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Assembleia Legislativa homenageia personalidades de Mato Grosso

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A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso realizou sessão especial, na sexta-feira (5), requerida pelo deputado Wilson Santos, para  conceder títulos de cidadão mato-grossense e outras honrarias.

Na ocasião, o deputado lembrou a importância dos homenageados que ajudaram a construir Mato Grosso. “Graças a essas pessoas, Mato Grosso é o que representa hoje. O título e as honrarias que são dadas são em nome do povo, os deputados são eleitos com o voto popular e representam a soberania popular. E as honrarias levam em consideração os serviços prestados a Mato Grosso”, esclareceu Santos.

De acordo com o parlamentar, as honrarias são das mais diversas áreas, do qual cada cidadão contribuiu de forma direta ou indireta para o desenvolvimento do estado.

“São pessoas das mais diversas áreas, sejam na medicina, topografia, advocacia, ciências humanas, sociais, exatas, gente que veio do campo e da cidade, uma forma do Estado agradecer a contribuição de todas essas personalidades na construção de um estado pujante, líder nacional em crescimento”, revelou ele.

Para o agrimensor Alvanir Cirino dos Santos, que foi agraciado com título de Cidadão Mato-Grossense, a homenagem significa um marco na sua vida.

“Toda pessoa busca um prêmio desse na vida, porque não basta somente trabalhar, você precisa deixar um exemplo para a sociedade. Durante minha vida profissional lutei bastante para deixar um exemplo na minha profissão”, agradeceu ele.

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O superintendente do Ministério da Agricultura, Maurício Munhoz, recebeu Moção de Aplausos pelos trabalhos direcionado para a agricultura familiar.

“Agradeço muito a lembrança do deputado Wilson Santos pelo reconhecimento do meu trabalho. Estou muito emocionado com essa honraria”, disse ele.

O médico Marcelo Sandrin recebeu a Comenda Dante de Oliveira, ficou emocionado com a homenagem e explicou sua trajetória profissional até chegar a Mato Grosso.

“É um prazer imensurável essa homenagem e, de agora em diante, a nossa dívida com a sociedade mato-grossense só aumenta, tamanha a responsabilidade. Há 41 anos fui muito bem recebido pela população mato-grossense. Só tenho que agradecer esse carinho e confiança depositado em mim. Essas lembranças são importantes e agradeço a oportunidade”, destacou Sandrin.

O ex-deputado estadual Osvaldo Roberto Sobrinho falou que chegou em Mato Grosso na década de 1960 quando o estado ainda não era dividido e presenciou o desenvolvimento socioeconômico.

“Na verdade, fico muito honrado em receber esse título, porque, afinal de contas, participamos da história de Mato Grosso. Estou desde 1967 morando e trabalhando em Cuiabá, toda minha vida pública foi desenvolvida aqui, portanto. Vi esse Mato Grosso crescer e desenvolver como se encontra atualmente, bem diferente daquele Estado que conheci há 50 anos atrás”, opinou Sobrinho.

“Esse Mato Grosso de hoje foi construído por esses brasileiros que vieram ajudar fazer essa civilização daqui. Era um Estado pobre e hoje é o mais rico da federação, tudo isso valeu pelo esforço e o trabalho do povo. Me sinto tão bem pelos mandatos políticos que tive que me dão glória e felicidade num momento como esse”, complementou.

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Veja os homenageados na sessão especial:

Comenda Marechal Cândido Rondon

Onofre Ribeiro

Comenda Dante de Oliveira

Carlos Gomes Bezerra

Gerson Natalício Barbosa

Hélio Marcelo Pesenti Sandrin

Marcelo Caetano Vacchiano

Medalha Lenine Póvoas

André D’Lucca

Renilson Rosa Ribeiro

Ordem do Mérito Legislativo de Mato Grosso

Nadir Nascimento de Souza

Títulos de Cidadão Mato-grossense

Alex Steves Berto

Alvanir Cirino dos Santos

Ari Vasconcelos Dantas

Francisco de Assis Dantas

Jorge Henrique Correia de Sá

Mozaldo Leonardo Oliveira Souza

Maristene Amaral Matos D’Almeida

Osvaldo Roberto Sobrinho

Moção de Aplausos

Alfredo da Mota Menezes

André de Paula

Carlos Eduardo Bouret

José Magalhães Virgilio Reis

Maksuês Leite

Maria Eduarda da Silva Mendes

Maurício Munhoz Ferraz

Rogério Antunes dos Santos

Potência Maçônica Grande Oriente do Brasil de Mato Grosso

Potência Maçônica Grande Loja de Mato Grosso

Potência do Grande Oriente de Mato Grosso

Fonte: ALMT – MT

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Leis aprovadas pela ALMT reforçam combate ao cigarro e alertam sobre riscos do vape à saúde

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O Dia Mundial sem Tabaco, lembrado em 31 de maio, reforça a importância da conscientização sobre os danos causados pelo cigarro convencional e pelos dispositivos eletrônicos para fumar, conhecidos como vapes, pods ou cigarros eletrônicos. Em Mato Grosso, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) possui legislações voltadas à proteção da saúde pública e ao combate ao tabagismo, além de promover ações de cuidado e prevenção por meio do QualiVida – Programa de Saúde e Qualidade de Vida da ALMT.

Entre as legislações em vigor está a Lei nº 9.256/2009, que proíbe o consumo de cigarros, charutos, cachimbos e outros produtos fumígenos em ambientes coletivos públicos e privados fechados no estado. A norma também determina a criação de ambientes livres de fumaça e prevê medidas de fiscalização e orientação.

Mais recentemente, a Assembleia aprovou a Lei nº 12.302/2023, de autoria da deputada estadual Sheila Klener (PSDB), que ampliou as restrições aos Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs), proibindo o uso de cigarros eletrônicos em ambientes coletivos. A legislação inclui produtos conhecidos como e-cigarettes, vapes e pods, utilizados como alternativa ao cigarro convencional ou apresentados como tratamento para o tabagismo.

Para o pneumologista João Paulo Jajah Nogueira, que atua no QualiVida da ALMT, além do tratamento, as políticas públicas e a informação de qualidade são fundamentais no combate ao tabagismo.

“As leis que restringem o uso do cigarro e dos dispositivos eletrônicos ajudam a proteger a população, reduzem a exposição passiva à fumaça e contribuem para evitar que o hábito de fumar seja normalizado entre adolescentes e jovens”, destacou.

O médico alerta que o tabagismo continua sendo uma das principais causas evitáveis de doenças e mortes no mundo.

“O cigarro contém milhares de substâncias tóxicas, muitas delas cancerígenas. A nicotina provoca dependência intensa, enquanto outras substâncias causam inflamações, lesões pulmonares e doenças cardiovasculares”, explicou.

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Segundo o especialista, entre as doenças mais associadas ao tabagismo estão câncer de pulmão, bronquite crônica, enfisema pulmonar, infarto, AVC e hipertensão arterial. Ele também destacou os prejuízos causados pelo tabagismo passivo.

“Pessoas que convivem diariamente com fumantes também adoecem. Crianças, idosos e gestantes estão entre os mais vulneráveis aos efeitos da fumaça”, afirmou.

O pneumologista chama atenção ainda para o crescimento do uso de cigarros eletrônicos entre adolescentes e jovens adultos. Apesar de muitas vezes serem divulgados como menos prejudiciais, os dispositivos eletrônicos apresentam riscos graves à saúde.

“Muitos jovens acreditam que estão inalando apenas vapor de água, mas esses dispositivos possuem nicotina, metais pesados e substâncias químicas capazes de causar inflamação pulmonar importante e dependência química”, alertou João Paulo.

Entre os principais problemas associados ao uso de vape estão tosse persistente, falta de ar, irritação das vias respiratórias, agravamento da asma, bronquite e até lesões pulmonares graves, conhecidas internacionalmente como EVALI (Lesão Pulmonar Associada ao Uso de Cigarro Eletrônico ou Vape).

Na prática clínica, segundo o médico, também é comum o chamado “uso dual”, quando a pessoa utiliza simultaneamente o cigarro convencional e o eletrônico, aumentando ainda mais os danos à saúde.

João Paulo ressalta que não existe forma segura de fumar e destaca que parar de fumar é uma das decisões mais importantes para a qualidade de vida e prevenção de doenças.

“O tratamento da dependência da nicotina muitas vezes exige acompanhamento médico e psicológico. O mais importante é buscar ajuda e entender que recaídas podem acontecer durante o processo”, orientou.

A experiência de quem conseguiu abandonar o vício reforça os benefícios dessa decisão. O técnico em mecânica industrial e refrigeração comercial, Roberto Tsuzuki Müller, de 55 anos, fumou dos 18 aos 48 anos e está há sete anos sem fumar. Ele conta que a decisão de abandonar o cigarro foi motivada por uma série de acontecimentos familiares e pela percepção dos impactos do tabagismo em sua rotina.

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“Uma sequência de mortes e casos de câncer entre familiares me fez refletir. Minha esposa também fumava e parou após perder o pai para a doença. Eu comecei a me sentir mal por causa do cheiro do cigarro e percebi que precisava mudar. Usei adesivos de nicotina, mas, acima de tudo, é preciso ter decisão. Para largar o cigarro, a pessoa precisa realmente querer. Precisa ser de opinião”, relatou.

Embora praticasse atividades físicas regularmente, como ciclismo e downhill, Roberto conta que não sentia falta de ar nem limitações que o levassem a pensar em abandonar o cigarro. Com o passar do tempo, porém, outros efeitos do tabagismo passaram a incomodá-lo cada vez mais, como o cheiro impregnado nas roupas e a perda do prazer de sentir o sabor dos alimentos.

“O que mais senti quando parei foi o prazer de comer e perceber melhor o sabor dos alimentos. Também me senti mais limpo. O cigarro deixa a pessoa com mau hálito, dentes amarelados e uma sensação constante de sujeira. Além disso, existe o gasto financeiro, que acaba pesando com o tempo”, destacou.

Embora não tenha precisado de acompanhamento psicológico para abandonar o vício, ele considera o suporte profissional importante para muitas pessoas que enfrentam dificuldades durante o processo.

“Eu não precisei de ajuda psicológica, mas considero fundamental para quem está tentando parar. Cada pessoa tem uma experiência diferente e todo apoio pode fazer a diferença”, afirmou.

A mensagem que Roberto deixa para quem ainda fuma ou utiliza dispositivos eletrônicos é direta: “Pare antes que seja tarde. O cigarro convencional, assim como o cigarro eletrônico, é desnecessário e traz graves riscos à saúde”.

Fonte: ALMT – MT

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