AGRONEGÓCIO

Aprosoja pede CPI para investigar banimento do Tiametoxam

Publicado em

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) quer a for0mação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o banimento do inseticida Tiametoxam pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama). A entidade argumenta que a decisão foi tomada sem base científica e pode ter graves consequências para a agricultura brasileira.

A Aprosoja-MT destaca que o Ibama não apresentou estudos que comprovem os danos do inseticida para o meio ambiente ou para a saúde humana. A entidade questiona a decisão do Ibama de banir o produto com base em estudos realizados em outros países, com diferentes condições climáticas e agrícolas.

SAIBA MAIS:
Ibama e Aprosoja divergem da proibição


Produtores tentar reverter decisão do Ibama

A entidade mato-grossense alerta que o banimento do Tiametoxam pode levar ao aumento dos custos de produção e à queda da produtividade da agricultura brasileira. O inseticida é utilizado no controle de diversas pragas que afetam culturas como soja, milho, algodão e outras. “Sem o Tiametoxam, os produtores precisarão utilizar outros produtos, que podem ser menos eficazes e mais caros”, frisa a Aprosoja.

Leia Também:  Arroba do boi fecha junho em alta e mercado tem boa expectativa

A Aprosoja-MT levanta a suspeita de que interesses obscuros podem estar por trás da decisão do Ibama de banir o Tiametoxam. A entidade observa que a proibição ocorreu logo após o fim da patente do produto, o que pode beneficiar empresas com produtos similares ainda protegidos por patente.

A CPI proposta pela Aprosoja-MT seria para investigar as motivações por trás do banimento do Tiametoxam e verificar se a decisão foi tomada com base em critérios técnicos e científicos. A entidade também quer que seja apurado se há indícios de irregularidades no processo de tomada de decisão do Ibama.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Valor da produção agropecuária atinge R$ 1,4 trilhão em maio

Published

on

Mato Grosso manteve a liderança nacional do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) em maio de 2026, com faturamento estimado em R$ 213,5 bilhões, o equivalente a cerca de 15% de toda a produção agropecuária do País, segundo dados da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O desempenho reforça o peso do estado como principal polo do agronegócio brasileiro, puxado sobretudo pela soja e pelo milho.

O resultado estadual ocorre em um cenário de VBP nacional ainda elevado, de R$ 1,4 trilhão, embora com recuo de 4,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. No caso mato-grossense, a liderança se mantém mesmo diante da queda de preços de commodities relevantes no mercado internacional, que impactaram o ritmo de crescimento do indicador em diversas regiões do País.

A força de Mato Grosso no ranking nacional está diretamente associada à concentração de grandes lavouras mecanizadas e à escala de produção de grãos, com destaque para a soja, que segue como principal produto do agronegócio brasileiro em geração de receita, seguida por milho, cana-de-açúcar, café e algodão.

Leia Também:  Plantio: Mato Grosso sofre com a seca e outras regiões têm chuva até demais

No recorte estadual, a participação de Mato Grosso reflete também o peso do Centro-Oeste na formação do VBP nacional, região que concentra parte significativa da produção de grãos destinada à exportação. O estado atua como principal origem da soja embarcada para o mercado externo e como um dos maiores fornecedores de milho safrinha do País.

Apesar do desempenho positivo no ranking, o cenário nacional mostra heterogeneidade entre os produtos agropecuários. Enquanto algumas culturas registraram forte retração de preços, como cacau, laranja e arroz, outras apresentaram crescimento, com destaque para batata-inglesa, feijão, mandioca e tomate, segundo o levantamento do Mapa.

Na pecuária, o VBP nacional também apresentou leve queda, influenciado por recuos em segmentos como suínos, frango, ovos e leite, enquanto a bovinocultura registrou avanço e se manteve como principal atividade do setor. Esses movimentos ajudam a explicar a desaceleração do indicador agregado, apesar do patamar ainda elevado de faturamento no campo.

O VBP é calculado mensalmente pelo Ministério da Agricultura com base nas estimativas de produção e nos preços recebidos pelos produtores rurais, funcionando como um termômetro do faturamento bruto gerado dentro das propriedades agrícolas. Os dados de 2026 são preliminares e refletem as informações disponíveis até maio.

Leia Também:  PIB do agronegócio recuou 2,99% em 2023, aponta pesquisa do CNA e Cepea

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

GRANDE CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA