AGRONEGÓCIO

Exportações do agronegócio no Espírito Santo atingiram mais de R$ 10,5 bilhões em 2023

Publicado em

As exportações do agronegócio no Espírito Santo atingiram mais de R$ 10,5 bilhões em 2023, representando um aumento de 25,3% em comparação a 2022, quando foram R$ 8,5 bilhões. A quantidade exportada corresponde a 2,5 milhões de toneladas de produtos enviados para o exterior. O café, impulsionado pelo conilon, liderou as exportações, gerando cerca de R$ 5 bilhões, quase 49% a mais do que em 2022.

O café conilon, presente em aproximadamente 50 mil propriedades rurais capixabas, representa mais de 77% do volume exportado do complexo cafeeiro do estado. O Espírito Santo se destaca como o maior exportador brasileiro de pimenta-do-reino, gengibre e mamão, contribuindo com 66%, 57% e 40%, respectivamente, do total nacional desses produtos.

Os três principais produtos exportados – café, celulose e pimenta-do-reino – representaram 92,6% do valor total comercializado em 2023. As exportações alcançaram 130 países, registrando o melhor resultado desde 2011. A participação relativa do agronegócio nas exportações totais do Espírito Santo em 2023 foi de 22,4%, superando os 18,6% de 2022, demonstrando avanços na competitividade internacional. A celulose atingiu aproximadamente R$ 3,9 bilhões, e a pimenta-do-reino fechou o ano com R$ 838 milhões. O gengibre, pela primeira vez, superou o mamão em valor exportado, totalizando R$ 188 milhões em 2023.

Leia Também:  Inadimplência no campo expõe fragilidade do crédito rural e pressiona pequenos produtores

Fonte: Pensar Agro

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Cerrado Mineiro tem um dos melhores rendimentos dos últimos anos

Published

on

A colheita do café arábica chegou a 99% nas propriedades acompanhadas pela Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), no Cerrado Mineiro. Além do avanço dos trabalhos, o beneficiamento apresenta rendimento médio de 455 litros de café colhido para a formação de uma saca de 60 quilos, um dos melhores resultados registrados nos últimos anos.

O levantamento considera a situação das lavouras até 11 de setembro. Aproximadamente 90% da produção já passou pelo beneficiamento, etapa em que são retiradas a casca, a palha e as impurezas para obtenção dos grãos que serão classificados e comercializados.

O resultado de 455 litros por saca indica uma relação favorável entre o volume retirado da lavoura e a quantidade de café beneficiado. Quanto menor o volume de frutos necessário para formar uma saca de 60 quilos, melhor tende a ser o aproveitamento industrial da produção.

Esse rendimento ajuda a compensar parte dos custos da colheita, da secagem e do beneficiamento. Para o produtor, significa obter mais sacas comerciais a partir do mesmo volume colhido, embora o resultado financeiro também dependa da qualidade da bebida, da classificação dos grãos e dos preços negociados.

O Cerrado Mineiro reúne cerca de 4,5 mil produtores em 55 municípios e possui aproximadamente 255 mil hectares cultivados. A região produz, em média, 6 milhões de sacas por ano, equivalentes a 12,7% da produção brasileira, e comercializa café com mais de 30 países.

Leia Também:  Inadimplência no campo expõe fragilidade do crédito rural e pressiona pequenos produtores

A cafeicultura regional também se diferencia pela Denominação de Origem Cerrado Mineiro, a primeira reconhecida para cafés no Brasil. O selo identifica produtos cultivados dentro da área delimitada e que atendem aos critérios de origem, rastreabilidade e qualidade.

A etapa final da colheita está concentrada principalmente no recolhimento dos frutos que caíram no chão. A Expocacer estima que esse café represente cerca de 30% do volume da safra. Aproximadamente 80% dessa parcela já foi recuperada.

O índice médio de catação, que representa a retirada de grãos defeituosos durante o beneficiamento, está próximo de 21%. O percentual foi influenciado justamente pela maior participação do café recolhido do chão, normalmente mais sujeito à umidade, fermentação e contato com impurezas.

As chuvas registradas entre os dias 5 e 9 de setembro impediram o encerramento completo da colheita. A umidade elevada do solo dificultou o tráfego das máquinas e interrompeu temporariamente o recolhimento em algumas propriedades. Como a maioria das áreas já concluiu o trabalho, o avanço do percentual restante ocorre de forma mais lenta.

As precipitações, por outro lado, estimularam a abertura das primeiras flores da próxima safra. A florada observada corresponde, em média, a 33% do potencial estimado para as lavouras acompanhadas pela cooperativa.

Leia Também:  Como previsto, Selic cai, mas juro de 14% mantém agronegócio sob forte pressão

Nas áreas que produziram menos nesta temporada, a abertura das flores foi mais intensa e uniforme. Nas lavouras que sustentaram cargas elevadas, a florada apresentou menor intensidade, comportamento relacionado ao esforço realizado pelas plantas durante a formação da safra atual.

A continuidade das chuvas poderá favorecer uma segunda florada de proporção semelhante. O restante do potencial deve se distribuir entre outubro e novembro, conforme a disponibilidade de umidade e as condições de temperatura.

A abertura das flores é uma sinalização positiva, mas ainda não garante o tamanho da próxima produção. Para que se transformem em frutos, as lavouras precisarão de umidade suficiente durante o pegamento, a formação dos chumbinhos e o início da granação.

Com a safra atual praticamente recolhida, rendimento de beneficiamento favorável e as primeiras flores abertas, o Cerrado Mineiro encerra um ciclo e inicia outro. O acompanhamento das chuvas e o manejo nutricional e fitossanitário das lavouras serão decisivos para transformar o potencial observado agora em produção na próxima colheita.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA