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Proteção aos defensores dos Direitos Humanos será debatida em audiência

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso, por meio do Centro de Apoio Operacional de Defesa dos Direitos Humanos, Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania e o Centro de Direitos Humanos Dom Máximo Biennes promovem na próxima segunda-feira (12) audiência pública com o tema “A Violência no Campo na Luta por Terra e Territórios e os Desafios da Proteção aos Defensores e Defensoras de Direitos Humanos em Mato Grosso”. O evento ocorrerá no auditório das Promotorias de Justiça de Cuiabá, das 8h às 17h, com transmissão ao vivo pelo canal do MPMT no Youtube.

De acordo com a programação, a audiência contemplará seis painéis. O primeiro, às 9h, apresentará o Programa de Proteção aos Defensores e Defensoras dos Direitos Humanos (PPDDH). Na sequência, haverá o segundo painel sobre “Redes de Proteção: características, conceitos e práticas”.

Ainda no período da manhã serão apresentados painéis com dados e características dos casos atendidos pelo Programa de Proteção em Mato Grosso, histórico dos conflitos e da luta pela terra no estado, diálogos e interações institucionais sobre desafios e limites na proteção de defensores e defensoras ameaçados.

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 No período da tarde, os trabalhos terão início às 13h35. Organizadores e participantes vão discutir as proposições e encaminhamentos das demandas. São parceiros da iniciativa o Fórum de Direitos Humanos e da Terra, o Programa Estadual de Proteção a Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas de Mato Grosso, Comissão Pastoral da Terra, Coordenação-Geral de Proteção à Testemunha e aos Defensores de Direitos Humanos, Conselho Indigenista Missionário e o Vida e Juventude.

Fonte: MP MT

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Estado é condenado a reformar Cadeia Pública feminina de Cáceres

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A pedido da 1ª Promotoria de Justiça Cível de Cáceres (a 225 km de Cuiabá), a Justiça determinou que o Estado de Mato Grosso apresente, no prazo de até 90 dias, um plano completo para sanar irregularidades estruturais, sanitárias e de segurança na Cadeia Pública Feminina de Cáceres, sob pena de multa diária em caso de descumprimento. A 4ª Vara Cível da comarca julgou procedente a Ação Civil Pública (ACP) ajuizada pelo Ministério Público de Mato Grosso. A sentença foi proferida em 21 de maio.
A decisão judicial estabelece que o Estado deve elaborar, apresentar e implementar um Plano de Adequação Estrutural e Funcional, no qual deverão constar, de forma detalhada, todas as intervenções necessárias para a regularização da unidade, incluindo obras, reparos e medidas voltadas ao cumprimento das normas de segurança contra incêndio, das condições sanitárias e das exigências estruturais. O cronograma deverá indicar, ainda, os prazos de início e conclusão de cada etapa, a estimativa de custos, as fontes de financiamento e os órgãos responsáveis pela execução.
Além disso, o Estado deverá comprovar periodicamente o andamento das ações por meio da apresentação de relatórios técnicos e registros fotográficos a cada 60 dias, evidenciando a evolução das medidas adotadas. Na sentença, o juízo também fixou multa diária de R$ 2 mil, limitada inicialmente a R$ 100 mil, em caso de descumprimento dos prazos estabelecidos.
De acordo com a ação, a investigação teve início após a 1ª Promotoria de Justiça Criminal identificar irregularidades relevantes na unidade durante fiscalizações de rotina, especialmente relacionadas à estrutura física, à segurança e ao funcionamento, com risco à integridade de custodiadas e servidores. Diante desse cenário, a 1ª Promotoria de Justiça Cível instaurou procedimento para acompanhar a situação e cobrar providências do Estado, responsável pela gestão do sistema prisional.
As apurações revelaram um quadro crônico de precariedade estrutural, com edificações deterioradas, problemas nas instalações elétricas, ausência de sistemas adequados de prevenção a incêndios e falhas nas condições sanitárias. Relatórios técnicos e vistorias realizadas por órgãos como o Corpo de Bombeiros, a Vigilância Sanitária e o Centro de Apoio Operacional do Ministério Público (CAO-MP) confirmaram os riscos. Na cadeia feminina, foram registrados, entre outros problemas, fiação exposta e sobrecarga elétrica, fatores que motivaram, inclusive, pedido de interdição parcial.
“As irregularidades estruturais constatadas pelo Centro de Apoio Operacional do Ministério Público expõem de forma permanente pessoas privadas de liberdade, servidores e demais usuários das unidades prisionais a riscos concretos à vida e à integridade física, especialmente em razão da precariedade das edificações, da ausência de manutenção preventiva e da deficiência das instalações elétricas e estruturais.”, narra a ação.
Segundo o MPMT, as medidas adotadas pelo Estado ao longo da investigação foram pontuais e insuficientes para solucionar as irregularidades. O Ministério Público também buscou uma solução extrajudicial, por meio da proposta de celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas não obteve resposta do poder público.

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Foto: Reprodução.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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