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ALMT faz entrega de títulos de cidadão mato-grossense e moções de aplausos a jornalistas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou sessão especial para entrega de cerca de 30 títulos de cidadão mato-grossense a pessoas de diferentes segmentos que atuam há anos no estado e também para outorga de mais de 70 moções de aplausos a jornalistas, na noite dessa segunda-feira (24). As honrarias foram entregues pelo deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos), requerente da cerimônia.

“É uma noite festiva aqui na Assembleia Legislativa, onde a gente tem a oportunidade, como deputado, de reconhecer os trabalhos prestados por algumas pessoas que moram no nosso estado e que prestam relevantes trabalhos para a nossa sociedade, para a formação desse estado pujante que cresce dia após dia. Primeiro, nós homenageamos aqueles que não são mato-grossenses, mas que escolheram Mato Grosso para ser o estado de seu coração, onde desenvolveram suas atividades profissionais, trabalhadores, como servidores públicos, que trouxeram ou construíram suas famílias e fizeram o estado ser o que é. Então, nós estamos reconhecendo isso, entregando a eles o título de cidadão mato-grossense”, afirmou Diego Guimarães.

O juiz da Vara Civil e Criminal de Lucas do Rio Verde, Maurício Alexandre Ribeiro, está entre esses agraciados com o título. Natural de São Paulo, ele chegou ao estado em 2013 e já passou por diversas comarcas como Querência, Ribeirão Cascalheira, Sapezal, Campo Novo do Parecis e Colíder. “É uma honra estar aqui presente nesta Casa legislativa para receber esse título de cidadão mato-grossense. Mato Grosso foi um estado que abraçou a mim e a minha família. Estou extremamente contente, aliás, eu digo que hoje eu sou um ‘matista’, que é mato-grossense com paulista”, declarou.

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Vivendo há 40 anos no estado, o representante comercial Ari Pereira, gaúcho natural de Santa Maria, conta que chegou com a família para ficar por apenas dois anos, inicialmente. “Ficamos aqui por ser um estado promissor. Na época, estava crescendo muito, um povo muito acolhedor e nós resolvemos, eu e minha família, minha esposa e meus dois filhos, um casal de filhos, firmarmos os nossos pés aqui no estado de Mato Grosso. Me sinto orgulhoso em poder estar nessa terra”, disse.

Também contemplada com título de cidadão mato-grossense a perita oficial criminal da Politec Andrea Diniz nasceu no interior da Paraíba, mas chegou a Mato Grosso com apenas um ano de idade. “Meu pai veio transferido pelo trabalho e aqui nos instalamos. Amo Mato Grosso, amo essa terra que é acolhedora, tem um povo acolhedor, infinitas oportunidades de emprego. Fiquei muito feliz mesmo com essa homenagem. Eles entraram em contato, me encontraram. É uma emoção muito grande”, lembrou.

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Reconhecimento – O deputado Diego Guimarães ainda ressaltou o importante papel dos profissionais da comunicação, que receberam moções de aplausos na sessão especial. “São profissionais que arduamente trabalham dia após dia para poder servir a população com informações. Os valorosos jornalistas são fundamentais, especialmente para o momento que o país vive, com tanta desinformação que as redes sociais acabam disseminando. O jornalismo é um dos pilares também de manutenção da nossa democracia”, defendeu o parlamentar.

“Para mim é uma honra receber esse reconhecimento pela trajetória, pelo mundo que a gente viveu. Hoje eu vejo aqui muito das pessoas que trabalharam comigo, que eu chamo de meninada. Vejo uma moçada cada vez melhor, que estão buscando hoje, de novo, um processo mais investigativo, com uma delicadeza da linguagem. Eu estou apaixonada, eu penso que bom que estou aqui e eu acho que ajudei a construir esse caminho”, destacou a jornalista Marisa Batalha, que está entre os profissionais que receberam Moção de Aplausos.


Secretaria de Comunicação Social

Telefone: (65) 3313-6283

E-mail: [email protected]


Fonte: ALMT – MT

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CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso

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A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.

O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.

A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.

Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.

Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.

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A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.

Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.

Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.

A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.

Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.

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Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.

A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.

Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.

A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.

Fonte: ALMT – MT

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