigo lixão a céu aberto, que está em fase de recuperação. A ação ocorreu na última sexta-feira (15), complementando as atividades da audiência pública que tratou sobre o tema Sustentabilidade e Resíduos Sólidos.

A doação de mudas do Poder Judiciário foi intermediada pelo juiz diretor do foro, Leonísio Abreu Salles Júnior, que também contribuiu com a audiência pública possibilitando a presença da carreta oftalmológica da Justiça Comunitária e com a palestra proferida pela equipe do Núcleo de Sustentabilidade do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

Juiz Leonísio Salles concede entrevista no parque ecológico de Nova Brasilândia. Ele é um homem branco, usando camiseta preta com a logo da Justiça Comunitária, óculos de sol e chapéu de palha.“Fechamos com chave de ouro a audiência pública com o plantio de cerca de 500 mudas doadas pelo Programa Verde Novo. Plantamos a semente de conscientização ambiental, a preocupação com o lixo. E essas pessoas que estiveram conosco, os parceiros, como os alunos que vieram em um ônibus lotado, vão ficar com esse marco. Estamos em um local lindíssimo da cidade, mas onde faltam árvores, falta sombra. Então estamos plantando essa semente para que as futuras gerações possam colher um ambiente equilibrado e mais saudável. O Poder Judiciário tem esse compromisso de estar junto com a população para que a gente possa sair do gabinete e plantar essa semente de preservação”, avalia o magistrado.

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O prefeito de Nova Brasilândia, José Antônio Domingos Cardoso, destacou que o município está comprometido com a sustentabilidade, desativando o antigo lixão a céu aberto, passando a destinar os resíduos sólidos para aterro sanitário e buscando eliminar o uso de sacolas plásticas, por exemplo. Ele enalteceu a parceria com o Poder Judiciário nesse processo junto à sociedade.

Prefeito de Nova Brasilândia, José Antônio Cardoso, concede entrevista à TV Justiça. Ele é um homem jovem, branco, de olhos, cabelos e barba castanho escuro, usando camisa social azul clara.“Esses plantios são de grande importância porque plantar uma árvore é plantar uma vida futura. Quero agradecer ao doutor Leonísio e a toda equipe que está aqui nos ajudando, garantindo que, no futuro, teremos aqui árvores para poder garantir a qualidade de vida. É uma ação muito importante garantir o direito do meio ambiente, diminuindo a poluição”, afirmou.

Os plantios contaram com a participação massiva das autoridades e população que, ao longo de todo o dia, estiveram na audiência pública e, ao fim das atividades, marcaram o dia plantando mudas. Estudantes da Escola Municipal de Ensino Básico Presidente Tancredo Neves, compareceram em peso.

O menino Ruan Carlos, 11 anos, concede entrevista. no ambiente do plantio de mudas. Ele é negro, de olhos escuros, usando camiseta vermelha estampada e boné.Ruan Carlos Pereira da Silva, 11 anos, plantou e regou diversas mudas no antigo lixão a céu aberto da cidade. “Achei legal! É bom que vai desenvolvendo as plantas. A gente precisa preservar a natureza para que vários animais vivam e o lixo não vá para o rio”, disse, destacando que bem próximo ao antigo lixão, existe um córrego. Já o aluno Jordan Gabriel da Silva Costa, 12, destacou o plantio no parque ecológico. “Foi muito legal! Vai dar muito mais energia para essa linda vista e lindo parque”.

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Programa Verde Novo – Idealizado pelo desembargador Rodrigo Roberto Curvo em 2017, o Programa Verde Novo é uma iniciativa do Poder Judiciário de Mato Grosso voltada à recuperação das florestas urbanas. Desde sua criação, o programa já distribuiu e plantou mais de 219 mil mudas e realizou mais de 781 ações de educação ambiental e reflorestamento.

O objetivo é conscientizar a população e contribuir para a melhoria da qualidade de vida nas cidades, promovendo a redução da sensação térmica e o aumento da umidade do ar.

Zapmudas – Qualquer cidadão pode solicitar mudas gratuitamente pelo ZapMudas, disponível no número (65) 3648-6879. Nesse canal, é possível solicitar gratuitamente mudas para o plantio em quintais, calçadas, jardins, praças, bairros e áreas públicas de Cuiabá, Várzea Grande e Barra do Garças. As demais 76 comarcas do estado também podem aderir ao programa.

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Autor: Celly Silva

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Dislexia e TDAH: leitura pode se tornar um desafio e exige olhar inclusivo do poder público

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A dificuldade para ler e compreender textos, que para muitos passa despercebida, pode ser um obstáculo significativo para pessoas com dislexia e TDAH. O tema foi abordado no podcast Prosa Legal, da Rádio do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), em entrevista com a psicóloga do Departamento de Saúde, Gisele Ramos de Castilho Teixeira. Durante a conversa, ela destacou os desafios enfrentados por esse público e reforçou o papel do setor público na construção de uma comunicação mais inclusiva.

Logo no início da entrevista, a psicóloga explicou que a leitura pode gerar cansaço e dificultar a compreensão. “A principal dificuldade é a fadiga e a impulsividade. Quando a pessoa com dislexia lê, muitas vezes ela tenta adivinhar o que está lendo. Ela tem dificuldade de decodificar a letra, troca ‘p’ por ‘b’, por exemplo. Isso traz muitas consequências cognitivas, tanto para a criança quanto para o adulto”, afirmou.

Papel do setor público

Ao falar sobre inclusão, Gisele Teixeira foi direta em destacar a responsabilidade das instituições públicas. Para ela, é o setor público quem deve criar políticas que garantam o acesso e o pertencimento dessas pessoas na sociedade.

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“Quem faz as políticas é o setor público. Então, é preciso ter esse olhar afetivo, esse olhar diferenciado. É isso que vai fazer com que a pessoa com alguma deficiência consiga se incluir, consiga, por exemplo, pesquisar um processo no site do Tribunal de Justiça”, disse.

A psicóloga ressaltou que essas ações são fundamentais para que essas pessoas se sintam parte da sociedade e tenham seus direitos garantidos, especialmente no acesso à informação.

Acesso e ferramentas

Durante a entrevista na Rádio TJMT, também foi destacada a importância de pensar em formas de facilitar o acesso à leitura e à informação. Segundo ela, pessoas com dislexia e TDAH podem perder o foco com textos longos e ter dificuldade de manter a atenção.

“O TDAH é a questão da atenção. Muitas vezes, a pessoa começa a ler um texto grande e perde o foco. Já na dislexia, ela não consegue ver a palavra como quem não tem essa dificuldade vê. Ela começa a trocar letras, a adivinhar”, explicou.

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Orientação e busca por ajuda

Ao final da conversa, Gisele orientou que o primeiro passo é se conhecer e buscar ajuda especializada. Ela destacou a importância de dividir a leitura em partes menores e respeitar os próprios limites.

“Se a pessoa pega um texto muito grande, muitas vezes ela não tem foco. Então, é importante trabalhar por partes e se conhecer no dia a dia. E, principalmente, aceitar essa condição para buscar ajuda”, orientou.

A psicóloga também lembrou que esse apoio pode envolver diferentes profissionais. “É uma busca com fonoaudiólogo, com psicopedagogo, com terapia. Muitas vezes até com medicamentos. Essa rede de apoio é importante para cada um desses casos”, concluiu.

Autor: Roberta Penha

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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