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Coordenadoria da Mulher leva palestra sobre violência doméstica à Escola Hermelinda de Figueiredo

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A Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar no âmbito do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (Cemulher-MT) promoveu nessa quinta-feira (21 de março) uma palestra sobre o tema com alunos e alunas da Escola Estadual Hermelinda de Figueiredo, no bairro Coophema, em Cuiabá.
 
A palestra foi conduzida pela assistente social da Cemulher, Adriany Carvalho, que abordou os tipos de violência, especialmente a sexual, que é mais frequente entre adolescentes – o público-alvo da palestra.
 
“Queremos trabalhar a questão da prevenção, falar com os adolescentes sobre os relacionamentos abusivos, a forma como iniciam, como identificar, os tipos de violência doméstica e os canais de denúncia. Usamos uma determinada roupagem, com um linguajar específico para falar com os adolescentes, falar sobre esse início de namoro, um namoro legal, também sobre violência sexual, que é o tipo de violência que mais acontece com o público de crianças e adolescentes”, explica Adriany.
 
Vídeos, ilustrações, imagens e uma cartilha foram partilhados com três turmas do 7º e 8º ano, com idades entre 11 e 13 anos. Todas as formas de violência contra a mulher – física, psicológica, sexual, patrimonial e moral – foram explicadas pela assistente social da Cemulher.
 
“Achei importante avisar os alunos para não correr o risco de ter mais mortes e casos de violência. Me chamou mais atenção a violência física, que é quando a pessoa te agride ou te ameaça, e a violência sexual, quando alguém te força a fazer uma coisa que você não quer”, expressa a aluna Kamilly Spalatti, de 12 anos, aluna do 7º ano.
 
O estudante Benjamin Mesquita, também de 12 anos e colega de Kamilly no 7º ano, disse que gostou do conteúdo levado pelo Tribunal de Justiça à escola. “Aprendi que é muito importante o respeito com as mulheres, a palestra foi muito importante porque aprendemos o tipo de violência e a lição mais importante, que é saber respeitar”.
 
Trabalhar o tema faz parte das políticas públicas estabelecidas pelo Estado de Mato Grosso, por meio de parcerias institucionais como esta, que são muito importantes para os alunos enquanto seres humanos em construção, explica o diretor da escola, Graziano Uchôa.
 
“Nós, enquanto instituição, prezamos muito para que os estudantes se construam, se desenvolvam enquanto cidadãos. É muito importante para nós tocar em determinados temas porque essa conscientização faz parte da escola enquanto espaço social. Mato Grosso infelizmente tem um alto índice com relação à violência contra a mulher e as ações têm que ser tomadas, os estudantes introjetam esse tema para que possam se construir enquanto seres humanos”, destaca.
 
A ação faz parte da Semana Escolar de Combate à Violência Doméstica, prevista pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB – Lei nº 9.394/1996), abordando a temática com toda a comunidade escolar, desde alunos, professores até familiares. Diariamente, no mês de março, a Cemulher tem realizado palestras em escolas de Cuiabá.
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Imagem 1: captura de tela de gravação em vídeo da palestra. Ao centro, a assistente social Adriany fala aos alunos em um microfone, gesticula com a mão esquerda, usa óculos, veste blusa florida, calça preta e tem cabelos pretos encaracolados. Imagem 2: captura de tela colorida do aluno Benjamin. Ele está em pé, virado levemente para a esquerda, olha para a câmera, ele é um menino branco de cabelo liso castanho, veste uniforme azul com gola verde e amarela e a logo do Governo de Mato Grosso. Imagem 3: captura de tela colorida do diretor Graziano. Ele está em pé, olha para a repórter à esquerda, veste camiseta preta, usa óculos, tem cabelo e barba pretas. Ao fundo, o corredor da área externa da escola, com colunas azuis, paredes e teto branco, plantas e bancos ao centro.
 
Mylena Petrucelli
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Projeto de Barra do Garças que previne violência doméstica é selecionado para o Prêmio Innovare 2026

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Arte de divulgação da 23ª edição do Prêmio Innovare, premiação que reconhece práticas inovadoras no sistema de Justiça brasileiroO projeto Homens que Cuidam, desenvolvido pela Segunda Vara Criminal da Comarca de Barra do Garças em parceria com a Prefeitura Municipal, foi selecionado para concorrer à 23ª edição do Prêmio Innovare. A iniciativa se destaca por colocar os homens no centro das ações de prevenção à violência doméstica, por meio de atividades educativas que estimulam a reflexão sobre masculinidade, saúde emocional, autocuidado e relações familiares.

Lançado no final de 2025 e executado desde março deste ano, o projeto reúne o Poder Judiciário, a Prefeitura de Barra do Garças, forças de segurança, escolas, lideranças religiosas e outros atores sociais para desenvolver ações educativas voltadas ao público masculino. As atividades incluem palestras, encontros educativos e a integração com o Grupo Reflexivo para Homens (GRH), ampliando as estratégias de prevenção. A proposta é atuar antes que a violência aconteça, levando ações de conscientização a diferentes espaços da comunidade e incentivando mudanças de comportamento desde a infância até a vida adulta.

Idealizador da iniciativa, o juiz Marcelo Sousa Melo Bento de Resende, que atua na Segunda Vara Criminal da Comarca, com competência em Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, explica que o projeto nasceu da constatação de que o machismo produz consequências não apenas para as mulheres, mas também para os próprios homens.

Juiz Marcelo Sousa Melo Bento de Resende apresenta o projeto Homens que Cuidam durante palestra em Barra do Garças.“O machismo não afeta só as mulheres. Homens têm expectativa de vida menor, bebem mais, cometem mais homicídios e são maioria na população carcerária. E, para cuidar da família, esse homem precisa, antes, cuidar de si próprio. Ele precisa perceber o risco que esse comportamento traz para a própria vida”, contextualiza.

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Segundo o magistrado, campanhas tradicionais costumam estimular a mudança de comportamento em benefício da mulher ou da família. Na avaliação dele, esse modelo nem sempre é suficiente para provocar transformações efetivas. Por isso, o projeto busca mostrar aos homens os benefícios pessoais de abandonar padrões machistas, como a melhoria da saúde física e emocional, dos relacionamentos familiares e da qualidade de vida.

As atividades abordam temas como masculinidade, construção social dos papéis de gênero, influência da chamada “machosfera”, radicalização em ambientes digitais, manejo da raiva, reconhecimento e regulação das emoções, saúde do homem, autocuidado, parentalidade e os impactos do consumo abusivo de álcool.

A iniciativa estreou com uma palestra em uma escola da rede municipal de ensino. Em seguida, foi realizada uma reunião de alinhamento com representantes das instituições parceiras para definir as estratégias de atuação conjunta. A partir dessa articulação, o projeto passou a ser implementado em diferentes espaços da comunidade. Uma das ações ocorreu no destacamento do Cindacta, reunindo militares da Aeronáutica em uma palestra sobre masculinidade e prevenção da violência doméstica. Outra foi realizada na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Campus Araguaia, onde cerca de 100 estudantes, entre homens e mulheres, participaram de um debate sobre igualdade de gênero, relações saudáveis e prevenção da violência. O projeto também deu início a um ciclo de três palestras voltadas aos servidores do sexo masculino da Prefeitura de Barra do Garças.

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Outra frente do projeto é a integração com GRHs, conduzidos pela Segunda Vara Criminal. Além dos participantes encaminhados judicialmente, os encontros passaram a admitir a participação voluntária de homens interessados em refletir sobre seus comportamentos e prevenir situações de violência.

“O fato de homens procurarem espontaneamente o Grupo Reflexivo mostra que estamos conseguindo ampliar o alcance da prevenção. Nossa intenção é chegar antes da violência, oferecendo um espaço de reflexão e mudança de comportamento”, avalia o juiz.

Prêmio Innovare – Criado em 2004, o prêmio reconhece e dissemina práticas que contribuem para o aprimoramento do sistema de Justiça brasileiro, independentemente de alterações legislativas. Ao longo de sua trajetória, a premiação já analisou mais de 10 mil práticas desenvolvidas em todos os estados do país, consolidando-se como uma das principais vitrines de iniciativas inovadoras da Justiça brasileira.

Autor: Alcione dos Anjos

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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