MATO GROSSO

Linhas de crédito do Governo de MT para turismo são apresentadas a mais de 80 representantes de municípios

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Mais de 80 secretários e agentes municipais de Turismo em Mato Grosso participaram, nesta sexta-feira (15.09), do encontro que discutiu ações de fomento do Governo do Estado em prol das cidades com potencial turístico. O evento realizado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT), aconteceu no auditório do Hotel Paiaguás, em Cuiabá.

No encontro, o secretário adjunto de Turismo, Felipe Wellaton, e o diretor da Agência de Fomento Desenvolve -MT, Hélio Tito, apresentaram as linhas de crédito voltadas aos empreendedores que podem ampliar o atendimento e a prestação de serviços aos turistas.

“Para o turismo, a Agência da Desenvolve- MT oferece uma diversidade para quem quer empreender no setor. São oportunidades divididas em modalidades de financiamento para projetos de melhorias de obras civil, pousadas, transporte de turistas, hotéis, por exemplo. Ofertas que estão entre as melhores do mercado com taxas de juros entre 1% e 2% ao mês”, afirmou.

Micro e pequenos empresários, que atuam no trade turístico e estão registrados no Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur), do Ministério do Turismo, podem solicitar o crédito por meio da Desenvolve MT.

A linha de crédito Desenvolve Turismo possui quatro modalidades para investimentos ofertadas aos empreendedores, e podem ser aplicadas em projetos de obra civil, capital de giro, aquisição de máquinas, equipamentos e veículos utilitários. Os valores a serem financiados variam de R$ 300 mil a R$ 1 milhão de acordo com análise do crédito. Para o Microempreendedor Individual (MEI) o valor é de até R$ 20 mil.
Cachoeira Salto Utiariti em Campo Novo Dos Parecis/ Foto: Mayke Toscano/Secom-MT

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De acordo com o Ministério do Turismo, Mato Grosso têm 15 regiões turísticas e cerca de 70 municípios que apresentam potencial turístico no estado.

Além desse auxílio, o secretário da Sedec- MT, César Miranda, destacou aos gestores municipais que o governo estadual tem destinado recursos para obras em infraestrutura nos principais destinos e na construção de pontos turísticos e que também está abrindo oportunidade para quem quer empreender no setor.

“O Governo do estado vem atuando com apoio aos empreendedores do setor, com a oferta de linhas de crédito da Agência Desenvolve MT, capacitações profissionais, consultorias e investindo em praticidade no processo e atendimento de abertura de novos negócios, isso tudo incentiva o empreendedorismo também no setor turístico. Esse diálogo com os municípios é muito importante, porque estamos tocando obras para fomentar o turismo, então ouvir os gestores, trocar experiências para que possamos juntos possamos trabalhar para atrair mais turistas e divulgar ainda mais as nossas potencialidades turísticas”, afirmou César.

O secretário municipal de turismo de Poconé, Manoel Salvador, contou que as obras na Transpantaneira já vêm impactando positivamente o turismo na região.

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“Essas obras do Governo do Estado na Transpantaneira como a substituição das pontes de madeira pelas pontes de concreto este ano já impulsionou o movimento turístico no nosso Pantanal. Não tem como não agradecer esse olhar da gestão para o nosso turismo em Poconé. São 140 km de estrada de chão e essas obras vão atrair turistas e animar o setor a investir”, destacou o secretário.

Investimentos

Os municípios de Santo Antônio de Leverger, Barão de Melgaço, Luciara, São Félix do Araguaia, Cáceres, Jaciara, Chapada dos Guimarães, Barra do Bugres e Porto Estrela já estão recebendo recursos para a construção e revitalização de pontos turísticos e obras de melhorias no acesso. As obras buscam potencializar o turismo regional, e ainda abrem espaço para atividades de lazer.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Café garante renda e recomeço para família de Castanheira

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O café é considerado a segunda bebida mais consumida no mundo, atrás apenas da água, e, em Mato Grosso, a produção tem se consolidado como uma importante alternativa de renda para agricultores familiares. Com variedades já validadas para os solos das regiões Norte e Noroeste, onde se concentram os maiores produtores, o cenário é promissor. O avanço é resultado de investimentos do Governo do Estado com R$ 3,1 milhões em equipamento, máquinas, veículos e insumos, também investe em pesquisa por meio da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer).

O fortalecimento da cadeia produtiva também abre perspectivas para a expansão da cafeicultura em outras regiões do estado, como o Araguaia, que apresenta potencial para o desenvolvimento da atividade.

Para a secretária Andreia Fujioka, o avanço da cafeicultura no estado reflete uma estratégia de desenvolvimento rural baseada na valorização da produção familiar e na incorporação de conhecimento técnico ao campo. Segundo ele, quando o produtor tem acesso a estrutura, pesquisa, assistência e tecnologia, o resultado vai além do aumento de produção, alcançando estabilidade econômica e permanência das famílias no meio rural.

“O fortalecimento da cafeicultura em Mato Grosso mostra que, é possível gerar renda, oportunidades e garantir dignidade para as famílias no campo”, destacou.

No município de Castanheira, o pequeno produtor Osvaldo Roberto Gomes e sua esposa, Zeni Pereira Gomes, são exemplo de superação e transformação no campo. Há cinco anos, o casal decidiu migrar de outra cadeia de produção alimentar para investir no cultivo de café, motivado pela orientação técnica da Empaer.

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A mudança exigiu adaptação. No início, as dificuldades com o novo sistema de plantio foram um desafio. Com o tempo, porém, o aprendizado e o acompanhamento técnico deram resultado. Hoje, a propriedade conta com mais de oito mil pés de café, conduzidos com manejo adequado e foco na qualidade.

“Comercializamos nossa produção na feira de Juína. Optar pelo café foi uma boa alternativa de renda. Aqui, podemos contar com a assistência técnica da Empaer e com a Seaf. No começo, tivemos um pouco de dificuldade, porque o sistema de plantio é diferente, mas depois pegamos o jeito. Aqui sou eu e minha esposa, com mais de oito mil pés de café”, contou Osvaldo.

A produção, inicialmente modesta, começou de forma artesanal. Zeni relembra que, na primeira colheita, o casal optou por torrar o próprio café e vender diretamente ao consumidor.

“Na primeira colheita, não vendemos para terceiros; nós mesmos torramos. Comecei a ir à feira vendendo para uma ou outra pessoa em Juína; todo mundo conhece a gente lá. Se não fosse o café, a gente não estaria mais aqui, porque atravessamos uma época difícil”, contou.

O trabalho de pesquisa e assistência técnica foi fundamental para consolidar o sucesso da produção. A engenheira agrônoma e pesquisadora da Empaer, dra. Danielle Muller, destacou que o caso da família representa a essência da agricultura familiar.

“Nós vimos que o seu Osvaldo e a esposa representam a agricultura familiar raiz: plantam, colhem, beneficiam e levam o café para vender na feira. Durante cinco anos, nos dedicamos a pesquisar as variedades de clones de robusta amazônico para identificar quais são ideais para o solo mato-grossense. Hoje, temos materiais validados para as nossas condições, o que fortalece ainda mais a atividade no estado”, explica.

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Segundo a pesquisadora, a lavoura do produtor é um exemplo de boa condução técnica, com sistema de irrigação implantado, espaçamento adequado e uso de clones produtivos e com qualidade de bebida.

“O café do seu Osvaldo está bem conduzido. Ele já utiliza clones como o 25 e o 03, que apresentam boa produtividade e qualidade. Esse é o caminho para consolidar a cafeicultura no estado”, completa.

Equipe de pesquisadores da Empaer-MT.

Para o extensionista rural da Empaer, Thiago Evandro Marim, que acompanha a propriedade há anos, o café representa mais do que uma alternativa econômica. “O café, para mim, representa muito mais do que esperança: representa realidade. Esse casal é um exemplo claro disso. Eles migraram de outra cadeia e hoje têm 100% da renda proveniente do café. É uma cultura viável para a agricultura familiar, com alta produtividade, que exige pouca área e tem grande potencial de crescimento. Além disso, contribui para manter as famílias no campo, evitando a evasão para a cidade”, afirma.

Entre desafios e conquistas, Osvaldo e Zeni encontraram no café não apenas uma fonte de renda, mas um novo projeto de vida. Mais do que esperança, a cafeicultura se tornou realidade e abriu novas perspectivas para o futuro da família, um retrato fiel do potencial que cresce no campo mato-grossense.

Fonte: Governo MT – MT

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