AGRONEGÓCIO

Especialista destaca benefícios do planejamento sucessório e gestão tributária

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No podcast “Pensar Agro” desta semana, o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, entrevista o advogado Bruno Castro, especialista em holding familiar, professor e escritor, que aborda os benefícios que esse tipo de estrutura pode oferecer, especialmente no contexto do planejamento sucessório.

Durante a conversa, Castro destaca como a holding familiar pode otimizar a gestão de bens e mitigar riscos patrimoniais. Ele explica que a holding é uma ferramenta eficaz para a transferência de patrimônio entre gerações, contribuindo para a redução de conflitos familiares e garantindo a continuidade dos negócios, diferentemente do modelo tradicional de herança, que pode gerar disputas e incertezas.

Um dos pontos principais abordados é a segurança jurídica proporcionada pela estrutura da holding. Através da doação de quotas, é possível definir de maneira clara como e quando os bens serão transferidos, trazendo maior previsibilidade para a sucessão familiar.

Além disso, Bruno Castro ressalta a importância da análise tributária. Segundo ele, a holding familiar permite uma maior eficiência na gestão tributária, aproveitando regimes fiscais mais vantajosos e reduzindo alíquotas e impostos sobre renda e ganhos de capital. Isso torna a holding uma alternativa atrativa para famílias que buscam proteger e administrar seus bens de maneira mais eficaz.

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A entrevista destaca, portanto, a holding familiar como uma opção estratégica, tanto do ponto de vista patrimonial quanto fiscal, para garantir a perenidade dos negócios familiares ao longo das gerações.

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Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Enquanto EUA anunciam tarifas, China abre mercado para a carne brasileira

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No mesmo momento em que os Estados Unidos ampliam as ameaças tarifárias contra produtos brasileiros, a China enviou um sinal na direção oposta. O governo chinês anunciou nesta terça-feira (02.05) o reconhecimento de todo o território brasileiro como livre de febre aftosa sem vacinação, decisão que elimina as últimas restrições sanitárias sobre estados do Norte do país e abre caminho para ampliar as exportações de carne bovina e suína ao principal mercado consumidor do mundo.

A medida tem peso estratégico para o agronegócio brasileiro. A China é o maior comprador mundial de carne bovina e absorve mais da metade de toda a carne bovina exportada pelo Brasil. Apenas no primeiro trimestre deste ano, os chineses importaram quase R$ 16,5 bilhões em carnes brasileiras, demonstrando a dimensão do mercado para a pecuária nacional.

O reconhecimento encerra uma negociação que se arrastava há mais de duas décadas e uniformiza o status sanitário brasileiro perante as autoridades chinesas. Na prática, produtos que enfrentavam limitações em razão das restrições aplicadas a determinadas regiões do país passam a ter acesso ampliado ao mercado asiático. Entre os principais beneficiados estão carnes com osso, miúdos e outros produtos de maior valor agregado, segmentos que tradicionalmente encontram forte demanda na China.

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A decisão ocorre em um momento particularmente relevante para a pecuária nacional. Nos últimos meses, frigoríficos e exportadores brasileiros vinham buscando ampliar sua participação no mercado chinês, inclusive com pedidos de habilitação de novas plantas exportadoras e negociações para aumento de volumes embarcados.

A importância da China para o campo brasileiro vai muito além da pecuária. No ano passado, o país asiático comprou mais de R$ 275 bilhões em produtos do agronegócio brasileiro, mantendo-se com ampla folga como o principal destino das exportações do setor.

Para a pecuária, o anúncio representa uma vitória ainda mais significativa porque reforça a credibilidade sanitária brasileira justamente quando diversos países endurecem exigências para importação de proteínas animais. O reconhecimento chinês funciona como um aval à estrutura de vigilância sanitária e defesa agropecuária construída pelo Brasil ao longo dos últimos anos.

A sinalização também ganha relevância diante do cenário internacional. Enquanto Washington discute novas sobretaxas que podem atingir parte das exportações brasileiras, Pequim amplia o acesso para um mercado de mais de 1,4 bilhão de consumidores e reforça sua posição como principal destino da proteína animal produzida no Brasil. Para o setor pecuário, a mensagem é clara: se de um lado surgem barreiras comerciais, do outro o maior comprador de carne do planeta está abrindo ainda mais espaço para o produto brasileiro.

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Fonte: Pensar Agro

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