Ministério Público MT

Ação conjunta verifica segurança das escolas em Barra do Bugres

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Dezenove escolas públicas e privadas, localizadas no município de Barra do Bugres (a165 km de Cuiabá), foram vistoriadas nesta segunda e terça-feira em uma ação conjunta entre o Ministério Público do Estado de Mato Grosso e a Unidade do Corpo de Bombeiros de Tangará da Serra. Além de questões relacionadas à segurança, também foi verificado se as unidades de ensino possuem projeto de combate a incêndio e pânico.

De acordo com a promotora de Justiça Kelly Cristina Barreto dos Santos, a fiscalização foi uma das medidas adotadas pela 1ª Promotoria de Justiça Cível do município nos autos do inquérito civil instaurado após a invasão de uma escola no município, em agosto deste ano. Na ocasião, um homem pulou o muro da unidade de ensino e efetuou disparos de arma de fogo contra dois alunos.

“A fiscalização realizada esta semana coincidiu com a operação nacional Alerta Vermelho da Liga Nacional do Corpo de Bombeiros para orientação sobre incêndio e pânico. Todas as unidades de ensino vistoriadas foram notificadas a adotar as providências necessárias para a obtenção do alvará do Corpo de Bombeiros. A ação integrada terá continuidade também na zona rural de Barra do Bugres”, afirmou a promotora de Justiça.

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Segundo ela, na escola onde o incidente aconteceu não havia sinalização de saída de emergência e os servidores não tinham conhecimento sobre as providências a serem adotadas em caso de emergência. “Esta fiscalização também tem um caráter orientativo acerca das medidas de segurança em caso de incêndio e pânico nas escolas públicas e privadas”, destacou.

Além da fiscalização, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso também requereu à Diretoria Regional da Secretaria de Estado de Educação a realização de Círculo de Paz e atendimento multidisciplinar nas escolas, começando pela unidade onde houve a invasão.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Justiça reconhece omissão do Estado em homicídios ordenados da prisão

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A Justiça reconheceu a omissão do Estado de Mato Grosso no controle de comunicações ilícitas no sistema prisional em ação civil pública ajuizada pela 1ª Promotoria de Justiça Cível de Juína (a 735 km de Cuiabá). A decisão acolheu a tese apresentada pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) ao apontar falhas no dever de guarda, custódia e fiscalização de pessoas privadas de liberdade, reconhecendo ainda a violação do direito difuso à segurança pública em razão da persistência de mecanismos ilegais de comunicação entre presos e o meio externo. A sentença estabelece que o Estado apresente, no prazo de 120 dias, um plano estruturado de prevenção e controle das comunicações ilícitas nas unidades prisionais relacionadas aos fatos investigados. O documento deverá contemplar diagnóstico das deficiências existentes, medidas administrativas, operacionais e tecnológicas, cronograma de execução e previsão dos recursos orçamentários necessários. A decisão também determina o aperfeiçoamento dos protocolos de monitoramento de presos com histórico de liderança em organizações criminosas e a implantação de mecanismos de rastreabilidade de celulares, chips e outros dispositivos apreendidos.A ação foi proposta após investigação do Ministério Público reunir elementos que demonstraram a continuidade da atuação criminosa de detentos mesmo durante o período de custódia estatal. Entre as provas apresentadas estão decisões judiciais transitadas em julgado que comprovaram o comando de homicídios, tráfico de drogas e outros delitos por pessoas recolhidas em unidades prisionais do estado.O Ministério Público também apresentou dados que evidenciam a dimensão do problema, como a apreensão de 1.155 aparelhos celulares em um período de 24 meses na Penitenciária Central do Estado (PCE). Para o MPMT, os números revelam falhas sistêmicas no controle das comunicações ilícitas e na contenção da atuação de lideranças criminosas dentro dos estabelecimentos penais.Embora tenha obtido o reconhecimento da omissão estatal e a determinação de medidas estruturais para corrigir as irregularidades apontadas, o Ministério Público recorrerá da sentença em relação ao pedido de indenização por dano moral coletivo. Segundo o promotor de Justiça Dannilo Preti Vieira, além das quatro condenações com trânsito em julgado de pessoas que estavam presas e mesmo assim ordenaram o cometimento de assassinatos de dentro da cadeia, outros elementos produzidos durante a investigação demonstram que as falhas identificadas causaram prejuízos à coletividade, razão pela qual o MPMT buscará a reforma parcial da decisão.

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Foto: Magnific.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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