AGRONEGÓCIO

Empresas unem produtos para combater a broca gigante na região Mesba

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Na região MESBA, composta por partes de Minas Gerais, Espírito Santo e Bahia, a Broca Gigante (Telchin licus) tem representado uma grande ameaça à indústria sucroalcooleira brasileira, com prejuízos anuais superiores a R$ 5 bilhões.

De acordo com estudos da Embrapa, a Broca Gigante pode reduzir a produção de cana em até 50%, afetando não apenas a quantidade, mas também a qualidade da matéria-prima. Os danos incluem diminuição na concentração de açúcar extraível, pureza do caldo e volume de álcool produzido.

Para enfrentar esse problema, duas empresas, a Green Planet e a SD Orgânico, líderes do setor agrícola, uniram forças no desenvolvimento de soluções inovadoras. Da parceria entre as empresas resultou nos produtos “UP Controle” e o “SDFender” que juntos apresentaram resultados promissores, indicando um potencial significativo no controle da Broca Gigante.

Apesar de ser cedo para avaliar totalmente a eficácia, o SDFender se destaca como uma alternativa sustentável, segundo os pesquisadores. A continuidade dos testes visa coletar mais dados e avaliar a estratégia a longo prazo. Esta iniciativa destaca a importância da colaboração para impulsionar a inovação e encontrar soluções eficazes para os desafios da agricultura moderna.

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Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Valor da produção agropecuária atinge R$ 1,4 trilhão em maio

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Mato Grosso manteve a liderança nacional do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) em maio de 2026, com faturamento estimado em R$ 213,5 bilhões, o equivalente a cerca de 15% de toda a produção agropecuária do País, segundo dados da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O desempenho reforça o peso do estado como principal polo do agronegócio brasileiro, puxado sobretudo pela soja e pelo milho.

O resultado estadual ocorre em um cenário de VBP nacional ainda elevado, de R$ 1,4 trilhão, embora com recuo de 4,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. No caso mato-grossense, a liderança se mantém mesmo diante da queda de preços de commodities relevantes no mercado internacional, que impactaram o ritmo de crescimento do indicador em diversas regiões do País.

A força de Mato Grosso no ranking nacional está diretamente associada à concentração de grandes lavouras mecanizadas e à escala de produção de grãos, com destaque para a soja, que segue como principal produto do agronegócio brasileiro em geração de receita, seguida por milho, cana-de-açúcar, café e algodão.

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No recorte estadual, a participação de Mato Grosso reflete também o peso do Centro-Oeste na formação do VBP nacional, região que concentra parte significativa da produção de grãos destinada à exportação. O estado atua como principal origem da soja embarcada para o mercado externo e como um dos maiores fornecedores de milho safrinha do País.

Apesar do desempenho positivo no ranking, o cenário nacional mostra heterogeneidade entre os produtos agropecuários. Enquanto algumas culturas registraram forte retração de preços, como cacau, laranja e arroz, outras apresentaram crescimento, com destaque para batata-inglesa, feijão, mandioca e tomate, segundo o levantamento do Mapa.

Na pecuária, o VBP nacional também apresentou leve queda, influenciado por recuos em segmentos como suínos, frango, ovos e leite, enquanto a bovinocultura registrou avanço e se manteve como principal atividade do setor. Esses movimentos ajudam a explicar a desaceleração do indicador agregado, apesar do patamar ainda elevado de faturamento no campo.

O VBP é calculado mensalmente pelo Ministério da Agricultura com base nas estimativas de produção e nos preços recebidos pelos produtores rurais, funcionando como um termômetro do faturamento bruto gerado dentro das propriedades agrícolas. Os dados de 2026 são preliminares e refletem as informações disponíveis até maio.

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Fonte: Pensar Agro

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