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Agricultor familiar produz maracujá irrigado sob orientação dos técnicos da Empaer

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O agricultor familiar João Batista da Silva investiu no cultivo irrigado do maracujá numa área de dois mil metros quadrados, no Assentamento Rural Cedro Rosa, município de Nova Ubiratã (502 km ao Norte de Cuiabá). O produtor recebeu o apoio da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) e da Prefeitura de Nova Ubiratã, na implantação do cultivo com investimento, orientações e acompanhamento.

Ele espera colher 3,6 toneladas do fruto nesta safra e comercializar mais de 300 kg do produto para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que são destinados às escolas da região e aos mercados locais. 

A engenheira agrônoma da Secretaria Municipal de Agricultura, Bruna Larissa dos Santos, disse que tudo foi decidido de forma conjunta com o produtor: tipo de manejo que seria adotado, espaçamento, produção e plantio das mudas, polinização, colheita e comercialização.

Apesar do maracujá ser pouco cultivado na região, a fruta tem ótimo potencial e se desenvolve muito bem nas condições de clima e solo. Ela acredita que pode ser mais uma alternativa de cultivo para o pequeno produtor.

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O extensionista da Empaer Fábio Carrocini explica que o maracujá da espécie Gigante amarelo tem boa aceitação e o cultivo tem se mostrado promissor como uma nova fonte de renda para os agricultores que estão comercializando a fruta in natura nos mercados regionais, locais e agroindústrias de polpa.

João Batista trabalha no campo com a esposa Eleniy Mattos Santa Anna e os dois são os responsáveis pela polinização, que é feita diariamente de forma manual. Essa atividade é realizada pelos agricultores para transferência dos grãos de pólen de uma flor para outra no horário em que as flores estão abertas, entre 10h e 14h. A intenção do agricultor é aumentar a área de cultivo de maracujá para cinco mil metros quadrados.

Ele é beneficiário de um projeto que conta com a parceria do Banco do Brasil, Prefeitura Municipal, Empaer e Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) com o objetivo de fomentar a assistência técnica para 40 famílias do município e a formação de 40 estudantes do curso de técnico em agropecuário do IFMT.  “Esse é um projeto que visa gerar produtividade para a pequena propriedade rural e a inclusão socioprodutiva, proporcionando a organização das cadeias produtivas da agricultura familiar, bem como, a geração de emprego e renda para os pequenos produtores rurais e suas famílias”, ressalta Fábio.

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Agricultores realizam a polinização manual e diariamente

O secretário de Agricultura de Nova Ubiratã, Jefferson Moreira, orienta que os pequenos produtores que estejam interessados em iniciar alguma cultura ou que estejam precisando de auxílio em sua atividade produtiva, que procurem os técnicos da Secretaria de Agricultura e da Empaer. “Estamos à disposição de todos e teremos o prazer em orientá-los para que tenham uma ótima produção”, conclui.

Fonte: GOV MT

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Café garante renda e recomeço para família de Castanheira

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O café é considerado a segunda bebida mais consumida no mundo, atrás apenas da água, e, em Mato Grosso, a produção tem se consolidado como uma importante alternativa de renda para agricultores familiares. Com variedades já validadas para os solos das regiões Norte e Noroeste, onde se concentram os maiores produtores, o cenário é promissor. O avanço é resultado de investimentos do Governo do Estado com R$ 3,1 milhões em equipamento, máquinas, veículos e insumos, também investe em pesquisa por meio da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer).

O fortalecimento da cadeia produtiva também abre perspectivas para a expansão da cafeicultura em outras regiões do estado, como o Araguaia, que apresenta potencial para o desenvolvimento da atividade.

Para a secretária Andreia Fujioka, o avanço da cafeicultura no estado reflete uma estratégia de desenvolvimento rural baseada na valorização da produção familiar e na incorporação de conhecimento técnico ao campo. Segundo ele, quando o produtor tem acesso a estrutura, pesquisa, assistência e tecnologia, o resultado vai além do aumento de produção, alcançando estabilidade econômica e permanência das famílias no meio rural.

“O fortalecimento da cafeicultura em Mato Grosso mostra que, é possível gerar renda, oportunidades e garantir dignidade para as famílias no campo”, destacou.

No município de Castanheira, o pequeno produtor Osvaldo Roberto Gomes e sua esposa, Zeni Pereira Gomes, são exemplo de superação e transformação no campo. Há cinco anos, o casal decidiu migrar de outra cadeia de produção alimentar para investir no cultivo de café, motivado pela orientação técnica da Empaer.

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A mudança exigiu adaptação. No início, as dificuldades com o novo sistema de plantio foram um desafio. Com o tempo, porém, o aprendizado e o acompanhamento técnico deram resultado. Hoje, a propriedade conta com mais de oito mil pés de café, conduzidos com manejo adequado e foco na qualidade.

“Comercializamos nossa produção na feira de Juína. Optar pelo café foi uma boa alternativa de renda. Aqui, podemos contar com a assistência técnica da Empaer e com a Seaf. No começo, tivemos um pouco de dificuldade, porque o sistema de plantio é diferente, mas depois pegamos o jeito. Aqui sou eu e minha esposa, com mais de oito mil pés de café”, contou Osvaldo.

A produção, inicialmente modesta, começou de forma artesanal. Zeni relembra que, na primeira colheita, o casal optou por torrar o próprio café e vender diretamente ao consumidor.

“Na primeira colheita, não vendemos para terceiros; nós mesmos torramos. Comecei a ir à feira vendendo para uma ou outra pessoa em Juína; todo mundo conhece a gente lá. Se não fosse o café, a gente não estaria mais aqui, porque atravessamos uma época difícil”, contou.

O trabalho de pesquisa e assistência técnica foi fundamental para consolidar o sucesso da produção. A engenheira agrônoma e pesquisadora da Empaer, dra. Danielle Muller, destacou que o caso da família representa a essência da agricultura familiar.

“Nós vimos que o seu Osvaldo e a esposa representam a agricultura familiar raiz: plantam, colhem, beneficiam e levam o café para vender na feira. Durante cinco anos, nos dedicamos a pesquisar as variedades de clones de robusta amazônico para identificar quais são ideais para o solo mato-grossense. Hoje, temos materiais validados para as nossas condições, o que fortalece ainda mais a atividade no estado”, explica.

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Segundo a pesquisadora, a lavoura do produtor é um exemplo de boa condução técnica, com sistema de irrigação implantado, espaçamento adequado e uso de clones produtivos e com qualidade de bebida.

“O café do seu Osvaldo está bem conduzido. Ele já utiliza clones como o 25 e o 03, que apresentam boa produtividade e qualidade. Esse é o caminho para consolidar a cafeicultura no estado”, completa.

Equipe de pesquisadores da Empaer-MT.

Para o extensionista rural da Empaer, Thiago Evandro Marim, que acompanha a propriedade há anos, o café representa mais do que uma alternativa econômica. “O café, para mim, representa muito mais do que esperança: representa realidade. Esse casal é um exemplo claro disso. Eles migraram de outra cadeia e hoje têm 100% da renda proveniente do café. É uma cultura viável para a agricultura familiar, com alta produtividade, que exige pouca área e tem grande potencial de crescimento. Além disso, contribui para manter as famílias no campo, evitando a evasão para a cidade”, afirma.

Entre desafios e conquistas, Osvaldo e Zeni encontraram no café não apenas uma fonte de renda, mas um novo projeto de vida. Mais do que esperança, a cafeicultura se tornou realidade e abriu novas perspectivas para o futuro da família, um retrato fiel do potencial que cresce no campo mato-grossense.

Fonte: Governo MT – MT

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