MATO GROSSO

Etapas da votação eletrônica são explicadas em linguagem simples

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Com o objetivo de traduzir as etapas da votação eletrônica, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) elaborou um material em linguagem simples que será afixado em todos os locais de votação de Cuiabá, no 2º turno das Eleições Municipais de 2024, que ocorre neste domingo (27.10). O conteúdo foi feito por meio do Laboratório de Inovação do TRE-MT, Agora Quãndo Lab!?, com o apoio da Rede InovaGov e do Linguagem Simples Lab.

No cartaz A3, são detalhados todos os procedimentos de segurança que envolvem o processo eletrônico de votação, desde aqueles realizados antes, como os do dia da eleição quanto os posteriores. Na etapa antecedente, por exemplo, são explicados como ocorrem: a abertura do código-fonte, Testes Públicos de Segurança da urna (TPS), teste de confirmação do TPS, lacração dos sistemas eleitorais, preparação das urnas, publicação da tabela de correspondência, conferência dos sistemas eleitorais e seleção das urnas que serão auditadas.

Já no dia da votação, estão descritos os procedimentos de: Teste de Integridade, Teste de Autenticidade, Zerézima, Boletim de Urna e Boletim na Mão. E, após a eleição, estão explicados como funcionam o resultado e a entrega dos dados.

Além disso, o grupo também elaborou um folder que será entregue aos/às participantes do sorteio/escolha das seções eleitorais que terão as urnas submetidas ao Teste de Integridade neste segundo turno, no sábado (26.10), às 8h, no Plenário do TRE-MT. Os dois materiais também estão disponíveis em PDF e podem ser baixados nos seguintes links: Cartaz e Folder.

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A idealizadora do projeto, que é servidora do TRE-MT e integrante do AgoraQuãndo!? Lab, Marcela Lopes, disse que o material foi uma forma de facilitar a comunicação sobre um processo que tem etapas técnicas e complexas. “A Justiça Eleitoral, apesar de ter muita confiança no processo eleitoral, tem o desafio de comunicar, porque a segurança da votação eletrônica é complexa por natureza. Então, explicar isso de forma simples é um grande desafio e, tendo o auxílio de especialistas que se juntaram ao projeto, a gente conseguiu traduzir de uma forma acessível para a população um processo que é realmente complexo, utilizando a linguagem simples para cada um que queira entender como funciona realmente compreenda”.

O coordenador do AgoraQuãndo!? Lab, juiz Aristeu Dias Batista Vilella, elogiou a iniciativa. “Quando pensamos em inovação não necessariamente precisamos elaborar grandes projetos tecnológicos. Concretizar ideias inovadoras que nos conectem com as pessoas e alinhem as práticas do TRE-MT a tendências como essa da linguagem simples também faz parte de uma postura inovadora. Parabenizo aos envolvidos e envolvidas neste importante projeto”.

Para a fundadora do Linguagem Simples Lab e embaixadora da Rede InovaGov, Joseane Aparecida Corrêa, o projeto aproxima a sociedade da Justiça Eleitoral. “Além disso, fortalece a confiança do povo em um instrumento fundamental da nossa democracia: o processo eletrônico de votação. Foi com muito prazer que observei o trabalho de especialistas em várias áreas para esse excelente resultado. Parabéns a todas as pessoas envolvidas”, destacou.

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O grupo envolvido na elaboração do material é formado por:

– Marcela Lopes, servidora do TRE-MT e integrante do AgoraQuãndo!? Lab

– ⁠Joseane Aparecida Corrêa, Fundadora do Linguagem Simples Lab, auditora fiscal do Tribunal de Contas de Santa Catarina, Time volante Lá-BORA! Gov, Gestora da Rede Linguagem Simples Brasil e Embaixadora da Rede InovaGov.

– Yna Honda, Chefe de Cartório da 50ª Zona Eleitoral do Paraná e membro do Núcleo Gestor do Linguagem Simples Lab

– ⁠Sidan O Rafa, artista, facilitador gráfico e consultor em comunicação no setor público.

Jornalista: Nara Assis

#PraTodosVerem: Foto que mostra, em destaque, o folder com o conteúdo da votação eletrônica em linguagem simples, nas mãos de uma mulher, que aparece, em segundo plano desfocado, lendo o folder. Atrás dela, tem um mural com alguns recados afixados e um adorno de lâmpada acesa, também desfocados.

1/ Galeria de imagens

Fonte: TRE – MT

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MATO GROSSO

Ex-funcionária da câmara de Sinop relata assédio, ameaças e gravações não consentidas envolvendo vereador Marcos Vinícius

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Uma ex-funcionária da Câmara Municipal de Sinop relatou episódios de assédio, ameaças e supostas gravações não consentidas pelo vereador Marcos Vinícius Borges (PSDB). A denúncia foi divulgada pelo portal Pauta Livre MT e também já registrada na Delegacia da Polícia Civil de Sinop, que investiga o caso.

De acordo com o relato da ex-servidora que trabalhava no gabinete do vereador Marcos Vinícius, o contato com o parlamentar teria começado em ambientes sociais e evoluído para uma aproximação pessoal. Pouco tempo depois, segundo ela, Marcos a teria convidado para trabalhar na Câmara Municipal, onde ela iniciou as atividades em 2026.

A ex-funcionária afirmou que, durante a convivência, o vereador teria falado sobre fetiches de ser corno e comportamentos que não seriam compatíveis com os valores dela. Ainda conforme o depoimento, ele teria insistido em práticas com as quais ela não concordava, mesmo após ela manifestar resistência.

Um dos episódios relatados teria ocorrido dentro da própria Câmara de Vereadores. A ex-funcionária afirma que um amigo do vereador teria ido até a sala onde ela estava sozinha a mando dele, segurado sua perna e feito investidas de cunho sexual para forçar a realização do fetiche.

Segundo ela, o homem teria dito que a contratação dela fazia parte de um “jogo” e que a intenção seria que ela se envolvesse com os dois. A ex-servidora disse que pediu para que ele parasse e deixasse a sala.

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Após o episódio, a mulher contou que teria procurado Marcos Vinícius para relatar o ocorrido. Conforme a denúncia, inicialmente o vereador teria negado que a situação fizesse parte de qualquer plano, afirmando que teria ficado surpreso e triste com a atitude do amigo.

A ex-funcionária também declarou que chegou a utilizar o celular de uma amiga para registrar conversas relacionadas aos fatos. 

Ameaças envolvendo imagens íntimas
O principal ponto da denúncia diz respeito a supostas ameaças relacionadas a imagens íntimas captadas por câmeras de segurança. A ex-funcionária afirma que teria mantido uma relação sexual com o vereador em um imóvel onde havia uma câmera, cuja existência, segundo ela, não era conhecida nem autorizada.

Ainda conforme o depoimento, depois que decidiu encerrar o relacionamento e manifestou o desejo de continuar trabalhando, ela teria sido ameaçada por um amigo do vereador, que teria dito que ela deveria deixar o ambiente de trabalho.

A mulher relatou que, em uma conversa com Marcos Vinícius, teria pedido para que as ameaças cessassem. Segundo ela, nesse momento o vereador teria mencionado a possibilidade de divulgar vídeos íntimos registrados por câmeras de segurança.

“Em nenhum momento isso foi consensual”, afirmou a ex-funcionária durante o depoimento. Ela também declarou que teria sido ameaçada para não denunciar o caso e que o vereador teria dito conhecer muitas pessoas influentes, além de afirmar que a palavra dela não teria impacto.

Relatos sobre outras mulheres

Durante a entrevista, a ex-servidora também fez acusações envolvendo outras mulheres. Ela afirmou ter tomado conhecimento de relatos de supostos abusos, ameaças, manipulação e exposição de imagens íntimas.

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Entre as denúncias mencionadas estão casos que envolveriam adolescentes. A ex-funcionária relatou que  uma menina que teria sido abusada aos 11 anos e que, posteriormente, precisou deixar Sinop. Também mencionou outra adolescente que, segundo ela, teria sido abordada com mensagens e propostas de natureza sexual.

A ex-funcionária declarou ainda que o vereador teria mostrado a ela um vídeo íntimo envolvendo uma antiga namorada. Segundo o relato, a gravação teria sido feita durante uma situação sexual com outros homens, sem que a mulher tivesse autorizado a divulgação do conteúdo.

Medo e pedido de Justiça

A denunciante afirmou que está psicologicamente abalada e que teme sofrer novas ameaças ou algum tipo de represália. Apesar disso, disse ter decidido falar publicamente por acreditar que outras possíveis vítimas também precisam de apoio e proteção. “Se eu me calo, eu calo outras mulheres”, declarou.

Ela pediu que as autoridades investiguem os relatos e ofereçam acolhimento psicológico às supostas vítimas. Também afirmou esperar que a Justiça apure as denúncias relacionadas a mulheres e adolescentes.

A investigação está sob responsabilidade da Delegacia da Polícia Civil de Sinop. A divulgação da denúncia pelo Pauta Livre MT ocorre com base no depoimento da ex-funcionária.

Boletim de ocorrência Cliquei aqui!!!

Veja o vídeo
https://www.youtube.com/watch?v=eLdusAvyKL0

Fonte: Denuncia

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