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Médico veterinário é denunciado por homicídio triplamente qualificado

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso, por meio da Promotoria de Justiça de Cotriguaçu (a 950km de Cuiabá), denunciou o médico veterinário Anderson Francisco de Magalhães por homicídio qualificado e posse ilegal de arma de fogo, nesta quarta-feira (20). Segundo o promotor de Justiça substituto Cristiano de Miguel Felipini, o denunciado matou a esposa Ana Paula dos Santos Pereira Magalhães, em setembro deste ano, na frente da filha do casal de cinco anos de idade. 

De acordo com o MPMT, o crime foi cometido por motivo torpe (ciúme), mediante recurso que tornou impossível a defesa da vítima (disparo de arma de fogo na lateral esquerda da cabeça a curta distância, enquanto utilizava o banheiro), e por razões da condição de sexo feminino (feminicídio). 

Conforme apurado durante as investigações, a vítima vivia em situação de violência doméstica e familiar. No dia do crime, pela manhã, ela recebeu ofensas do marido. No meio da tarde, em posse de um revólver calibre 38, Anderson atirou em Ana Paula. Ele possuía a arma de fogo há cinco anos, de forma ilegal. O denunciado chegou a fugir, mas foi preso.

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Foto: PJC-MT
 

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Ministério Público MT

Réu que tentou matar ex diante das filhas é condenado a 23 anos

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O Tribunal do Júri de Várzea Grande condenou, na última quinta-feira (7), Alessandro Ivo de Moraes a 23 anos e 4 meses de reclusão por tentativa de feminicídio contra sua ex-companheira.
O crime ocorreu em 25 de maio de 2025, na residência da vítima, na presença das cinco filhas do casal, todas menores de idade. Segundo as investigações, inconformado com o término do relacionamento, o réu invadiu o imóvel, utilizou uma faca e atacou a vítima. A filha mais velha, então com 17 anos, tentou proteger a mãe e também foi ferida.

O Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese apresentada pelo Ministério Público. O réu permanecerá preso, e o juiz presidente, Pierro Mendes, determinou o início imediato do cumprimento da pena.
O promotor de Justiça que atuou no Tribunal do Júri, César Danilo Novais, ressaltou que a decisão reafirma o compromisso institucional no enfrentamento à violência contra a mulher e na proteção à vida. Segundo ele, o julgamento também representa um marco para a comarca, sendo a primeira condenação com base na Lei nº 14.994/2024, que tipificou o feminicídio como crime autônomo no Código Penal.
“A sociedade não aceita o inaceitável. A vida é inviolável. Todas as vidas importam. As vidas das mulheres também. Chega de violência sanguinária.”
Segundo o promotor, o julgamento representa um marco para a comarca, sendo a primeira condenação com base na Lei nº 14.994/2024, que tipificou o feminicídio como crime autônomo no Código Penal

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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