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Dia do Servidor Público: “A idade de aposentar chegou, mas ainda não é o tempo de parar”

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Uma realidade de trabalho, dedicação e amor pelo serviço público. A história de vida da servidora Edna Leventi, 65 anos é um exemplo para as pessoas que costumam dizer que “servidor público não trabalha”. Com 44 anos de trabalho na Prefeitura de Cuiabá, ela já tem direito sobrando para se aposentar, mas entrou com pedido de abono permanência para continuar exercendo suas funções no setor financeiro. Servidora da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano e Sustentável, se diz feliz com tudo o que aprendeu e, quando decidir deixar a Prefeitura, talvez se dedique a arte de preparar alguns quitutes.

“Nossa, quanto aprendizado. Olho pela minha trajetória e vejo quantas coisas que eu não sabia como funcionava e hoje participo dessa transformação. Não tenho o que reclamar, todos os gestores que passaram e os chefes que tive (e tenho) foram importantes. O prefeito Emanuel Pinheiro foi o que reconheceu muito nós como servidor público”, destacou.

Edna é cuiabana, moradora do CPA 4 e começou em 1979 na Secretaria Municipal de Administração da Prefeitura de Cuiabá, a atual Secretaria Municipal de Gestão e optou por continuar trabalhando para deixar a mente ocupada. “E faço uma coisa que gosto. Deus é que me inspira e me faz estar de pé todos os dias. Eu gosto de estar aqui, olhar, cuidar as coisas que eu faço no financeiro”, declarou.

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Quando iniciou na função pública Edna ainda não tinha concluído o Ensino Médio. Mas soube aproveitar a oportunidade que a vida lhe deu, se aperfeiçou fazendo diversos cursos de capacitação, formou-se em Gestão Pública e já tem pós-graduação para incluir no currículo e agregar valores para melhorar a aposentaria.

Foi graças ao serviço público do qual tem muito orgulho, que criou seus dois filhos sozinha ao lado dos pais. Ambos, sendo uma mulher já casada e o rapaz solteiro, estão formados e bem sucedidos e Edna continua morando com a mãe (o pai já é falecido).

Mas foram as amizades que mais marcaram sua vida. “Tem deles que se aposentaram, outros já faleceram. É uma vida toda, a gente vive aqui mais do que propriamente com a família. A gente passa a semana inteira aqui, final de semana com a família e muitas vezes, nem vemos os filhos no final de semana. Então, aqui somos uma família, aí a importância da convivência, a relação, as amizades”, explicou a servidora.

Edna também passou por outros setores administrativos, como da Secretaria Municipal de Planejamento, depois o Instituto de Planejamento Urbanístico Municipal (IPDU). Acompanhou inclusive a criação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano e Sustentável, onde acredita que se aposentará. Como gosta de cozinhar, fazer salgados, bolo de arroz, acredita que possa se arranjar nessa área quando se aposentar.

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Prefeitura reforça rede de acompanhamento a adolescentes em medidas socioeducativas

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A integração entre os serviços da assistência social e o fortalecimento das ações voltadas aos adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas foram os principais temas debatidos durante a Reunião Ampliada “Adolescência: um Compromisso de Todos, Avanços e Desafios da PSC”, promovida pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão. O encontro ocorreu na quarta-feira (3), no auditório da pasta, reunindo profissionais que atuam diretamente na execução da Prestação de Serviços à Comunidade (PSC).

A atividade reuniu representantes dos dois Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS), dos 14 Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e demais profissionais da rede socioassistencial para discutir estratégias de atendimento, alinhar procedimentos e compartilhar experiências relacionadas ao acompanhamento de adolescentes encaminhados pela Justiça para o cumprimento de medidas em meio aberto.

A secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Inclusão, Hélida Vilela, destacou que o município mantém uma atuação articulada entre as políticas de assistência social, saúde e educação para garantir acompanhamento aos adolescentes e suas famílias.

“As medidas socioeducativas são acompanhadas pelas equipes técnicas dos CREAS, que desenvolvem um trabalho contínuo de orientação, apoio e fortalecimento de vínculos”, disse, ressaltando a busca por parcerias voltadas à qualificação profissional e à inserção no mercado de trabalho, incluindo ações do Programa Acessuas Trabalho, que oferece oficinas e orientações relacionadas ao mundo do trabalho.

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A palestrante e gerente do CREAS Norte, Vera Lúcia Martins Pereira, explicou que a reunião ampliada teve com

De acordo com ela, além dos 14 CRAS, o município conta atualmente com quatro Centros de Convivência da Pessoa Idosa (CCI), que atuam como unidades executoras da Prestação de Serviços à Comunidade. O alinhamento entre os profissionais busca garantir que os adolescentes cumpram as medidas determinadas pela Justiça de forma adequada e com acompanhamento técnico qualificado.o principal objetivo aproximar as equipes da Proteção Social Especial e da Proteção Social Básica, fortalecendo a atuação conjunta entre CREAS e CRAS.

Durante a apresentação, Vera detalhou o fluxo de atendimento realizado pela rede. Após a determinação judicial, o adolescente é encaminhado ao CREAS, onde uma equipe multidisciplinar composta por psicólogo, assistente social, pedagogo e orientador social elabora, juntamente com o jovem e sua família, o Plano Individual de Atendimento (PIA). Quando a medida aplicada é a Prestação de Serviços à Comunidade, o adolescente passa a desenvolver atividades supervisionadas em unidades do CRAS de seu território.

A psicóloga e gerente do CRAS Centro, Dariane Melo, ressaltou que o serviço de medidas socioeducativas conta com uma equipe técnica exclusiva responsável pelo atendimento dos adolescentes e de seus familiares. Ela explicou que, além do acompanhamento psicossocial, são realizados encaminhamentos para áreas como saúde, educação e qualificação profissional, em articulação com a rede de proteção e o Poder Judiciário.

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Para Dariane, momentos de capacitação são fundamentais para a qualificação do serviço. “A assistência social não trabalha sozinha, trabalha com todos, e estar ali junto faz parte do processo de trabalho”, afirmou, ao destacar a importância da troca de experiências entre os profissionais que atuam diretamente no atendimento.

A perspectiva prática do trabalho desenvolvido nos territórios também foi abordada pelos participantes. O orientador social Marcelo Lima Martins, do CRAS Doutor Fábio, destacou que o acolhimento é um dos pilares do atendimento aos adolescentes. Segundo ele, compreender as particularidades de cada jovem e respeitar seu tempo são fatores essenciais para transformar o período de cumprimento da medida em uma oportunidade de aprendizado e desenvolvimento.

Na mesma linha, o gerente do CRAS Pedregal, João Vítor Souza dos Santos, afirmou que o maior desafio das equipes é conquistar a confiança dos adolescentes durante o primeiro contato. Ele destacou que o trabalho desenvolvido pelos profissionais busca identificar potencialidades e estimular habilidades que contribuam para a ressocialização e a construção de novas perspectivas de vida.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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