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Associação que vai inaugurar salão especializado em beleza afro em Cuiabá tem juíza como voluntária

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Neste sábado (28), às 19h, o ‘Mizizi Espaço Afro’, empreendimento que valoriza a beleza afrodescendente, será inaugurado e a população da região do bairro Osmar Cabral poderá ter acesso a um local que possui expertise em oferecer cuidados para cabelos crespos e cacheados.
 
“Nós queremos que este espaço seja o primeiro de muitos outros que serão futuramente inaugurados. Nosso projeto é fazer com que essa franquia social se espalhe em outras comunidades e ajude na redução das desigualdades, por meio da qualificação, fomento ao empreendedorismo, geração de renda e fomento do protagonismo das mulheres da comunidade como força motriz do desenvolvimento econômico, social, cultural e político”, explicou a juiza Maria Rosi.
 
Além de atuar como magistrada na capital, a juíza Maria Rosi Borba, também dedica o seu tempo às obras sociais e ao voluntariado. Há mais de 20 anos, a atual titular do Juizado Especial Criminal de Cuiabá está engajada em auxiliar na transformação da realidade de pessoas em situação de vulnerabilidade social em comunidades periféricas.
 
Recentemente, Maria Rosi ingressou na Associação de Responsabilidade Social (Ares) como voluntária e seu trabalho já tem rendido frutos positivos para a sociedade. Através do esforço e articulação de vários voluntários, moradores do bairro Osmar Cabral participaram de cursos profissionalizantes e agora terão a oportunidade de trabalhar em um salão especializado em beleza afro-brasileira.
 
Os profissionais que vão atuar no centro de beleza participaram de cursos promovidos pela instituição parceira Seara de Luz e fizeram “estágio” em dois salões renomados da capital para aperfeiçoar as técnicas de corte e cuidado com os cabelos crespos e cacheados.
 
Ares – É uma associação sem fins lucrativos e tem como objetivos gerais lutar pela redução das desigualdades sociais, inclusão de pessoas pretas em situação de vulnerabilidade, promoção da equidade de gênero, remuneração justa, trabalho digno e saudável, além de outros.
 
Serviço
Inauguração do Mizizi Espaço Afro
Horário: 19h
Local: Galeria JS. Avenida Dois, quadra 19, nº 444, bairro Osmar Cabral, Cuiabá.
 
Laura Meireles (Com informações da assessoria)
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Mulheres da Cadeia Pública Feminina de Cáceres transformam vivências em versos

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Vista de cima, uma mulher de blusa rosa escreve em um caderno de capa vermelha. Na mesa de vidro, há folhas impressas e os livros “Aqui, escrever não é tarefa, é respiro, é desabafo que sangra em palavras.” Os versos são de uma mulher privada de liberdade na Cadeia Pública Feminina de Cáceres e foram apresentados nesta quarta-feira (3) durante a capacitação virtual Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena, promovida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT).

A professora Eliene Rocha Pereira apresentou as boas práticas do projeto “Remição pela Leitura: eu, leitora de mundo dentro dos muros”, desenvolvido junto com a professora Aline Aparecida Rocha. A iniciativa transforma os relatos de vida das detentas em poesia e, segundo Eliene, surpreendeu até as próprias participantes. “Esse trabalho mostrou que as meninas têm potencial para fazer as coisas. Quando eu mostrei o resultado para elas, foi uma satisfação muito grande ver que gostaram”, contou a professora durante a apresentação.

Inspiração e metodologia

O projeto nasceu inspirado na escritora Carolina Maria de Jesus, autora de Quarto de Despejo, que registrou em palavras a dureza de sua vida na favela. As detentas se identificaram com a trajetória da escritora a ponto de manifestarem interesse em ler o livro, desejo que ainda não foi possível atender.

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O trabalho seguiu cinco etapas: apresentação do projeto e diálogo sobre a importância da escrita; leitura e reflexão sobre as obras de Carolina Maria de Jesus; produção de relatos sobre experiências de vida dentro e fora da prisão; transformação dos relatos em poesias com o apoio de inteligência artificial; e socialização dos poemas em eventos e murais pedagógicos.

Eliene explicou que organizou e corrigiu os textos produzidos pelas participantes, preservando os pensamentos e a voz de cada uma. “Eu dei uma organizada no texto, porque elas erravam muitas palavras, mas os pensamentos e a história delas foram mantidos”, disse.

A voz que não se cala

Um dos poemas apresentados, de autora identificada como E. S. Freitas, retrata com força a convivência no sistema prisional, a desconfiança, a solidão, as hierarquias invisíveis e, ao mesmo tempo, a resistência e o aprendizado. Em seus versos, a autora escreve sobre conhecer sotaques e culturas de diferentes estados, sobre não abaixar a cabeça e não perder a humanidade: “Essa é minha voz ecoando entre muros que tentam calar, mas não consegue.”

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Para Eliene, o significado do projeto vai além da escrita. “Esse projeto quer mostrar que mesmo dentro dos muros da prisão existem histórias importantes que precisam ser contadas e ouvidas”, afirmou.

Sobre a capacitação

A capacitação Práticas de Leitura no Sistema Prisional e Remição da Pena é uma realização conjunta do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF/TJMT), da Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos (Coeja/Seduc-MT) e do Núcleo de Educação no Sistema Penitenciário (NESP/Sejus-MT). A coordenação está a cargo do juiz auxiliar do GMF, Pierro de Faria Mendes.

O evento tem como objetivo capacitar professores, pedagogos e outros profissionais para a implementação de práticas de leitura no sistema prisional, em alinhamento com o Plano Nacional de Fomento à Leitura no Sistema Prisional e com a Resolução CNJ nº 391/2021.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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