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MPMT viabiliza internação voluntária de 15 dependentes químicos

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A Promotoria de Justiça de São Félix do Araguaia destinou R$ 189 mil, oriundos de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), ao projeto “Desintoxicação Já”, possibilitando a internação de forma voluntária e consensual de 15 dependentes químicos. A iniciativa está cadastrada no Banco de Projetos e Entidades (Bapre) do Ministério Público do Estado de Mato Grosso e busca atender pessoas que não possuem recursos para custear seus tratamentos em clínicas privadas especializadas no combate à drogadição. 

O promotor de Justiça substituto Marco Antonio Prado Nogueira Perroni explica que, por lei, o tratamento do dependente de drogas deve ocorrer na rede de atenção à saúde, nas modalidades de tratamento ambulatorial, unidades de saúde e hospitais gerais. Contudo, “a inexistência de aparato adequado na rede pública de saúde tem inviabilizado a recuperação de pessoas sem recursos que buscam se libertar das drogas”, afirmou.

Segundo ele, para superar tal óbice, a Promotoria de Justiça de São Félix do Araguaia, em parceria com a Câmara dos Vereadores, recorreu às instituições privadas para viabilizar as internações. “Trata-se de uma iniciativa pioneira e inovadora trazida pelo presidente da Câmara, Vereador Jusmar Alves, que buscou o apoio do Ministério Público para solucionar este grave problema de saúde pública”, destacou.

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Conforme o promotor de Justiça, o fato da população mais vulnerável não ter acesso ao atendimento oferecido pelas clínicas privadas impacta, inclusive, os índices de reincidência. “O projeto visa romper este círculo vicioso. A iniciativa prevê a possibilidade de expansão do número de dependentes químicos a serem beneficiados com tratamento especializado, mediante a existência de recursos e de interessados”, ressaltou.
 

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Casal é condenado a 14 anos de reclusão por homicídio em Cuiabá 

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O Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, na quinta-feira (2), Carolyne Beatriz da Silva e Roneclei José Mendes a 14 anos de reclusão cada um, pelo homicídio qualificado de Wesley Pinho Nardes. O Conselho de Sentença acolheu a tese apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e reconheceu que o crime foi cometido por motivo torpe e mediante dissimulação e emboscada. Atuou em plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins. Conforme a sentença, a pena deverá ser cumprida em regime inicial fechado. O juiz presidente do Tribunal do Júri também determinou a execução imediata da pena e a expedição dos mandados de prisão dos condenados. De acordo com a denúncia do MPMT, o crime aconteceu em novembro de 2020, nas proximidades da BR-364, no Distrito Industrial, em Cuiabá. As investigações apontaram que os denunciados agiram de forma premeditada e utilizaram arma de fogo para matar a vítima. Segundo apurado, Carolyne manteve um relacionamento amoroso conturbado com Wesley. Após retomar a convivência com Roneclei, pai de seus dois filhos, o casal passou a arquitetar a morte da vítima, motivado por sentimentos de vingança decorrentes dos conflitos existentes entre Carolyne e o ex-companheiro.Conforme a denúncia, Carolyne entrou em contato com Wesley e o convenceu a encontrá-la, simulando uma reaproximação. Em seguida, conduziu a vítima de motocicleta até um local ermo às margens da rodovia, onde Roneclei já aguardava. No local, Wesley foi surpreendido pela emboscada e atingido por disparos de arma de fogo, morrendo em decorrência dos ferimentos. O corpo foi encontrado dois dias depois, às margens da BR-364.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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