AGRONEGÓCIO

Mercado do boi gordo tem tendência de alta na próxima semana

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Os preços no mercado físico do boi gordo mostraram um retorno acima da média nesta sexta-feira (17.11), sugerindo uma tendência de alta nas cotações a curto prazo.

Com escalas de abate reduzidas e uma demanda robusta tanto no mercado interno, em meio ao pico do consumo, quanto nas exportações, com um volume significativo de envio de carne bovina para o exterior, espera-se uma valorização nos preços a curto prazo.

O dia registrou um volume considerável de negociações, muitas das quais foram fechadas acima da média de referência. Confira os preços da arroba do boi gordo em diferentes regiões do Brasil:

  • São Paulo (SP): R$ 240
  • Goiânia (GO): R$ 237
  • Uberaba (MG): R$ 235
  • Dourados (MS): R$ 231
  • Cuiabá (MT): R$ 206

No mercado atacadista, os preços da carne bovina se mantiveram firmes ao longo da semana, e a perspectiva é de aumento nas cotações na próxima semana.

Com a continuidade do auge do consumo no mercado interno, influenciado pelo recebimento do 13º salário, bônus adicionais, a criação de empregos temporários e festividades, a demanda se mantém alta, especialmente para cortes de maior valor agregado, como os cortes do quarto traseiro, que permanecem cotados em R$ 19,10 por quilo. Enquanto isso, o quarto dianteiro se mantém estável em R$ 12,90 por quilo e a ponta de agulha continua precificada a R$ 13 por quilo.

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Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Alta dos insumos e eventos climáticos ampliam pressão sobre o agronegócio

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O avanço dos custos de produção e a maior frequência de eventos climáticos extremos estão entre os principais desafios enfrentados pelo agronegócio mineiro em 2026. A avaliação é de que o setor convive simultaneamente com os reflexos das tensões geopolíticas internacionais, que afetam o mercado global de insumos, e com fenômenos climáticos cada vez mais imprevisíveis, capazes de comprometer a produtividade no campo.

Segundo dados apresentados durante evento realizado em Belo Horizonte, os custos dos insumos agrícolas acumularam alta de cerca de 70% desde 2019. O aumento atinge diretamente a rentabilidade dos produtores rurais e acaba repercutindo ao longo da cadeia, influenciando os preços dos alimentos que chegam ao consumidor.

A pressão sobre os custos ocorre em um contexto de forte dependência de fertilizantes e outros insumos importados. Conflitos internacionais, restrições comerciais e oscilações nos mercados globais têm provocado instabilidade nos preços e aumentado a preocupação de produtores e entidades do setor.

Diante desse cenário, uma das apostas para reduzir a vulnerabilidade das propriedades rurais tem sido a ampliação do uso de bioinsumos e o desenvolvimento de tecnologias adaptadas às condições brasileiras. A estratégia busca diminuir a dependência de produtos importados e aumentar a eficiência produtiva das lavouras.

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O incentivo ao uso de variedades mais resistentes também integra esse movimento. A expectativa é que cultivares com maior tolerância a estresses climáticos e menor exigência de determinados insumos possam contribuir para reduzir custos e ampliar a resiliência das atividades agrícolas.

Minas Gerais ocupa posição de destaque na agropecuária nacional, com forte participação em cadeias como café, leite, batata, citros e diversas outras culturas. Essa diversidade produtiva ajuda a distribuir riscos e fortalece a participação do agronegócio na economia estadual.

Nos últimos anos, o setor registrou crescimento das exportações e ampliou sua contribuição para a geração de renda e empregos. Ainda assim, produtores continuam enfrentando desafios relacionados ao acesso ao crédito, à incorporação de novas tecnologias e à gestão das propriedades diante de um ambiente de negócios cada vez mais complexo.

Entre as preocupações mais imediatas está a influência do clima sobre as lavouras. Em regiões produtoras de café, episódios recentes de chuva de granizo têm gerado apreensão entre agricultores devido ao potencial de danos às plantações. Além das perdas diretas, eventos desse tipo aumentam a incerteza sobre a produção e podem afetar a qualidade dos grãos.

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A combinação entre custos elevados e instabilidade climática reforça a necessidade de investimentos em inovação, pesquisa e gestão de risco. Para especialistas do setor, a capacidade de adaptação será cada vez mais determinante para manter a competitividade da agropecuária brasileira nos próximos anos.

Mesmo diante das dificuldades, o agronegócio segue como um dos principais motores da economia mineira. A expectativa é que o avanço de tecnologias, a adoção de práticas sustentáveis e a busca por maior eficiência produtiva permitam ao setor enfrentar um cenário marcado por desafios globais e mudanças cada vez mais rápidas no ambiente de produção.

Fonte: Pensar Agro

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