Ministério Público MT

Réu é condenado a 33 anos de reclusão por feminicídio

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O réu Bruno dos Santos Diesel foi condenado a 33 anos de reclusão pelo feminicídio da namorada Valerie Angelita Petronetto Gonçalves, em sessão do Tribunal do Júri na comarca de Lucas do Rio Verde (a 354km de Cuiabá). O Conselho de Sentença acolheu a tese do Ministério Público de Mato Grosso e condenou o acusado por homicídio quadruplamente qualificado (motivo fútil, emprego de meio cruel, mediante recurso que dificultou a defesa da vítima e contra a mulher por razões da condição de sexo feminino). A prisão do réu foi mantida. 

Conforme a denúncia do MPMT, o crime aconteceu em dezembro de 2022, na residência da vítima, no bairro Jardim das Palmeiras. “Bruno dos Santos Diesel matou a vítima Valerie Angelita Petronetto Gonçalves por motivo fútil, utilizando-se de meio cruel, mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, e contra mulher por razões da condição de sexo feminino (violência doméstica e familiar)”, narra a peça. Em seguida, o denunciado ocultou o cadáver da namorada. 

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O casal mantinha um relacionamento amoroso há mais de um ano. De acordo com a investigação, “a união do casal era extremamente conturbada, em razão da agressividade de Bruno dos Santos Diesel, que por várias vezes agrediu a vítima, dando ensejo a registros de ocorrências perante a autoridade policial”. Segundo apurado, mesmo diante de um relacionamento abusivo, a vítima perdoou o namorado, retomando a convivência a dois. 

No dia do crime, após ingerir bebida alcoólica e entorpecentes, Bruno, ao ser interpelado pela vítima por conta disso, passou a desferir vários golpes com uma faca de serra na professora. Para se defender, a vítima entrou em luta corporal com o denunciado, tentou acertá-lo com uma garrafa, mas não conseguiu. Ele então tomou a garrafa e acertou a cabeça de Valerie, que ficou tonta e caiu. O homem então desferiu um golpe fatal na cabeça da vítima. 

Posteriormente, o réu arrastou o corpo até o quarto, ocultando-o com um lençol por alguns dias, tendo sido preso no estado de Mato Grosso do Sul enquanto fugia. 
 

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Ministério Público MT

MP investiga suspeita de irregularidade no tratamento da água

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A 6ª Promotoria de Justiça Cível de Tutela Coletiva do Consumidor da Capital notificou a concessionária responsável pelo abastecimento de água em Acorizal, a Prefeitura Municipal e a agência reguladora para que adotem medidas e prestem esclarecimentos à população sobre a qualidade da água distribuída no município. A medida foi tomada após uma fiscalização conjunta que identificou a suposta utilização de cal destinada à construção civil no processo de tratamento da água fornecida aos moradores. Diante dos indícios encontrados e dos possíveis riscos à saúde pública, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) instaurou procedimento para apurar a regularidade dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário na cidade. A investigação foi motivada por denúncias encaminhadas aos canais de atendimento do Ministério Público, relatando possíveis irregularidades nos sistemas de tratamento de água e esgoto do município. A promotora de Justiça Valnice Silva dos Santos solicitou a realização de uma fiscalização conjunta com a Vigilância Sanitária Estadual, a Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon) e o Procon-MT. Durante a inspeção, realizada no dia 18 de agosto, as equipes encontraram sacos de cal utilizados na construção civil dentro da Estação de Tratamento de Água (ETA). Segundo o relatório da fiscalização, o material estaria sendo empregado no processo de tratamento da água distribuída à população.
De acordo com a promotora de Justiça Valnice Silva dos Santos, a recomendação tem como objetivo assegurar transparência e garantir que os moradores recebam informações claras sobre a qualidade da água consumida e as providências adotadas pelos responsáveis pelo serviço.
“É fundamental que a população tenha acesso a informações sobre a qualidade da água consumida e sobre as providências adotadas para garantir a segurança do abastecimento. A prioridade é proteger a saúde dos moradores e assegurar a regularidade do serviço”, destacou a promotora.
Na recomendação expedida pelo MPMT, os órgãos e entidades notificados devem informar à população as condições atuais do abastecimento, as medidas adotadas para garantir a potabilidade da água e as ações de monitoramento. Também foi solicitada a divulgação periódica dos resultados das análises e das providências implementadas para assegurar a qualidade da água distribuída no município. Além disso, foi estabelecido o prazo de cinco dias para que os notificados apresentem ao MP informações sobre medidas adotadas.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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