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Secel divulga calendário dos Jogos Escolares e Estudantis de 2023

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A Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) divulgou o calendário oficial dos Jogos Escolares e os Jogos Estudantis Mato-grossenses em 2023. De abril a junho, 10 municípios sediam as fases regionais e, em julho, outros três recebem as etapas estaduais. 

“Agradecemos aos municípios que se interessaram em sediar as competições, e ficamos honrados pela grande procura, pois mostra a credibilidade da Secel perante os gestores municipais. Vamos juntos realizar da melhor forma a programação desses importantes eventos que fortalecem e movimentam o esporte por todo o Estado, envolvendo escolas, municípios e comunidade”, expõe o secretário adjunto de Esporte e Lazer da Secel, David Moura.

Nas fases regionais, os Jogos Escolares e Estudantis envolvem todas as regiões do Estado e serão realizadas nos municípios de Alta Floresta, Arenápolis, Juara, Pontes e Lacerda, Cáceres, Vila Rica, Nova Xavantina, Sinop, Alto Garças e Primavera do Leste. Escolas e seleções municipais disputam as modalidades coletivas de basquete, futsal, handebol e vôlei.

As equipes campeãs em suas respectivas regiões avançam para a etapa estadual de cada faixa etária. As disputas estaduais dos Jogos Escolares, que reúnem estudantes de 12 a 14 anos, ocorrem 01 a 07 de julho, em Lucas do Rio Verde. Já os títulos estaduais dos Jogos Estudantis de Seleções, envolvendo estudantes de 15 a 17 anos, serão disputados de 21 a 27 de julho, em Água Boa.

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Para as modalidades individuais, o evento volta a unificar os Jogos Escolares e os Jogos Estudantis e já começa na fase estadual, que será realizada em Várzea Grande, de 13 a 16 de julho. Nesse período, os estudantes competem nas provas de atletismo, badminton, ciclismo, ginástica, lutas, natação, tênis de mesa, vôlei de praia e xadrez.

Os campeões estaduais das modalidades coletivas e individuais representarão Mato Grosso nas fases nacionais correspondentes. Organizados Comitê Olímpico do Brasil (COB), os Jogos Estudantis serão sediados em Ribeirão Preto (SP), de 2 a 17 de setembro. Os Jogos Escolares, que são organizados pela Confederação Brasileira de Desporto Escolar (CBDE), ocorrem no mês de novembro, em local a definir.

Para participar dos Jogos Escolares e dos Jogos Estudantis, cada município deve inscrever suas equipes e atletas. Os regulamentos geral e específicos das competições, bem como as fichas de inscrição, estarão disponíveis no site da Secel a partir do dia 10  de março.

Confira aqui o calendário.

Fonte: GOV MT

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MATO GROSSO

Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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