Ministério Público MT

“O MP está plantando a semente da igualdade”, diz quilombola em evento

Publicado em

Integrante da Comunidade Quilombola do Araguaia, Lenimar Paiva de Amorim participou do “Diálogos Sobre a Fome em Mato Grosso”, evento promovido pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso, e fez questão de expressar a sua satisfação. “O que mais me emociona é ver o Ministério Público do meu estado plantando a semente da igualdade, dando para nós o direito de regar a nossa esperança, os nossos sonhos de morar em uma sociedade fraterna”, revelou.

A postura adotada pela instituição de trazer para “dentro de casa” indígenas, negros, pessoas em situação de rua, com intuito de ouvi-los, foi enaltecida por Lenimar Paiva. “A atitude do Ministério Público de nos trazer aqui é extremamente importante. Quando é que nós fomos ouvidos, quando o MP ouviu preto, índio? Hoje está sendo plantada a semente do nosso sonho, a semente de um Brasil que sonhamos. Por muitos anos, a nossa história foi retaliada e excluída”, disse.

Ela enfatizou a importância dos integrantes da instituição saírem de seus gabinetes para ouvir a sociedade. “Para ouvir o grito daqueles que há anos vivem gritando e fazendo a sua história, compondo o Brasil, buscando uma pátria amada gentil”, acrescentou.

Leia Também:  EVENTO TRANSFERIDO - Sugestão de Pauta: Prefeito entrega mais de 300 títulos no Altos da Serra 2

E concluiu afirmando o seu compromisso, como professora, de levar às escolas as ações do Projeto Cibus – Você tem fome de quê? “Percebo que o Ministério Público quer construir uma história melhor, quer corrigir erros e injustiças cometidas com o nosso povo”.

Fonte: MP MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Ministério Público MT

Júri condena réu a 48 anos por feminicídio e homicídio qualificado

Published

on

O Tribunal do Júri da Comarca de São José dos Quatro Marcos (315 km de Cuiabá) condenou, nesta quarta-feira (22), Millykovik de Almeida Pereira a 48 anos, 7 meses e 10 dias de reclusão, em regime fechado. O réu foi responsabilizado por duplo homicídio qualificado, sendo um deles reconhecido como feminicídio, cometido no contexto de violência doméstica e familiar, com emprego de recurso que dificultou a defesa das vítimas.O julgamento contou com a atuação do promotor de Justiça Jacques de Barros Lopes, que representou o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) durante a sessão plenária e sustentou a tese acusatória, defendendo o reconhecimento das qualificadoras descritas na denúncia.De acordo com a acusação, o crime ocorreu na madrugada do dia 26 de junho de 2025, por volta das 3h40, em uma residência localizada na Rua Fortaleza, nas imediações do Mini Estádio Municipal de São José dos Quatro Marcos. As vítimas foram Marielly Ferreira Campos, de 16 anos, companheira do réu, e Wallisson Rodrigo Scapin Gasques, de 25 anos.Conforme apurado nas investigações, o réu mantinha um relacionamento amoroso com a adolescente, mas tinha conhecimento de que ela também se envolvia afetivamente com a outra vítima, situação que já havia motivado desentendimentos anteriores. Na madrugada dos fatos, ao se dirigir até a residência onde Marielly se encontrava, Millykovik de Almeida Pereira flagrou a jovem e Wallisson juntos em um dos cômodos da casa.Dominado por intenso sentimento de raiva, ciúmes e inconformismo, o acusado empunhou uma faca e desferiu diversos golpes contra as duas vítimas. O Ministério Público sustentou que o ataque ocorreu de forma repentina, durante a madrugada, em ambiente fechado, impedindo qualquer possibilidade de defesa ou reação das vítimas.Durante o julgamento, os jurados acolheram integralmente a tese apresentada pelo Ministério Público, reconhecendo o feminicídio em razão da condição do sexo feminino da vítima Marielly, no contexto da violência doméstica e familiar, além do motivo torpe e do recurso que dificultou a defesa das vítimas.Diante da gravidade dos fatos, o Juiz Presidente fixou a pena em patamar elevado, determinando o cumprimento em regime fechado e a manutenção da prisão do réu.“Trata-se de uma condenação que reafirma o compromisso do sistema de Justiça com a proteção da vida das mulheres e com o enfrentamento à violência doméstica e familiar. Além disso, a pena aplicada reflete a gravidade dos fatos e a forma covarde como o crime foi cometido”, destacou o promotor de Justiça.

Leia Também:  Educação e conscientização são caminhos para o enfrentamento

Fonte: Ministério Público MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA