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Assembleia presta homenagem às mulheres engenheiras do estado

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A engenheira agrônoma Mirtes Leão foi a primeira mulher a ter registro do Crea-MT

Foto: GILBERTO LEITE DE OLIVEIRA

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, na última sexta-feira (21), uma sessão especial em homenagem às mulheres engenheiras que atuam no estado. No dia 23 de junho é comemorado o Dia da Mulher Engenheira, uma data não apenas para celebrar as profissionais da área, mas também para demarcar a luta por melhores condições de trabalho e equidade de gênero.

A sessão foi requerida pelo deputado e também engenheiro Carlos Avallone (PSDB), que há três anos comemora a data na ALMT com homenagens às profissionais. O deputado destacou que a luta das mulheres por valorização e reconhecimento. “Ainda existem muitas diferenças, como salários menores, dupla ou tripla jornada. Aqui na Assembleia trabalhamos para que de fato exista mais igualdade entre os gêneros. Instituímos a Procuradoria da Mulher, que mais do que combater a violência, busca discutir e implantar políticas públicas voltadas para as mulheres, como o orçamento mulher”.

Assim que começou a cerimônia, o deputado Carlos Avallone pediu para que a deputada suplente Sheila Klener assumisse a presidência da sessão especial. “Eu estou sobrando aqui nesta mesa. Hoje é dia de referenciar as mulheres, então peço licença para a minha suplente Sheila Klener assuma a cadeira”.

Sheila Klener é geóloga e coordenadora do programa Crea Mulher no estado. O projeto, que também é realizado em âmbito nacional, tem o objetivo de promover a equidade de gênero nas profissões abarcadas pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea), que somam mais de 50 especificidades.

“Se depender de mim, enquanto parlamentar, todos anos faremos esta homenagem. Somos apenas 20% do quadro de engenheiros do sistema Crea – Confea, São muitos desafios que precisam ser superados para nossa atuação em um campo que ainda é ocupado, em maioria, pelos homens”.

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Entre as 95 homenageadas, a primeira engenheira credenciada ao Crea, Mirtes Ferreira Leão recebeu moção de aplausos em reconhecimento aos trabalhos prestados. “Estou muito emocionada, não sei nem o que falar. Eu queria ser fitopatologista, mas para chegar até lá, tive que batalhar muito, andei por todo o estado, dei aula pra muitas das profissionais que estão aqui. É uma honra receber essa homenagem hoje, lembrar de tudo que já vivi”. Mirtes Leão é engenheira agrônoma e completou 56 anos de registro no Crea-MT.

Confira as homenageadas:

  1. Adriana Imbriani
  2. Alice Pauline Cosme De Oliveira
  3. Ana Carolina Martins De Siqueira Antonachi
  4. Ana Cláudia Burin Arnaut De Souza Carneiro
  5. Ana Lídia Soares Brilhante
  6. Ana Paula Carmo De Mello
  7. Angélica Luciana Barros De Campos
  8. Aquemi Matsubara
  9. Azenaide Fernandes
  10. Barbara De Souza Emiliano
  11. Bárbara Fernanda Da Cunha Tasca
  12. Camila Caroline Braum Da Cruz
  13. Camilla Miranda Figueiredo
  14. Carolina Bárbara De Albues
  15. Creuza Dias De Moura
  16. Cristina Catarina Machado
  17. Daniella Montanha Fanaia Pereira
  18. Denise Pontes Duarte
  19. Diane Cristina Stefanoski Zamboni
  20. Dinalva Lima De Souza
  21. Edlene Maria Da Silva Pereira
  22. Elimary Lima De Oliveira Portela
  23. Elis Andrea Lenz Diesel Veneziani
  24. Elisângela Maria Ferrarez
  25. Elza De Araújo Teixeira Silva
  26. Eliza Da Silva
  27. Fabiani Maria Dalla Rosa Barbosa
  28. Fátima Elizabete Dos Reis Matias
  29. Gabriela Almeida Dias
  30. Geralda Rosa Costa Pessoa
  31. Glória Regia Calhao Barini Nespoli
  32. Ildeisneya Velasco Dambros
  33. Isabella Regina De Souza Lima
  34. Jane Ganassini
  35. Janea Heliana De Arruda Neves
  36. Janaine Vieira Da Silva Donini
  37. Juliana Freitas De Araujo
  38. Juliene Silva Leal
  39. Juzélia Santos
  40. Kaciana Prata Gonçalves De Arruda
  41. Karoline Assuero Cintra Ferreira
  42. Kateri Dealtina Felsky
  43. Laryssa Dos Santos Matos
  44. Laura Helena Nazário Modesto
  45. Laurienne Evelyn De Castro Borges
  46. Lídia Rosa Do Carmo
  47. Lorrana Dias Ferreira
  48. Luana Belusso
  49. Luciane Barros Da Silva
  50. Luisa Guimaráes Santos
  51. Luiza Timo Manfio
  52. Luma Macedo Mallmann Gonçalves
  53. Lys Syêne Barbo Henrnades Seraphim
  54. Maiara Thaisa Oliveira Rabelo
  55. Márcia Aparecida De Abreu
  56. Márcia Freire Da Silva Oliveira
  57. Márcia Maria Soares Façanha Da Costa
  58. Maria Aparecida De Matos Melo
  59. Maria Eduarda Neves Jacob Rodrigues
  60. Maria José Ferreira Berti
  61. Maria Luisa Muzzi Cardozo
  62. Mariane Antônia Borges De Campos E Silva
  63. Mariangela Da Silva
  64. Marilda Fonseca De Quevedo Vinagre
  65. Marisa Bezerra
  66. Maristela Laurindo Barini
  67. Maristela Mariana Ferreira De Alcântara
  68. Maristela Mitiko Okamura
  69. Matilde Santos Rodrigues
  70. Michele Gewehr Motta
  71. Milly Siqueira Cardinal De Almeida
  72. Mirtes Ferreira Leão
  73. Nanciy Cândido Moreno
  74. Odete Teixeira Pardi
  75. Olga Lúcia Da Costa Oliveira
  76. Oscarlina Lúcia Dos Santos Weber
  77. Priscila Elias Correa De Melo
  78. Rafaela De Araújo Costa Leite
  79. Renilda Alcântara Kohlhase
  80. Rita De Cássia Dos Santos Alves Silva
  81. Rosa Maria Pagliuso Siqueira
  82. Rosangela Gomes Soto
  83. Rosangela Oliveira Vieira
  84. Rosimar Amorim Yoshimura
  85. Saionara Vera Fischer
  86. Sandra Maria Dias Lara
  87. Telma Janety Silva
  88. Thaiza Moreira Pacheco De Mello
  89. Thamires Silva Martins
  90. Vania De Arruda Silva
  91. Vania Salies Bonassi
  92. Vania Tarcila Borges
  93. Veridiana Barbara De Albues
  94. Wandaira Schneider De Souza
  95. Zuleica Marques De Lima
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In Memoriam

96. Renata de Aquino Moreira Figueiredo


Secretaria de Comunicação Social

Telefone: (65) 3313-6283

E-mail: [email protected]


Fonte: ALMT – MT

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CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso

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A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.

O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.

A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.

Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.

Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.

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A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.

Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.

Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.

A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.

Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.

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Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.

A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.

Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.

A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.

Fonte: ALMT – MT

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