MATO GROSSO

Hospital do Câncer passa a atender usuários do MT Saúde

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Os servidores estaduais agora contam com o atendimento do Hospital do Câncer (HCan), referência em tratamento de Câncer no Estado. O contrato de parceria foi assinado nesta quarta-feira (29) pela presidente do Mato Grosso Saúde, Misma Thalita dos Anjos, e diretor-presidente do HCan, Laudemi Nogueira.

O credenciamento, além de expandir a carteira de serviços do MT Saúde, aumenta a gama de atendimentos do hospital e expande os serviços prestados pelo plano de saúde dos servidores públicos.

A presidente do MT Saúde avaliou como positiva a parceria e afirmou que ter o HCan na carta de serviços prestados aos servidores é de suma importância. “A parceria com o HCan nos proporciona oferecer um tratamento de referência no combate ao câncer para todos os servidores públicos”, pontuou.

Na ocasião, Thalita também destacou as próximas ações do MT Saúde e falou sobre os projetos de expansão do plano. “Nossa carteira de serviços está crescendo. Estamos expandindo o plano para o interior do Estado e credenciando novos parceiros, somente este ano já realizamos seis novos credenciamentos”.

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Com a nova parceria, o MT Saúde, por meio do Hospital do Câncer, disponibiliza atendimentos como oncologia adulta e pediátrica, hematologia, mastologia, clínica médica, cirurgia geral, gastroenterologia, cirurgia de cabeça e pescoço, urologia, radioterapia, endoscopia digestiva, ressonância magnética, tomografia computadorizada, radiologia, ultrassonografia, psicologia, fonoaudiologia, nutrição e terapia ocupacional, além de UTIs adulta e pediátrica. .

“Será uma satisfação para o HCan ofertar esses serviços. Temos o compromisso de que, assinando o contrato, nós vamos ofertar tudo que está à disposição, com qualidade e comprometimento”, afirmou o diretor-presidente do Hcan.

O Hospital do Câncer é referência em tratamentos oncológicos no Estado. Só em 2022 foram realizados mais 150 mil atendimentos, uma média de 410 por dia. A unidade possui uma ampla estrutura com equipamentos novos e modernos, sobretudo, nas alas pediátricas e radioterápicas – com espaços lúdicos e coloridos e dois aceleradores de partículas, respectivamente. Cada setor do hospital foi construído a partir de doações de outras entidades.

Sobre o MT Saúde

O convênio conta com cerca de 450 prestadores de serviços entre hospitais, clinicas, laboratórios e médicos de diversas especialidades, com um amplo rol de cobertura assistencial e mensalidades com valores abaixo da média de mercado, além de ofertar teleconsulta e pronto atendimento digital 24 horas.

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Além do HCan, este ano o MT Saúde credenciou o Instituto de Medicina Nuclear e o Laboratório de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista do Centro Oeste, em Cuiabá e Rede Saúde Mais em Primavera do Leste e Alto Araguaia, além do Hospital MaterClin de Rondonópolis.

Fonte: Governo MT – MT

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MATO GROSSO

Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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