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Comissão de Indústria, Comércio e Turismo analisou 32 projetos de leis

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Foto: Helder Faria

A Comissão de Indústria, Comércio e Turismo recebeu 32 proposições ao longo de 2022, das quais, sete estão aptas para apreciação em plenário, sendo cinco em primeiro votação e duas em segunda votação. Na Comissão, 13 matérias aguardam apreciação dos membros. 

De acordo com dados fornecidos pela equipe técnica da Comissão, uma proposta foi aprovada em primeira votação em plenária, sem que tenha ainda sido transformada em lei ou sem que tenha sido aprovada em segunda votação em plenário. Um proposição foi vetada, duas foram para o arquivo, uma está no Núcleo, quatro obtiveram resolução e uma foi transformada em lei.

Ainda conforme informações da Comissão, caso existam emendas, substitutivos ou apensamento de proposições análogas em alguma proposição já aprovada em primeira votação, um novo parecer é elaborado na Comissão de mérito. “Vale destacar que duas proposições que estão na esfera da Comissão de Constituição Justiça e Redação encontram-se com a tramitação concluída pela Comissão de Indústria, Comércio e Turismo e com pareceres submetidos em primeira votação em Sessão Plenária da Casa Legislativa”, ressalta o relatório.

Entre os projetos que já foram apreciados na Comissão de Indústria, Comércio e Turismo, está o de número 838/2022, do Poder Executivo, que dispõe sobre o Selo do Amigo da Melhor Idade no Turismo e estabelece outras providências. O projeto teve parecer favorável da comissão, foi aprovado em primeira votação e aguarda segunda votação. O projeto tem por objetivo fomentar facilidades de acesso, segurança, atrativos de locomoções aos turistas da melhor idade através de uma certificação dada aos municípios mato-grossenses.

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Outros projetos também se destacaram na comissão, como por exemplo, o de número 838/2021, do deputado Xuxu Dal Molin (PL), que dispõe sobre a criação do Guia Turístico Virtual “Conheça Mato Grosso” e dá outras providências.

A comissão analisou ainda o projeto de lei 783/21, do deputado Dr. Eugênio (PSB), que dispõe sobre a criação do Sistema Estadual de Trilhas Ecológicas, que também foi aprovado em primeira votação e aguarda a segunda votação. Na justificativa consta que as trilhas ecológicas que integram o Sistema de Trilhas Ecológicas do Estado de Mato Grosso devem ser estabelecidas de forma que possam ser percorridas pelos usuários a pé ou utilizando outros meios de locomoção não motorizados.

“Vale destacar que o projeto tem por objetivo proteger as áreas naturais oferecendo oportunidades únicas para a (re) aproximação das pessoas aos ambientes naturais, aliando conhecimento, reflexões, desafios, afetividade, curiosidade, imaginação e noção de pertencimento, o que facilita o cumprimento dos objetivos da educação ambiental e da conservação da natureza”, traz trecho do PL.

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O projeto de lei PL nº 770/2021, do deputado Valdir Barranco (PT), que proíbe a cobrança de tarifa de estacionamento aos entregadores de alimentos, mercadorias e documentos (serviço de delivery), nos termos que indica, está entre os apreciados pelos parlamentares que compõe a comissão. Este Projeto de Lei objetiva estabelecer um limite mínimo de 25 minutos para permanência não onerosa em estacionamentos que cobram tarifa pelo uso, dos veículos conduzidos por entregadores de alimentos, mercadorias e documentos (serviço de delivery) e motoristas de serviço de transporte de passageiros por aplicativos, que estão realizando a atividade nesses locais.

Compõem a comissão os seguintes parlamentares: presidente Allan Kardec (PDT); vice-presidente Carlos Avallone (PSDB); membros titulares: deputados Dr. Gimenez (PSD), Faissal (Cidadania), Xuxu Dal Molin (PL). Membros suplentes: deputados Wilson Santos (PSD), Ludio Cabral (PT), Dilmar Dal Bosco (União Brasil), Sebastião Rezende (União Brasil) e Walmir Moretto (Republicanos).

Fonte: ALMT

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CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso

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A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.

O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.

A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.

Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.

Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.

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A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.

Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.

Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.

A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.

Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.

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Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.

A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.

Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.

A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.

Fonte: ALMT – MT

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