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Três suplentes tomam posse na Assembleia Legislativa

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Na sessão plenária desta quarta-feira (9), três deputados suplentes tomaram posse na Assembleia Legislativa. Sheila Klener (PSDB), Adenilson Rocha (PSDB) e Chico Guarnieri (PTB), entraram nos lugares de Carlos Avallone (PSDB), Faissal Kalil (Cidadania) e Cláudio Ferreira (PTB), respectivamente.

Os três suplentes estarão no cargo por um período de 30 dias e apesar do pouco tempo na Assembleia Legislativa pretendem direcionar os trabalhos na área de educação, saúde e infraestrutura.

“Temos muito o que fazer pela região norte do estado. Minha base eleitoral é no município de Sinop, e sempre trabalhei forte na área da saúde. A região tem escassez na questão das UTIs infantis, onde toda semana uma criança perde a vida por falta de estrutura, então, vou batalhar para melhorar esse quadro. Essa será uma das minhas pautas principais dentro do parlamento”, explicou Adenilson Rocha, que ocupa a vaga de Faissal Kalil

Ele citou ainda que, trata-se de uma região grande onde aglomera mais de 30 municípios, com cerca de 400 mil eleitores com apenas um deputado estadual eleito em Sinop.

“A região precisa de mais liderança política. É um cargo que são 19.800 mil pessoas que acreditaram em mim, colocaram seu voto na urna e acreditam na minha capacidade. Meu trabalho será transparente e tranquilo, uma gestão que não vai ter corrupção”, destacou Rocha.

A geóloga Sheila Klener entra na vaga de Carlos Avallone e pretende focar seu trabalho na educação e direitos das mulheres. “É minha primeira vez e esse cargo se torna muito importante para mim. Uma experiência nova no cenário político mato-grossense, e principalmente, pela representação das mulheres. Entendo que a Assembleia precisa de mais representatividade feminina que conheçam o estado. São apenas trinta dias, mas penso em focar diretamente na educação e na defesa dos direitos das mulheres”, disse ela.

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Foto: JLSIQUEIRA / ALMT

Para a vaga de Cláudio Ferreira entra Chico Guarnieri, representante da região do médio-norte. Tendo base política no município de Barra do Bugres, o parlamentar argumentou que vai trabalhar em parceria com o Governo do Estado.

“Estou num cargo relevante para o Estado de Mato Grosso e para a região do médio norte, onde precisa de infraestrutura. Acredito que vai fortalecer a nossa região estando junto com o Governo do Estado reivindicando melhorias para o médio norte”, citou ele.

Perfil dos três suplentes:

Adenilson Aparecido Firmino da Rocha (PSDB) – Tem 43 anos, nasceu em Colíder, mas se considera um sinopense de coração, chegando ao município com apenas 3 meses de idade. Filho caçula da dona Raimunda e seu Valdemar (in memória), Adenilson iniciou sua história de sucesso ainda na adolescência, e através de luta e determinação, venceu as dificuldades e tornou-se um grande empreendedor.

O início foi na extinta Guarda Mirim de Sinop, depois trabalhou como office-boy, empacotador, vendedor de picolé e aos 16 anos surgiu uma vaga de estagiário em uma loja informática.

A sua história começa sendo DJ, mesmo sem muita experiência na área. Em pouco tempo desempenhava as duas funções.

Com o sucesso no mercado de trabalho, Adenilson decidiu montar sua primeira empresa, o site de cobertura de eventos Top Sinop. Nesta época, conheceu Tatiana, se casou e tem dois filhos, Pedrinho e Miguel.

O parlamentar cursou Direito e atualmente, também é diretor da MultiWare Tecnologia que atende todo o mercado nacional.

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A vida pública surgiu através dos projetos sociais que o empresário desenvolve em diversos bairros de Sinop direcionados para a qualidade de vida da população, envolvendo educação, saúde, segurança, sustentabilidade, esporte, lazer, entre outras áreas.

Sheila Klener (PSDB) – A conselheira do Crea-MT é natural de Rondonópolis. A geóloga Sheila Klener é formada pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e é servidora pública lotada na Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SemaMT)

É também mestre em Geociências, e presidente da Associação dos Profissionais Geólogos do Estado de Mato Grosso (Agemat), vice-presidente da Federação Brasileira de Geólogos (Febrageo) e servidora pública da Sema há 17 anos. Filha de professora, cursou também o Magistério e atuou como professora universitária por 15 anos. MT.

Ocupa ainda a coordenadoria do Programa Mulher e Adjunta da Câmara de Geologia, Minas e Mecânica do Conselho, ambos do Crea-MT.

Chico Guarnieri (PTB) – Natural de Barra do Bugres, Francisco Guarnieri de Lima tem 47 anos é empresário do ramo de construção civil e atualmente está filiado ao PTB.

Foi vereador com 20 anos de idade e se tornou o mais jovem presidente da Câmara Municipal do país. Foi reeleito ficando dois mandatos como vereador. Em 2016 disputou a prefeitura de Barra do Bugres e perdeu a eleição.

Além de empresário da construção civil, Guarnieri é produtor rural, exportador de gado para a Turquia e outros países europeus.

Natural de Barra do Bugres, Francisco Guarnieri de Lima tem 47 anos é empresário do ramo de construção civil e atualmente está filiado ao PTB.

Fonte: ALMT – MT

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Leis aprovadas pela ALMT reforçam combate ao cigarro e alertam sobre riscos do vape à saúde

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O Dia Mundial sem Tabaco, lembrado em 31 de maio, reforça a importância da conscientização sobre os danos causados pelo cigarro convencional e pelos dispositivos eletrônicos para fumar, conhecidos como vapes, pods ou cigarros eletrônicos. Em Mato Grosso, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) possui legislações voltadas à proteção da saúde pública e ao combate ao tabagismo, além de promover ações de cuidado e prevenção por meio do QualiVida – Programa de Saúde e Qualidade de Vida da ALMT.

Entre as legislações em vigor está a Lei nº 9.256/2009, que proíbe o consumo de cigarros, charutos, cachimbos e outros produtos fumígenos em ambientes coletivos públicos e privados fechados no estado. A norma também determina a criação de ambientes livres de fumaça e prevê medidas de fiscalização e orientação.

Mais recentemente, a Assembleia aprovou a Lei nº 12.302/2023, de autoria da deputada estadual Sheila Klener (PSDB), que ampliou as restrições aos Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEFs), proibindo o uso de cigarros eletrônicos em ambientes coletivos. A legislação inclui produtos conhecidos como e-cigarettes, vapes e pods, utilizados como alternativa ao cigarro convencional ou apresentados como tratamento para o tabagismo.

Para o pneumologista João Paulo Jajah Nogueira, que atua no QualiVida da ALMT, além do tratamento, as políticas públicas e a informação de qualidade são fundamentais no combate ao tabagismo.

“As leis que restringem o uso do cigarro e dos dispositivos eletrônicos ajudam a proteger a população, reduzem a exposição passiva à fumaça e contribuem para evitar que o hábito de fumar seja normalizado entre adolescentes e jovens”, destacou.

O médico alerta que o tabagismo continua sendo uma das principais causas evitáveis de doenças e mortes no mundo.

“O cigarro contém milhares de substâncias tóxicas, muitas delas cancerígenas. A nicotina provoca dependência intensa, enquanto outras substâncias causam inflamações, lesões pulmonares e doenças cardiovasculares”, explicou.

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Segundo o especialista, entre as doenças mais associadas ao tabagismo estão câncer de pulmão, bronquite crônica, enfisema pulmonar, infarto, AVC e hipertensão arterial. Ele também destacou os prejuízos causados pelo tabagismo passivo.

“Pessoas que convivem diariamente com fumantes também adoecem. Crianças, idosos e gestantes estão entre os mais vulneráveis aos efeitos da fumaça”, afirmou.

O pneumologista chama atenção ainda para o crescimento do uso de cigarros eletrônicos entre adolescentes e jovens adultos. Apesar de muitas vezes serem divulgados como menos prejudiciais, os dispositivos eletrônicos apresentam riscos graves à saúde.

“Muitos jovens acreditam que estão inalando apenas vapor de água, mas esses dispositivos possuem nicotina, metais pesados e substâncias químicas capazes de causar inflamação pulmonar importante e dependência química”, alertou João Paulo.

Entre os principais problemas associados ao uso de vape estão tosse persistente, falta de ar, irritação das vias respiratórias, agravamento da asma, bronquite e até lesões pulmonares graves, conhecidas internacionalmente como EVALI (Lesão Pulmonar Associada ao Uso de Cigarro Eletrônico ou Vape).

Na prática clínica, segundo o médico, também é comum o chamado “uso dual”, quando a pessoa utiliza simultaneamente o cigarro convencional e o eletrônico, aumentando ainda mais os danos à saúde.

João Paulo ressalta que não existe forma segura de fumar e destaca que parar de fumar é uma das decisões mais importantes para a qualidade de vida e prevenção de doenças.

“O tratamento da dependência da nicotina muitas vezes exige acompanhamento médico e psicológico. O mais importante é buscar ajuda e entender que recaídas podem acontecer durante o processo”, orientou.

A experiência de quem conseguiu abandonar o vício reforça os benefícios dessa decisão. O técnico em mecânica industrial e refrigeração comercial, Roberto Tsuzuki Müller, de 55 anos, fumou dos 18 aos 48 anos e está há sete anos sem fumar. Ele conta que a decisão de abandonar o cigarro foi motivada por uma série de acontecimentos familiares e pela percepção dos impactos do tabagismo em sua rotina.

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“Uma sequência de mortes e casos de câncer entre familiares me fez refletir. Minha esposa também fumava e parou após perder o pai para a doença. Eu comecei a me sentir mal por causa do cheiro do cigarro e percebi que precisava mudar. Usei adesivos de nicotina, mas, acima de tudo, é preciso ter decisão. Para largar o cigarro, a pessoa precisa realmente querer. Precisa ser de opinião”, relatou.

Embora praticasse atividades físicas regularmente, como ciclismo e downhill, Roberto conta que não sentia falta de ar nem limitações que o levassem a pensar em abandonar o cigarro. Com o passar do tempo, porém, outros efeitos do tabagismo passaram a incomodá-lo cada vez mais, como o cheiro impregnado nas roupas e a perda do prazer de sentir o sabor dos alimentos.

“O que mais senti quando parei foi o prazer de comer e perceber melhor o sabor dos alimentos. Também me senti mais limpo. O cigarro deixa a pessoa com mau hálito, dentes amarelados e uma sensação constante de sujeira. Além disso, existe o gasto financeiro, que acaba pesando com o tempo”, destacou.

Embora não tenha precisado de acompanhamento psicológico para abandonar o vício, ele considera o suporte profissional importante para muitas pessoas que enfrentam dificuldades durante o processo.

“Eu não precisei de ajuda psicológica, mas considero fundamental para quem está tentando parar. Cada pessoa tem uma experiência diferente e todo apoio pode fazer a diferença”, afirmou.

A mensagem que Roberto deixa para quem ainda fuma ou utiliza dispositivos eletrônicos é direta: “Pare antes que seja tarde. O cigarro convencional, assim como o cigarro eletrônico, é desnecessário e traz graves riscos à saúde”.

Fonte: ALMT – MT

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