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Projeto Democracia Multilíngue é compartilhado em evento de boas práticas do TSE

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O projeto Democracia Multilíngue, realizado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), foi apresentado no 1º Boas Práticas JE – Compartilhando o Sucesso. O encontro foi realizado na tarde desta quarta-feira (22.03), pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em formato online.

Outras duas iniciativas, “Eleições parametrizadas nas aldeias Maxakali”, do TRE-MG, e “Ciclo de atendimentos itinerantes 2021-2022: Ribeirinhos, povos indígenas e quilombolas”, do TRE-PA, também foram compartilhados. O objetivo foi promover a troca de conhecimentos de projetos e ações realizadas pelos Tribunais Regionais, a fim de disseminar boas práticas.

Iniciado em junho de 2022, o Democracia Multilíngue tem o objetivo de incentivar a inclusão de povos indígenas e participação no processo eleitoral. Durante o lançamento, no ano passado, foram entregues cartilhas contendo informações sobre as eleições, a democracia e a cidadania nas versões em português e nos idiomas Pareci e Bororo para as respectivas etnias.

A apresentação foi feita pelo juiz auxiliar da Corregedoria Regional Eleitoral do TRE-MT, Antônio Veloso Peleja Júnior, que ressaltou o trabalho realizado pela gestão e servidores(as) do Tribunal e indígenas que atuaram como tradutores. “É importante frisar também que este é um projeto de muitas mãos, notadamente os indígenas que traduziram, auxiliaram e receberam muito bem a iniciativa, bem como a parceria da Funai (Fundação Nacional do Índio) e da Polícia Federal”.

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O magistrado explicou ainda que há comunidades que, por características próprias, são mais isoladas, o que foi levado em consideração para definir as etnias que seriam contempladas neste primeiro momento. “Mas, a ideia é que o projeto prossiga e abranja outros povos indígenas de Mato Grosso. Para isso, contamos com a interlocução da Funai”, acrescentou o juiz auxiliar da Corregedoria. 

Jornalista: Nara Assis

#PraTodosVerem: Imagem da tela de computador em que aparecem, à direita, a tradutora de Libras, acima, e o juiz auxiliar da Corregedoria do TRE-MT, abaixo. À esquerda, aparece a apresentação exibida no evento, que contém informações sobre o projeto Democracia Multilíngue.

Fonte: TRE – MT

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Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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