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Corregedoria inicia Projeto Gabinete Itinerante

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A sociedade das Comarcas de Juscimeira (157 km ao sul de Cuiabá), Poxoréu (251 km ao sul da capital), Jaciara (144 km ao sul) e Dom Aquino (166 km ao sul) terão a oportunidade de levarem suas reclamações e elogios sobre o Poder Judiciário Local diretamente ao corregedor-geral da Justiça de Mato Grosso, desembargador Juvenal Pereira da Silva e sua equipe. É o Projeto Gabinete Itinerante da Corregedoria do Tribunal de Justiça (TJMT) que estará na região entre 6 e 9/2.

 
“Gabinete Itinerante” consiste em ouvir e compreender as demandas in loco de cada segmento que compõe e necessita do Sistema do Judiciário Estadual. Imprensa, partes, advogados, Ministério Público, Defensoria Pública, magistrados e servidores, serão ouvidos pela equipe da Corregedoria-Geral da Justiça do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (CGJ-TJMT).
 
O Gabinete Itinerante é uma novidade da atual gestão 2023/2024 da Corregedoria-Geral. A programação ainda envolve reuniões com autoridades locais. Toda a programação será realizada nos fóruns. O corregedor iniciará atendendo a imprensa local, na sequência a conversa será com os magistrados, servidores, gestores e a população.
 
Comarca de Juscimeira (6/2/segunda-feira): 9h30 atendimento à imprensa. O atendimento ao jurisdicionado (população que tenha processo em trâmite na comarca) será realizado entre 15h30 e 17h.
 
Endereço: Rua O, nº 220
Bairro Cajus
CEP 78810-000
Telefone: (66) 3412-1333
 
Comarca de Poxoréu (7/2/terça-feira): 9h atendimento à imprensa e entre 16h30 e 17h30 atendimento aos jurisdicionados (população que tenha processo em trâmite na comarca).
 
Fórum Desembargador Onésimo Nunes Rocha
Endereço: Rua Euclides da Cunha, s/nº
Bairro Santa Luzia
CEP 78800-000
Telefone: (66) 3436-1250 / 1919 / 1566
 
Comarca de Jaciara (8/2/quarta-feira): 8h atendimento à imprensa e entre 16h e 17h atendimento aos jurisdicionados (população que tenha processo em trâmite na comarca).
 
Fórum Desembargador José Jurandir de Lima
Endereço: Avenida Zé de Bia, s/nº
Bairro Aeroporto II
CEP 78820-000
Telefones: (66) 3461-2113 / 4957 / 2464
 
Comarca de Dom Aquino (9/2/quinta-feira): 8h atendimento à imprensa e entre 10h e 12h, atendimento aos jurisdicionados (população que tenha processo em trâmite na comarca).
 
Doutor Fórum Moraes de Oliveira
Av. Júlio Muller, nº 98
Bairro Centro
CEP 78830-000
Telefones: (66) 3451-1224 / 1435
 
 
Ranniery Queiroz
Assessoria de Imprensa CGJ-MT

 

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Mulheres da Cadeia Pública Feminina de Cáceres transformam vivências em versos

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Vista de cima, uma mulher de blusa rosa escreve em um caderno de capa vermelha. Na mesa de vidro, há folhas impressas e os livros “Aqui, escrever não é tarefa, é respiro, é desabafo que sangra em palavras.” Os versos são de uma mulher privada de liberdade na Cadeia Pública Feminina de Cáceres e foram apresentados nesta quarta-feira (3) durante a capacitação virtual Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena, promovida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT).

A professora Eliene Rocha Pereira apresentou as boas práticas do projeto “Remição pela Leitura: eu, leitora de mundo dentro dos muros”, desenvolvido junto com a professora Aline Aparecida Rocha. A iniciativa transforma os relatos de vida das detentas em poesia e, segundo Eliene, surpreendeu até as próprias participantes. “Esse trabalho mostrou que as meninas têm potencial para fazer as coisas. Quando eu mostrei o resultado para elas, foi uma satisfação muito grande ver que gostaram”, contou a professora durante a apresentação.

Inspiração e metodologia

O projeto nasceu inspirado na escritora Carolina Maria de Jesus, autora de Quarto de Despejo, que registrou em palavras a dureza de sua vida na favela. As detentas se identificaram com a trajetória da escritora a ponto de manifestarem interesse em ler o livro, desejo que ainda não foi possível atender.

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O trabalho seguiu cinco etapas: apresentação do projeto e diálogo sobre a importância da escrita; leitura e reflexão sobre as obras de Carolina Maria de Jesus; produção de relatos sobre experiências de vida dentro e fora da prisão; transformação dos relatos em poesias com o apoio de inteligência artificial; e socialização dos poemas em eventos e murais pedagógicos.

Eliene explicou que organizou e corrigiu os textos produzidos pelas participantes, preservando os pensamentos e a voz de cada uma. “Eu dei uma organizada no texto, porque elas erravam muitas palavras, mas os pensamentos e a história delas foram mantidos”, disse.

A voz que não se cala

Um dos poemas apresentados, de autora identificada como E. S. Freitas, retrata com força a convivência no sistema prisional, a desconfiança, a solidão, as hierarquias invisíveis e, ao mesmo tempo, a resistência e o aprendizado. Em seus versos, a autora escreve sobre conhecer sotaques e culturas de diferentes estados, sobre não abaixar a cabeça e não perder a humanidade: “Essa é minha voz ecoando entre muros que tentam calar, mas não consegue.”

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Para Eliene, o significado do projeto vai além da escrita. “Esse projeto quer mostrar que mesmo dentro dos muros da prisão existem histórias importantes que precisam ser contadas e ouvidas”, afirmou.

Sobre a capacitação

A capacitação Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena é uma realização conjunta do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF/TJMT), da Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos (Coeja/Seduc-MT) e do Núcleo de Educação no Sistema Penitenciário (NESP/Sejus-MT). A coordenação está a cargo do juiz auxiliar do GMF, Pierro de Faria Mendes.

O evento tem como objetivo capacitar professores, pedagogos e outros profissionais para a implementação de práticas de leitura no sistema prisional, em alinhamento com o Plano Nacional de Fomento à Leitura no Sistema Prisional e com a Resolução CNJ nº 391/2021.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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