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1ª reunião ordinária do CNPG tem participação do MPMT

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O procurador-geral de Justiça em Mato Grosso, Deosdete Cruz Junior, participou nesta quinta-feira (16) da primeira reunião ordinária do Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União (CNPG), em Brasília. Conduzida pela presidente do colegiado, procuradora-geral de Justiça da Bahia, Norma Cavalcanti, a reunião discutiu a importância do aprofundamento da cooperação entre o Ministério Público brasileiro e as autoridades americanas no enfrentamento às organizações criminosas com atividades delituosas que ultrapassem as fronteiras.

O encontro contou com a participação da adida do Departamento de Justiça dos Estados Unidos (OPDAT) no Brasil, Karine Moreno-Taxman. “Esse trabalho de parceria com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos da América é muito importante no combate a crimes ambientais na Amazônia, crimes de financiamento ilícito, crime organizado, financiamento de terrorismo, além de outros. Estamos à disposição de vocês para fortalecer a atuação entre os países”, destacou a adida Karine Moreno-Taxman. A presidente do CNPG agradeceu a parceria entre os países e reforçou que o MP Brasileiro tem “total interesse na capacitação de membros”.

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Na abertura da reunião, o procurador-geral da República Augusto Aras afirmou que as operações contra o garimpo ilegal, o desmatamento e a invasão de terras indígenas na Amazônia foram fortalecidas com o lançamento do GeoRadar, uma espécie de plataforma de dados referenciados para ajudar nas investigações realizadas pelo Ministério Público Federal.

“Investimos também em aeronaves e embarcações, além de criarmos escritórios avançados com servidores na Amazônia para o enfrentamento à macrocriminalidade”, ressaltou o PGR. O GeoRadar reúne mais de 450 bases de dados referenciados de órgãos públicos diferentes como Funai e Ibama, mostrando a localização exata de informações úteis à atuação do MPF em mapas interativos e personalizados.

O PGR ressaltou também a importância da união do MP brasileiro e seus respectivos Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaecos). “Assim será possível exercer uma atividade de combate à microcriminalidade para que tenhamos segurança jurídica, paz e harmonia social”.

Eleições CNPG: Durante a reunião, o chefe de gabinete do MP, promotor de Justiça Pedro Maia, apresentou o calendário para as eleições da próxima presidência do CNPG e do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). O edital das eleições do CNPG será publicado no dia 3 de março e as inscrições dos candidatos ocorrerão entre os dias 6 e 10 do mesmo mês.

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Já a divulgação da lista ocorrerá no dia 13 e, por fim, as eleições para a nova presidência ocorrerão no dia 29 do mesmo mês. As eleições serão realizadas por meio de votação eletrônica e presencial. Quanto às eleições do CNMP, o promotor de Justiça Pedro Maia informou que a data limite para cada estado fazer a indicação de candidatos será 24 de abril, a votação será no dia 26 do mesmo mês, e o dia 8 de maio será a data limite para a remessa dos indicados ao Senado.

Fonte: MP MT

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Réu que tentou matar ex diante das filhas é condenado a 23 anos

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O Tribunal do Júri de Várzea Grande condenou, na última quinta-feira (7), Alessandro Ivo de Moraes a 23 anos e 4 meses de reclusão por tentativa de feminicídio contra sua ex-companheira.
O crime ocorreu em 25 de maio de 2025, na residência da vítima, na presença das cinco filhas do casal, todas menores de idade. Segundo as investigações, inconformado com o término do relacionamento, o réu invadiu o imóvel, utilizou uma faca e atacou a vítima. A filha mais velha, então com 17 anos, tentou proteger a mãe e também foi ferida.

O Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese apresentada pelo Ministério Público. O réu permanecerá preso, e o juiz presidente, Pierro Mendes, determinou o início imediato do cumprimento da pena.
O promotor de Justiça que atuou no Tribunal do Júri, César Danilo Novais, ressaltou que a decisão reafirma o compromisso institucional no enfrentamento à violência contra a mulher e na proteção à vida. Segundo ele, o julgamento também representa um marco para a comarca, sendo a primeira condenação com base na Lei nº 14.994/2024, que tipificou o feminicídio como crime autônomo no Código Penal.
“A sociedade não aceita o inaceitável. A vida é inviolável. Todas as vidas importam. As vidas das mulheres também. Chega de violência sanguinária.”
Segundo o promotor, o julgamento representa um marco para a comarca, sendo a primeira condenação com base na Lei nº 14.994/2024, que tipificou o feminicídio como crime autônomo no Código Penal

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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