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Programa “Todos os Ângulos” sobre cinema mato-grossense vai ao ar domingo à noite

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Referência mato-grossense quando o assunto é produção audiovisual, o cineasta Luís Carlos de Oliveira Borges – mestre em cinema pela Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo, doutor na matéria pela Universidade de Brasília, roteirista, produtor e diretor – é o personagem que entrará em cena às 19h deste domingo (9/3), na edição de estreia do programa “Todos os Ângulos”, produção da TV Assembleia com foco nas produções cinematográficas de Mato Grosso.

O cuiabaníssimo Luís Borges foi dirigente do Cine Clube Coxiponés – núcleo da Universidade Federal de Mato Grosso – e idealizador do Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá. Pesquisador, servidor de carreira da UFMT, docente acadêmico, suas primeiras incursões em vídeo foram em São Paulo: “Linhas Cruzadas” (1988) e “Arca de Nois” (1989).

Entre 1992 e 1998, quando supervisor do Cine Clube Coxiponés, promoveu a aquisição do acervo fotográfico e cinematográfico do inesquecível artista da imagem – armênio de nascimento, mato-grossense de coração – Lázaro Papazian, saudoso e querido “Chau”, alcunha pela qual se tornou personagem indelével na memória da cuiabania.

Diretor de produção do longa metragem “Mário” (1998), do cineasta Hermano Penna, no ano seguinte Borges realizou seu primeiro curta: “A Cilada com Cinco Morenos”, e naquele ano coproduziu o longa “Latitude Zero”, de Toni Venturi. Em 2001, produziu o curta “Baseado em Fatos Reais”, de Bruno Bini, Em 2007 foi coprodutor e assistente de direção do curta “Nó de Rosas”, de Gloria Albuês.

Em 2008 lançou a coletânea intitulada “Memória e Mito do Cinema em Mato Grosso” ensaio em três volumes – ‘Memória do Cinema em Mato Grosso’, ‘Mito do Cinema em Mato Grosso’ e ‘Filmografia do Cinema em Mato Grosso’.

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Sua obra mais recente estreou ano passado e lançou luz sobre a pandemia.

“Angelus Novus: na boca da noite anuncia a derrocada do Anticristo”, filme cujo enredo é ambientado no interior do Edifício Palácio do Comércio localizado no centro de Cuiabá, mas por conta dos milagres do cinema teve como locação a própria casa do diretor em Chapada dos Guimarães, que foi transmutada nas salas do ‘polêmico’ prédio – célebre em razão das discussões sobre sua interdição, há mais de uma década.

O pano de fundo é a crise sanitária que vitimou milhares em todo o planeta, indistintamente. “Mas além de focar na pandemia, o filme dialoga também com o pensamento do filósofo alemão Walter Benjamin e aspectos urbanísticos de Cuiabá, principalmente ao exaltar seu Centro Histórico e revisitar o prédio que simboliza uma era marcada por obras que ‘modernizaram’ a cidade”, contextualiza o cineasta.

TODOS OS ÂNGULOS – Inserido no propósito da emissora de privilegiar a valorização das expressões artísticas e culturais da terra – a exemplo dos quadros “Palavra Literária” e “Palco pra Dois”, ambos já em exibição -, o novo programa da TVAL irá ao ar a partir deste domingo, às 19h e, sempre no mesmo horário, nos subsequentes incorporados à grade de programação da emissora. Já foram produzidos quase 30 episódios, material para duas temporadas.

Apresentado pelo ator mato-grossense Caio Ribeiro – natural de Rondonópolis, radicado em Cuiabá há mais de uma década -, o programa “Todos os Ângulos” será exibido em três blocos, com dez minutos de duração cada. Entremeadas à “entrevista” – no formato, coloquial ‘bate-papo’ – cenas dos filmes que marcam a trajetória do protagonista de cada episódio.

“É um passeio pelos desafios e vivências do fazer cinema em Mato Grosso”, define o ator, aliás neófito na seara televisiva, oportunidade que o fez vibrar e pela qual faz questão de agradecer à emissora. “Só gratidão”, exclama.

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SECOM/AL – Sob o comando da gestora Rosimeire Cezar dos Reis Felfili, a Secretaria de Comunicação Social da Assembleia Legislativa de Mato Grosso – à qual a TVAL (canais 30.1 e 3.2) integra o leque de veículos, em conjunto com a Rádio Assembleia (FM 89.5) e página eletrônica (www.al.mt.gov.br), somados às redes sociais (Facebook, Youtube e Instagram) -, “além da finalidade precípua de dar publicidade às ações institucionais dos parlamentares, assim como do processo legislativo em si, não perde de vista a missão de fomentar a cultura mato-grossense, de igual sorte a profissão de fé que é o educar para a cidadania o povo de Mato Grosso”, nas palavras da secretária.

Entre os grupos de trabalho que compõe a estrutura da Secom/ALMT, a Comissão de Audiovisual – composta pelos servidores Noêmia Almeida, Ricardo Sardinha e Ever Jota – responde pela concepção do programa, inédito na grade da emissora, mais ainda, em tudo quanto há de programação televisiva nos canais transmitidos em Mato Grosso.

“Sempre vimos aqui e acolá, um quadro ou outro, neste ou naquele programa, nesta ou naquela emissora de televisão, acerca da rica produção audiovisual e cinematográfica da terra, não mais que isso; assim também nunca antes houve o merecido foco em profundidade sobre quem faz acontecer aqui o milagre da sétima arte”, avalia o superintendente da TV Assembleia, Jaime Fernandes Neto.

“É realmente um programa inédito na televisão mato-grossense”, completa o jornalista Ever Jota, secretário-adjunto na pasta da Comunicação Social do Poder Legislativo.

Fonte: ALMT – MT

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Leis aprovadas pela ALMT reforçam combate ao cigarro e alertam sobre riscos do vape à saúde

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O Dia Mundial sem Tabaco, lembrado em 31 de maio, reforça a importância da conscientização sobre os danos causados pelo cigarro convencional e pelos dispositivos eletrônicos para fumar, conhecidos como vapes, pods ou cigarros eletrônicos. Em Mato Grosso, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) possui legislações voltadas à proteção da saúde pública e ao combate ao tabagismo, além de promover ações de cuidado e prevenção por meio do QualiVida – Programa de Saúde e Qualidade de Vida da ALMT.

Entre as legislações em vigor está a Lei nº 9.256/2009, que proíbe o consumo de cigarros, charutos, cachimbos e outros produtos fumígenos em ambientes coletivos públicos e privados fechados no estado. A norma também determina a criação de ambientes livres de fumaça e prevê medidas de fiscalização e orientação.

Mais recentemente, a Assembleia aprovou a Lei nº 12.302/2023, de autoria da deputada estadual Sheila Klener (PSDB), que ampliou as restrições aos Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs), proibindo o uso de cigarros eletrônicos em ambientes coletivos. A legislação inclui produtos conhecidos como e-cigarettes, vapes e pods, utilizados como alternativa ao cigarro convencional ou apresentados como tratamento para o tabagismo.

Para o pneumologista João Paulo Jajah Nogueira, que atua no QualiVida da ALMT, além do tratamento, as políticas públicas e a informação de qualidade são fundamentais no combate ao tabagismo.

“As leis que restringem o uso do cigarro e dos dispositivos eletrônicos ajudam a proteger a população, reduzem a exposição passiva à fumaça e contribuem para evitar que o hábito de fumar seja normalizado entre adolescentes e jovens”, destacou.

O médico alerta que o tabagismo continua sendo uma das principais causas evitáveis de doenças e mortes no mundo.

“O cigarro contém milhares de substâncias tóxicas, muitas delas cancerígenas. A nicotina provoca dependência intensa, enquanto outras substâncias causam inflamações, lesões pulmonares e doenças cardiovasculares”, explicou.

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Segundo o especialista, entre as doenças mais associadas ao tabagismo estão câncer de pulmão, bronquite crônica, enfisema pulmonar, infarto, AVC e hipertensão arterial. Ele também destacou os prejuízos causados pelo tabagismo passivo.

“Pessoas que convivem diariamente com fumantes também adoecem. Crianças, idosos e gestantes estão entre os mais vulneráveis aos efeitos da fumaça”, afirmou.

O pneumologista chama atenção ainda para o crescimento do uso de cigarros eletrônicos entre adolescentes e jovens adultos. Apesar de muitas vezes serem divulgados como menos prejudiciais, os dispositivos eletrônicos apresentam riscos graves à saúde.

“Muitos jovens acreditam que estão inalando apenas vapor de água, mas esses dispositivos possuem nicotina, metais pesados e substâncias químicas capazes de causar inflamação pulmonar importante e dependência química”, alertou João Paulo.

Entre os principais problemas associados ao uso de vape estão tosse persistente, falta de ar, irritação das vias respiratórias, agravamento da asma, bronquite e até lesões pulmonares graves, conhecidas internacionalmente como EVALI (Lesão Pulmonar Associada ao Uso de Cigarro Eletrônico ou Vape).

Na prática clínica, segundo o médico, também é comum o chamado “uso dual”, quando a pessoa utiliza simultaneamente o cigarro convencional e o eletrônico, aumentando ainda mais os danos à saúde.

João Paulo ressalta que não existe forma segura de fumar e destaca que parar de fumar é uma das decisões mais importantes para a qualidade de vida e prevenção de doenças.

“O tratamento da dependência da nicotina muitas vezes exige acompanhamento médico e psicológico. O mais importante é buscar ajuda e entender que recaídas podem acontecer durante o processo”, orientou.

A experiência de quem conseguiu abandonar o vício reforça os benefícios dessa decisão. O técnico em mecânica industrial e refrigeração comercial, Roberto Tsuzuki Müller, de 55 anos, fumou dos 18 aos 48 anos e está há sete anos sem fumar. Ele conta que a decisão de abandonar o cigarro foi motivada por uma série de acontecimentos familiares e pela percepção dos impactos do tabagismo em sua rotina.

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“Uma sequência de mortes e casos de câncer entre familiares me fez refletir. Minha esposa também fumava e parou após perder o pai para a doença. Eu comecei a me sentir mal por causa do cheiro do cigarro e percebi que precisava mudar. Usei adesivos de nicotina, mas, acima de tudo, é preciso ter decisão. Para largar o cigarro, a pessoa precisa realmente querer. Precisa ser de opinião”, relatou.

Embora praticasse atividades físicas regularmente, como ciclismo e downhill, Roberto conta que não sentia falta de ar nem limitações que o levassem a pensar em abandonar o cigarro. Com o passar do tempo, porém, outros efeitos do tabagismo passaram a incomodá-lo cada vez mais, como o cheiro impregnado nas roupas e a perda do prazer de sentir o sabor dos alimentos.

“O que mais senti quando parei foi o prazer de comer e perceber melhor o sabor dos alimentos. Também me senti mais limpo. O cigarro deixa a pessoa com mau hálito, dentes amarelados e uma sensação constante de sujeira. Além disso, existe o gasto financeiro, que acaba pesando com o tempo”, destacou.

Embora não tenha precisado de acompanhamento psicológico para abandonar o vício, ele considera o suporte profissional importante para muitas pessoas que enfrentam dificuldades durante o processo.

“Eu não precisei de ajuda psicológica, mas considero fundamental para quem está tentando parar. Cada pessoa tem uma experiência diferente e todo apoio pode fazer a diferença”, afirmou.

A mensagem que Roberto deixa para quem ainda fuma ou utiliza dispositivos eletrônicos é direta: “Pare antes que seja tarde. O cigarro convencional, assim como o cigarro eletrônico, é desnecessário e traz graves riscos à saúde”.

Fonte: ALMT – MT

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