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CST do Empreendedorismo ouviu membros da BPW e IFMT em reunião nessa segunda (19)

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A Câmara Setorial Temática (CST) de Apoio ao Empreendedorismo e às Micro e Pequenas Empresas recebeu representantes da BPW Cuiabá e do campus de Primavera do Leste do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) em reunião realizada na tarde dessa segunda-feira (19). 

Além de contar sobre objetivos e ações da organização, a presidente da BPW Cuiabá, Rubia Ranzani, expôs as dificuldades encontradas pelas mulheres empreendedoras como a falta de informação para gerir, de forma profissional, o negócio e a falta de acesso a linhas de crédito. “A importância da BPW é a conexão entre mulheres de negócios e profissionais. Nós precisamos gerar renda, fortalecer as nossas empresas e precisamos estar presentes em todos os setores políticos ou não políticos”, resumiu.

A segunda apresentação feita no encontro abordou o Observatório Primavera do Leste, base de dados desenvolvida pelo Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) do município que já dispõe de mais de 2,3 milhões de elementos de 23 cidades do estado. São informações sobre economia, educação, segurança público, entre outros setores dos municípios presentes na plataforma. O acesso é completamente gratuito e feito pela internet.

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“É um projeto que tem como objetivo levar dados e informações a toda população. Por exemplo, se eu quiser montar um negócio em Paranatinga, hoje eu não preciso ir até lá bater perna e ver o que tem de comércio. Eu entro na plataforma, seleciono Paranatinga e verificar o que há na cidade, ver dados de população, escolaridade”, ilustra o diretor-geral do IFMT campus Primavera do Leste, Fred Martins. 

“Esse projeto tem como objetivo fomentar políticas públicas, principalmente, mas também dar apoio aos empreendedores. É nosso objetivo dar ferramentas para que as pessoas tenham oportunidades de alavancar seu negócio, de construir um novo negócio, gerar renda e gerar prosperidade para todo o Mato Grosso”, completa.

Fred Martins também se comprometeu a trabalhar para incluir informações sobre micro e pequenas empresas conforme solicitado pelo presidente da CST, Cléber Ávila, como número desses empreendimentos, quantos abriram, quantos fecharam, a que setor pertencem, o tamanho deles, quantas contratações geram. 

Também participaram do encontro, os presidentes da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e da Associação Comercial e Empresarial de Primavera do Leste, respectivamente, Naudi Rohr e Jocelino Godoi. O presidente da CST, Cléber Ávila, destacou a importância da reunião por aumentar a interlocução com o setor empresarial e por ouvir experiências do empreendedorismo feminino. “Com essa participação, podemos acolher sugestões, ideias, incluir isso nas nossas propostas de alterações de leis ou de indicações ao governo do estado”, afirmou. 

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Ele adiantou ainda que em fevereiro o programa da CST em Movimento irá até Paranatinga para conversar com empresários. Em março, será recebido o representante da Agência Desenvolve MT para falar sobre acesso a crédito e serão feitas visitas a Sapezal, Campo Novo do Parecis e Jaciara. No mês de abril, deve ser ouvido o secretário de Micro e Pequenas Empresas da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT) e também deve ser programado um seminário de capacitação. “E o mais importante de tudo isso, nesse ínterim, algo que a gente pretende fazer com muita intensidade é ouvir os empreendedores numa pesquisa que os professores do Instituto Federal estão nos ajudando a fazer”, complementou Cléber Ávila.


Secretaria de Comunicação Social

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Fonte: ALMT – MT

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ALMT debate soluções para regularização fundiária e moradia de famílias do Silvanópolis e Paraisópolis

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Com plenário e galerias lotados, moradores dos bairros Silvanópolis e Paraisópolis acompanharam, nesta quinta-feira (14), no Plenário das Deliberações Deputado Renê Barbour, na Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), audiência pública que discutiu os impactos de uma decisão judicial relacionada à desocupação de áreas na região das Águas Nascentes, em Cuiabá. Entre crianças, idosos, trabalhadores, pais e mães de famílias, o sentimento predominante era de insegurança diante da possibilidade de perder as próprias casas.

A audiência foi convocada pelo presidente da ALMT, Max Russi (Pode), e pela vereadora Katiuscia Manteli (Pode), após sentença relacionada a uma ação civil pública ambiental que tramita há mais de 13 anos e envolve áreas conhecidas como Águas Nascentes.

Durante o encontro, moradores relataram medo de uma desocupação sem planejamento habitacional. Muitos acompanharam o debate segurando cartazes com pedidos de socorro, além de documentos e comprovantes de residência, enquanto buscavam respostas sobre o alcance da decisão judicial e o futuro das famílias que vivem na região há mais de duas décadas.

Segundo Katiuscia, atualmente mais de 1,5 mil famílias vivem nas áreas atingidas pela sentença. A vereadora afirmou que a audiência foi convocada para reunir os órgãos envolvidos e esclarecer quais medidas deverão ser adotadas.

“A principal intenção dessa audiência é que as famílias tenham respostas. Precisamos entender quantas famílias realmente precisarão ser realocadas, quais áreas podem ser regularizadas e quais encaminhamentos serão adotados pelo poder público”, afirmou.

Ao final da audiência, Katiuscia informou que o próximo passo será uma reunião com o Governo do Estado para discutir soluções conjuntas para a área. Segundo ela, o principal objetivo foi reduzir a insegurança das famílias diante das informações que circulavam sobre despejos imediatos.

Foto: Helder Faria

“O maior medo das famílias era acordar com máquinas derrubando as casas. Hoje elas saem daqui mais tranquilas, sabendo que haverá estudos e discussão antes de qualquer decisão”, disse.

O presidente da Assembleia Legislativa destacou que a Casa acompanhará o caso por meio da Procuradoria da ALMT e reforçou a necessidade de acelerar os processos de regularização fundiária no estado.

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“A regularização fundiária é uma das grandes demandas do estado, tanto na área urbana quanto rural. Precisamos avançar de forma mais rápida para garantir segurança jurídica e dignidade às famílias”, declarou Max Russi.

Após a audiência, o parlamentar afirmou que pretende discutir o tema diretamente com o governador do estado, além de reunir representantes do município, Ministério Público, Defensoria Pública, Intermat e lideranças comunitárias para avançar nos encaminhamentos.

“Existe uma preocupação ambiental que precisa ser respeitada, principalmente nas áreas de nascente e de risco. Mas também existem áreas livres onde é possível buscar soluções para essas famílias permanecerem próximas da região onde vivem hoje”, afirmou.

O deputado Wilson Santos (PSD) também participou da audiência e afirmou que os moradores podem contar com o apoio da Assembleia Legislativa, desde que sejam respeitadas as restrições das áreas consideradas de risco e de desmoronamento. Segundo ele, as famílias que precisarem deixar essas áreas não podem ficar desabrigadas e deverão ter alternativas habitacionais.

Representante da Associação Comunitária de Habitação do Estado de Mato Grosso, Emídio de Souza defendeu que grande parte da área pode ser regularizada e afirmou que as remoções deveriam atingir apenas famílias instaladas em locais de erosão e às margens dos córregos.

“Existe possibilidade de regularização para grande parte das famílias. O que defendemos é que apenas as áreas de risco e de preservação permanente sejam desocupadas, com planejamento e reassentamento adequado”, disse.

Ele também criticou a ausência de projetos habitacionais para remanejamento das famílias e lembrou que a ocupação da região começou no fim da década de 1990.

Presidente do bairro Silvanópolis, Jurandir Souza afirmou que os moradores foram surpreendidos pela sentença judicial e relatou que a comunidade aguardava estudos técnicos que poderiam apontar soluções para permanência de parte das famílias.

“Hoje são cerca de 1.500 famílias vivendo ali. Tem idosos, cadeirantes, muitas crianças. A expectativa sempre foi de regularização, por ser uma área do estado”, afirmou.

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Já o presidente do Paraisópolis, Mário Domingos da Silva, relatou apreensão diante da possibilidade de retirada em massa dos moradores.

“As famílias querem saber para onde vão. Tem muita gente vivendo ali há mais de 20 anos e que construiu toda a vida naquela região”, declarou.

Durante a audiência, o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), defendeu a criação de um termo de ajustamento de conduta (TAC) envolvendo município e Governo do Estado para viabilizar moradias às famílias que precisarem ser removidas das áreas de risco.

Segundo o prefeito, moradores localizados às margens dos córregos e em áreas sujeitas a desmoronamentos precisarão ser realocados por questões de segurança e legislação ambiental.

“Nós precisamos realocar quem está em área de risco e garantir que essas famílias tenham destino adequado, sem simplesmente retirar as pessoas sem alternativa habitacional”, afirmou.

Abilio também defendeu estudos ambientais para redefinir áreas passíveis de regularização fundiária e sugeriu a transformação de parte da região em zona de interesse social para habitação.

Representando a Promotoria de Defesa Ambiental e da Ordem Urbanística de Cuiabá, Carlos Eduardo Silva afirmou que o Ministério Público buscará uma solução que concilie preservação ambiental e dignidade das famílias.

“Precisamos encontrar a solução menos dolorosa possível, conciliando os interesses ambientais existentes na área com a realidade das famílias que vivem ali”, afirmou.

Segundo o promotor, a ocupação da região voltou a crescer após um processo de reassentamento realizado há cerca de 20 anos e a situação atual exige atuação conjunta dos órgãos públicos para cumprimento da decisão judicial e construção de alternativas habitacionais.

A audiência reuniu representantes do Ministério Público, Defensoria Pública, Tribunal de Contas do Estado, Governo de Mato Grosso, Prefeitura de Cuiabá, vereadores e lideranças comunitárias. Entre os encaminhamentos definidos estão a realização de novas reuniões com o Governo do Estado, estudos técnicos sobre as áreas ocupadas e a construção de alternativas para regularização fundiária e reassentamento das famílias localizadas em áreas de risco ambiental.

Fonte: ALMT – MT

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