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Cerimônia homenageia história e legado da desembargadora Maria Erotides Kneip no sistema de justiça

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Foto horizontal em plano aberto que mostra o auditório do TJMT lotado de pessoas de pé, aplaudindo a desembargadora Maria Erotides Kneip, que está à frente, sorrindo, com as mãos sobre o peito.Na manhã de segunda-feira (1º), o auditório do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) ficou repleto de autoridades do sistema de justiça e da política mato-grossense, magistrados, servidores, familiares e amigos da desembargadora Maria Erotides Kneip. Todas elas, pessoas gratas pelos seus 41 anos de dedicação à magistratura. Na próxima quinta-feira (4), a magistrada completará 75 anos de idade e se aposentará nesta terça-feira (2).

Abrindo as homenagens, o padre Divair Bento Vieira, da Paróquia Santa Edwiges, de Várzea Grande, declarou a bênção sobre todos os que permanecem no Judiciário e ressaltou a fé de Maria Erotides. “Ela sempre se pautou nos ensinamentos de Jesus, que sempre lutou pelo direito e pela justiça”, disse o religioso, que, em tom descontraído, afirmou que os padres de Várzea Grande e Cuiabá estão imensamente alegres “porque ela vai ter mais tempo agora para a igreja e, com certeza vai contribuir muito ainda”.

Foto horizontal que mostra Lucilo Macedo, filho da desembargadora Maria Erotides, falando ao microfone, no púlpito, com semblante emocionado. Ele é um homem branco, alto, de cabelo castanho, usando camisa branca, gravata preta e terno cinza.Representando a família de Maria Erotides, o filho Lucilo de Freitas Macedo Filho testemunhou que os 41 anos de magistratura da mãe foram marcados pela sabedoria, coragem e compromisso inabalável com a Justiça. “Mãe, a cada sentença, a cada decisão, você não julgou apenas processos, você transformou vidas com serenidade em dias difíceis e firmeza nos momentos decisivos. Você honrou a sua toga e inspirou gerações”, disse.

O presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira, que também tem 41 anos de magistratura, manifestou o Foto horizontal que mostra o presidente do TJMT, José Zuquim Nogueira, falando ao microfone, no púlpito do auditório. Ele é um senhor branco, de cabelos e barbas brancos, olhos azuis, usando terno cinza. Atrás dele, há um enorme arranjo de flores brancas com folhagens.orgulho que sente em compartilhar a jornada ao lado de Maria Erotides. “Você está levando uma toga limpa e pura, dada à sua dedicação à magistratura, dado ao seu compromisso com a sociedade. Exercer poder não é decidir processo. Exercer poder é usar da função jurisdicional para a melhoria da qualidade de vida do cidadão, fazendo garantir os seus direitos, protegendo-o no que se faz necessário. Você fez isso com maestria. Você representa um ícone no sistema judicial mato-grossense, quiçá brasileiro. Só me cabe dizer de bom tom e claramente: todos os integrantes do Poder Judiciário de Mato Grosso rendem homenagem neste momento e reconhecem você como um ícone, e também dizer que você vai nos fazer falta”.

Foto horizontal que mostra as desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho e Maria Erotides Kneip abraçadas de lado, sorrindo para a foto e mostrando um buquê de flores.A vice-presidente do TJMT, desembargadora Nilza Maria Pôssas de Carvalho, organizadora da cerimônia de homenagem, destacou o pioneirismo da amiga. “Relembrar sua trajetória profissional é rememorar uma história de profundo comprometimento, devoção ao trabalho, pioneirismo daquela que foi a terceira mulher empossada como magistrada no Poder Judiciário mato-grossense. A combinação de sua firmeza e sensibilidade é referência a todos os magistrados, principalmente às juízas de Mato Grosso. Eu sempre me espelhei na pessoa dela”, revelou.

O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini destacou que a atuação da desembargadora Maria Erotides Kneip sempre foi acima da média, saindo dos gabinetes e participando ativamente, de todas as formas possíveis, para promover políticas públicas em defesa das mulheres. “A senhora, desde o primeiro dia que conversamos, desde antes de eu ser prefeito, eu tenho observado e acompanhado seu trabalho e visto os resultados que a senhora faz”, disse.

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A defensora pública-geral do Estado, Luziane Castro afirmou que, assim como Maria Erotides, o mês de junho já começa de forma especial, ao enaltecer sua trajetória e seu legado. “Falar da senhora não é falar apenas de uma pessoa que ocupou cargos relevantes no Judiciário, é falar de alguém que imprimiu presença, inteligência, coragem e, principalmente, humanidade em cada espaço por onde passou”, enfatizou. Luziane Castro pontuou ainda que a magistrada abriu caminhos e ajudou a fazer do Judiciário um lugar mais atento à vida real, transformando a vida das pessoas. “Não era só a busca do Direito, era a busca da Justiça. E nessa Justiça, você transformava a vida das pessoas”, asseverou.

Foto horizontal que mostra a presidente da OAB Mato Grosso, Gisela Cardoso, falando ao microfone, no púlpito. Ela é uma mulher branca, de longos cabelos castanhos e lisos, usando blusa branca e blazer preto.A presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), Gisela Alves Cardoso disse ser gratificante poder participar da homenagem ao histórico de Maria Erotides na magistratura. “Vossa excelência deixa o seu nome escrito no livro do sistema de justiça mato-grossense com letras de ouro! Vossa excelência encerra um capítulo hoje deixando uma trajetória marcada por competência técnica, por honestidade, por ética, enquanto magistrada. Mas vai além disso, a senhora levará sempre a marca de alguém que tem uma pauta a defender: a defesa dos direitos das mulheres”, ressaltou.

Em seu discurso, o procurador de Justiça Paulo Prado fez uma reflexão sobre o tempo e como a idade não representa limites às grandes responsabilidades e experiências da vida. “A senhora traz o acúmulo da juventude, da experiência, dos anos em julgamentos para continuar caminhando. Já pensou chegar num momento como este com saúde, com o seu melhor momento intelectual, com toda a sua energia, com toda a sua bagagem para olhar o próximo e continuar defendendo as crianças, continuar defendendo as mulheres, estar presente na sua igreja, estar presente com sua família, com seus netos, com essas pessoas que estão aqui e que não vieram por causa da autoridade, vieram por causa da mulher, da mãe, da pessoa e ser humano que a senhora é?”, enalteceu.

Foto horizontal que mostra a desembargadora Maria Erotides ladeada pelo presidente e pela vice-presidente do TJMT, exibindo uma placa de acrílico com sua foto e a imagem de uma rosa. Eles estão no auditório do TJMT. Durante a manhã de celebração de sua vida, carreira e legado, a desembargadora Maria Erotides Kneip também foi presenteada com uma placa, entregue pelo presidente e pela vice-presidente do TJMT. A emoção ficou mais forte com um poema que faz uma ode à força da natureza do Pantanal mato-grossense, escrito e declamado pela secretária de Articulação Institucional e Desenvolvimento da Cidadania do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), Cassyra Vuolo, ex-aluna de Direito de Maria Erotides.

A música também permeou a manhã solene, com a apresentação da Companhia Sinfônica e do Coral do TJMT, que, sob a regência do maestro Carlos Taubaté, interpretou as canções “Caçador de mim”, de Milton Nascimento, e “Paisagem da janela”, de Lô Borges e Milton Nascimento, artistas mineiros, assim como a homenageada.

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Palavras da homenageada

Foto horizontal que mostra a desembargadora Maria Erotides Kneip em pé, falando ao público, no auditório do TJMT. No palco, o telão exibe uma arte em sua homenagem com sua foto.Após ouvir e receber, emocionada, cada depoimento de afeto, gratidão e deferência, a desembargadora Maria Erotides Kneip discursou por cerca de 30 minutos, retribuindo e distribuindo a cada pessoa que a homenageou e demais presentes palavras de memórias, elogios e estimas, com seu jeito doce e próximo de lidar, dando especial atenção àqueles que deram suporte ao seu trabalho. “Queridos servidores, servidoras, eu vos abraço na pessoa da Neuzinha, que caminhou comigo por 34 anos. O que seria de nós sem vocês! Obrigada por cada debate, por me ajudarem a ser melhor e por não permitirem que eu me acomodasse nunca na magistratura”.

A magistrada também aproveitou o momento para prestar contas de sua atuação na presidência da Primeira Câmara de Direito Público, informando que, no dia 31 de maio, seu gabinete chegou a 2.016 decisões publicadas no ano de 2026, sendo 504 no mês de maio.

“Eu aposento da magistratura formal, mas os meus propósitos, os meus ideais de justiça, esses vão ficar. E eu espero mesmo que esses propósitos sejam levados, como nós fizemos na Corregedoria, na Vice-Presidência, na Coordenadoria da Mulher, que esse seja o nosso direcionamento, na certeza de que é possível construir um mundo muito mais justo, muito melhor”, declarou.

Foto horizontal que mostra a desembargadora Maria Erotides sentada na primeira fila da plateia do auditório, sorrindo. Ela é uma senhora branca, de longos cabelos lisos e grisalhos, usando blazer preto com detalhes dourados na gola. Ela está com a mão esquerda apoiando o rosto.Maria Erotides Kneip reforçou ainda que seguirá defendendo os direitos da mulher. “Nesses 41 anos, foram poucos os dias que eu não ouvi a dor de uma mulher. Não é possível que isso se aposente. Meu compromisso é eterno de que nós continuaremos no enfrentamento à violência contra a mulher”, asseverou.

Também estiveram presentes na cerimônia de homenagem as desembargadoras Clarice Claudino da Silva e Helena Maria Bezerra Ramos; os desembargadores Mário Roberto Kono de Oliveira e Lídio Modesto da Silva Filho; o juiz auxiliar da Presidência do TJMT, Túlio Duailibi Alves de Souza; os juízes auxiliares da Vice-Presidência, Gerardo Humberto Alves Silva Júnior e Antonio Veloso Peleja Junior; o juiz auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça, Jorge Alexandre Martins Ferreira; a presidente da Associação Mato-grossense de Magistrados (AMAM), Jaqueline Cherulli; as juízas e o juiz atuantes nas redes de enfrentamento à violência contra a mulher, Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa, Tatyana Lopes de Araújo Borges e Marcos Terêncio Agostinho Pires; a vereadora e primeira-dama de Cuiabá, Samantha Íris; a delegada-geral da Polícia Judiciária Civil, Daniela Maidel, o procurador de Justiça Mauro Curvo; o procurador-geral da OAB-MT, Helmut Flávio Preza Daltro; membros da rede de enfrentamento à violência contra a mulher, servidores, estagiários, familiares e amigos da desembargadora Maria Erotides.

Autor: Celly Silva

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude

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Foto horizontal dos anos 1990 que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete abraçado com a filha Érica, que tinha cerca de 10 anos na foto. Ela era uma menina de pele clara com longos cabelos loiros e cacheados.

Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.

Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.

Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.

Já estava escrito

“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.

Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.

“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.

A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.

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Foto vertical antiga que mostra o agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete, com a ex-mulher, duas filhas e o filho ainda crianças, em uma festa. Eles posam sorrindo para a foto.Legado construído com exemplo

Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.

Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.

Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.

Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.

Apoio incondicional

Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.

Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

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Imagem quadrada gerada com auxílio de inteligência artificial que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete e sua filha Érica abraçados, com um fundo verde de um parque. Ele é um homem pardo de cabelo grisalho e ela uma jovem branca e loira.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.

Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.

Adoção

Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.

Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.

Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.

Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.

Celly Silva

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

[email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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