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Comissão de Saúde, realiza quatro audiências públicas nessa semana

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Com a agenda da semana programada para diversas ações parlamentares, além de sessões ordinárias em Plenário e das reuniões das comissões permanentes, a Assembleia Legislativa, por meio da Comissão de Saúde, realiza quatro audiências públicas no interior de Mato Grosso. Confira abaixo a agenda da semana.

Segunda-feira (14)

A Assembleia Legislativa realiza, às 14 horas, reunião ordinária remota e presencial da Comissão Setorial Temática dos Pacientes Oncológicos. A CST sugerida pelo deputado Lúdio Cabral (PT) será realizada na sala 201, Deputado Oscar Soares. 

Nesse mesmo horário, às 14 horas, o deputado Gilberto Cattani (PL) realiza a reunião ordinária – remota e presencial – da Frente Parlamentar da Segurança Pessoal. A reunião será na sala 202, Deputada Sarita Baracat. 

Já às 16 horas, o deputado Gilberto Cattani preside a reunião da Frente Parlamentar de Apoio ao Produtor de Leite. Essa reunião está marcada para a sala 202, Deputada Sarita Baracat.

Terça-feira (15)

No início da manhã, às 8 horas, os integrantes da Comissão de Saúde, Previdências e Assistência Social voltam a se reunir para a deliberação de proposições sob a sua competência. Ela está marcada a sala 202, Deputada Sarita Baracat. 

Em seguida, às 10 horas, a Comissão de Saúde debate em audiência pública as doenças socialmente determinadas: hanseníase, tuberculose, malária e IST/HIV/AIDS. O debate será na sala 202, Sarita Baracat. 

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Às 10 horas, a reunião extraordinária é com os integrantes da Comissão de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Recursos Minerais. Ela está marcada para a sala 201, Deputado Oscar Soares. 

Já os integrantes da Comissão de Infraestrutura Urbana e de Transporte realizam reunião às 14 horas, na sala 201, Deputado Oscar Soares.

Na sala 202, Deputada Sarita Baracat, a reunião é com os integrantes da da Comissão de Constituição Justiça e Redação – CCJR. Ela está marcada para as 14h30. 

Às 16 horas, os deputados que integram a Comissão de Segurança Pública e Comunitária e a Comissão de Relações Internacionais realizam reuniões híbridas (presenciais e remotas), na sala 201, Deputado Oscar Soares e na sala 202, Deputada Sarita Baracat.  

Quarta-feira (16)

A agenda é para a realização de duas sessões ordinárias. A 1ª acontece às 10 horas e a 2ª às 15 horas. Ambas acontecem no Plenário das Deliberações Deputado Renê Barbour.

Quinta-feira (17)

A Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social realiza, no município de Sorriso, audiência pública para debater a assistência hospitalar na região. O evento está marcado para iniciar às 9 horas, na Câmara Municipal.  

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Já à tarde, às 16 horas, a Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social realiza, no município de Sinop, audiência pública para debater a assistência hospitalar na região do Teles Pires. O evento está marcado para iniciar às 16 horas. 

O deputado Fabio Tardin (PSB) realiza sessão especial para entrega de honrarias e moções. O evento será no Plenário das Deliberações Deputado Renê Barbour às 19 horas. 

No auditório Milton Figueiredo da Assembleia Legislativa, o deputado Diego Guimarães (Republicanos) realiza sessão especial para a outorga de moções aos integrantes da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas – FCDL e Câmara de Dirigentes Lojista – CDL do Estado de Mato Grosso. 

Sexta-feira (18) 

Às 8 horas, na Câmara Municipal de Colíder, a Comissão de Saúde realiza audiência pública para debater a assistência hospitalar da Região Norte.

Já às 18 horas, os integrantes da Comissão de Saúde realizam audiência pública, no município de Alta Floresta, para debater a assistência hospitalar da Região do Alto Tapajós.

Vale lembrar que a agenda da semana pode sofrer alterações de acordo com o interesse parlamentar e da Mesa Diretora.   

Fonte: ALMT – MT

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CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso

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A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.

O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.

A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.

Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.

Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.

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A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.

Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.

Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.

A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.

Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.

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Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.

A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.

Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.

A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.

Fonte: ALMT – MT

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