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Em 2023, CST da Causa Animal cobrou políticas públicas, apoiou ONGs e garantiu recursos

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Durante 2023, a Câmara Setorial Temática (CST) em Defesa da Causa Animal, instalada em março deste ano, trabalhou temas como o enfrentamento a incêndios no Pantanal, tráfico de animais silvestres, falta de políticas públicas no controle da população de animais domésticos e no combate ao abandono de pets. A situação de organizações não governamentais (ONGs) de proteção animal, de ativistas e protetores independentes foi investigada e resumida em relatório parcial. 

Por fazerem de forma autônoma o resgate e castração de cães e gatos, além de dar abrigo a animais de rua, protetores de ONGs e independentes tiveram voz nos encontros e ajudaram a indicar medidas necessárias que podem ser promovidas pelo poder público. Entre elas estão implementação de programa contínuo de castração animal, aquisição de “castramóveis” para realização de campanhas em bairros, ações de vacinação, ajuda de custo para manutenção de entidades protetoras e criação de hospital público para animais. 

Relatório parcial apresentado pela CST em agosto indica que em Cuiabá faltam políticas públicas, de forma que ativistas estão sobrecarregados e muitas vezes endividados por fazerem a maior parte dos cuidados com os animais domésticos que precisam de assistência, alimentação e castração.  

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As ações também incluem a promoção de uma feira de adoção e venda de produtos de ONGs no saguão da Assembleia Legislativa, em setembro, o apoio a evento feito em outubro em parceria com indústria cervejeira local para arrecadar dinheiro para essas organizações, por meio do deputado Max Russi (PSB), requerente da CST. 

Ainda foram feitas diversas visitas. A CST esteve na sede de ONGs de Cuiabá e de Cáceres, foi até unidade de pronto atendimento veterinário em Goiânia, visitou a cidade de Curitiba, no Paraná, onde membros da câmara acompanharam ações realizadas por lá. Fez reuniões com o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), com a Diretoria de Bem-Estar Animal de Cuiabá, com o Conselho Regional de Medicina Veterinária e participou de audiência relativa ao Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre a Prefeitura de Cuiabá e o Ministério Público sobre implantação de ações voltadas para a causa animal na capital.

O presidente da Câmara Setorial Temática, Emanoel Flores, destaca alguns resultados alcançados neste ano. “Conseguimos emenda parlamentar que vai resultar em R$ 200 mil destinados para castração, R$ 100 mil destinados para aquisição de ração pelo deputado Max. Além disso, nós desenvolvemos uma cartilha que vai ser trabalhada no ano que vem nas escolas, com palestras de conscientização quanto à causa. Foi feita também uma emenda na LDO [Lei de Diretrizes Orçamentárias] para facilitar o repasse de recursos para as instituições não governamentais que possuem abrigos, que fazem resgate, que fazem um trabalho de assistência”, ressalta. Flores lembra ainda que pessoas de todo o estado puderam participar das discussões por meio de plataforma digital.  

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Além da cartilha, no último encontro foi lançada campanha contra soltura de fogos de artifício com estampido. As ações da CST continuarão no próximo ano, quando será elaborado um relatório parcial sobre animais silvestres, última etapa para elaboração para o relatório final da Câmara Setorial Temática em Defesa da Causa Animal. Clique aqui para acessar o perfil da CST no Instagram.


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Fonte: ALMT – MT

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CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso

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A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.

O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.

A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.

Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.

Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.

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A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.

Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.

Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.

A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.

Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.

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Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.

A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.

Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.

A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.

Fonte: ALMT – MT

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