A Rádio Assembleia terá novo estúdio, no modelo aquário, com parede de vidro. A novidade será apresentada durante evento de inauguração das instalações nesta quinta-feira (31), às 9h, na sede da emissora, localizada no piso térreo do Parlamento.
“A rádio recebeu mudanças importantes que trazem modernidade e mais qualidade para todo trabalho já desenvolvido, além de propiciar a ampliação da programação”, afirmou a superintendente da Rádio Assembleia, Tatiana Medeiros. “Todo espaço foi planejado, visando melhorar a qualidade de som, tecnologia de sistemas e também primando pelo aspecto visual, uma vez que teremos um estúdio que vai permitir essa interação com o público”, detalhou.
A superintendente explicou que o “estúdio transparente” é a grande novidade e acompanha a premissa da ALMT de oferecer à sociedade um serviço público eficiente, de qualidade, com transparência e aberto à participação. “Todo cidadão que visita o Parlamento agora pode ver os bastidores de um dos estúdios da rádio, conhecer melhor a estrutura e interagir com os convidados e apresentadores”, destacou.
Além da reinauguração da sede da Rádio Assembleia, o evento também marca a inauguração do Estúdio Plenário, espaço destinado à transmissão ao vivo das sessões plenárias pela rádio, e da sala de imprensa do Salão Negro, para uso dos comunicadores externos.
A deputada estadual em exercício, Eliane Xunakalo (PT), acompanhada por um grupo de mulheres, entregou oficialmente à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o relatório final da Câmara Setorial Temática sobre Feminicídio em Mato Grosso.
O documento, elaborado pelo grupo de trabalho liderado por Edna Sampaio, deputada em exercício na ocasião, identifica os gargalos na proteção da vida das mulheres e oferece, aos governos federal, estadual e municipais, um mapa de problemas e possíveis soluções institucionais para mudar a realidade imposta às mulheres. Mato Grosso tem liderado, proporcionalmente, o ranking nacional de feminicídios nos últimos anos.
“Espero que as recomendações apresentadas neste relatório sejam acolhidas pelos nobres deputados, porque os senhores também vieram de uma mulher. Têm filhas, sobrinhas e, com certeza, mães, tias e avós. Por isso, esperamos que nos ouçam, porque esta não é uma questão partidária, mas uma causa pela preservação da vida”, afirmou, acrescentando “também as mulheres indígenas, infelizmente, têm sofrido feminicídio e violências, que violam nosso corpo e nossa alma”, afirmou.
Eliane Xunakalo afirmou que todos os dias há relatos, nos noticiários, de mulheres sendo mortas, estupradas e sofrendo violências. “Mas, infelizmente, não temos visto nenhum tipo de ação concreta. Precisamos de mais delegacias, que a Politec funcione onde é necessária, além, claro, de recursos, investimentos e políticas públicas, para fortalecer os aparelhos estatais de combate à violência”, defendeu.
Foto: MARCOS LOPES/ALMT
A deputada alertou para existência de onda de lista de mulheres estupráveis nas universidades. “Acredito que, para mitigar essa situação, é preciso uma educação, voltada para esse tema, nas escolas e nos lares. Além disso, o que acontece com as mulheres, com os indígenas e com os negros não deve ser tratado como mimimi. Estamos morrendo todos os dias e não vemos nenhuma ação efetiva para pôr fim a esta situação, que inclui, inclusive, lista de pessoas que podem ser molestadas, como fosse normal”, lamentou. “Por isso, precisamos tomar atitudes contra esta lista de mulheres estupráveis” concluiu a parlamentar.
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