O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) localizou corpos de dois jovens e socorreu uma criança, todas vítimas de afogamento, entre domingo (27.10) e segunda-feira (28.10), nos municípios de Nova Maringá, Santa Terezinha e Alto Araguaia.
Em Nova Maringá, a equipe da 5ª Companhia Independente Bombeiro Militar (5ª CIBM) foi acionada por testemunhas sobre o afogamento de um jovem de 18 anos, no Rio Sucuruinas, ocorrido na tarde de domingo (27.10).
Segundo informações de testemunhas, o jovem estava no rio com seus amigos quando o grupo decidiu atravessar para o outro lado, a nado. Durante a volta, o jovem não conseguiu chegar à margem e acabou se afogando.
No local, os mergulhadores iniciaram as buscas subaquáticas a partir do último ponto em que o jovem foi visto. Após cerca de 30 minutos de operação, a vítima foi localizada a cerca de 13 metros de profundidade.
Legenda: Ocorrência em Nova Maringá
Em Santa Terezinha, o 2º Núcleo Bombeiro Militar (2º NBM) foi acionado para atender a ocorrência de afogamento de um jovem de 23 anos, no rio Araguaia, próximo à aldeia Itxala.
Os mergulhadores iniciaram as buscas subaquáticas e localizaram o corpo do jovem. Não há informações sobre as circunstâncias do afogamento.
Em ambas as ocorrências, os corpos foram entregues à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e à Polícia Civil para os devidos procedimentos.
Já em Alto Araguaia, o 1º Núcleo Bombeiro Militar (1º NBM) foi acionado pela Polícia Militar para prestar socorro a uma criança de 3 anos, que se afogou em uma represa na chácara onde estava. Segundo o pai da vítima, a criança foi encontrada boiando pelo proprietário do imóvel.
No local, os bombeiros encontraram a vítima nos braços do pai, sem sinais vitais e não responsiva. Imediatamente, os militares iniciaram os procedimentos de reanimação cardiopulmonar (RCP) e encaminharam a criança a uma unidade de saúde para os cuidados médicos devidos. Não há informações atualizadas sobre o estado de saúde da criança, ou sobre as circunstâncias do afogamento.
Uma ex-funcionária da Câmara Municipal de Sinop relatou episódios de assédio, ameaças e supostas gravações não consentidas pelo vereador Marcos Vinícius Borges (PSDB). A denúncia foi divulgada pelo portal Pauta Livre MT e também já registrada na Delegacia da Polícia Civil de Sinop, que investiga o caso.
De acordo com o relato da ex-servidora que trabalhava no gabinete do vereador Marcos Vinícius, o contato com o parlamentar teria começado em ambientes sociais e evoluído para uma aproximação pessoal. Pouco tempo depois, segundo ela, Marcos a teria convidado para trabalhar na Câmara Municipal, onde ela iniciou as atividades em 2026.
A ex-funcionária afirmou que, durante a convivência, o vereador teria falado sobre fetiches de ser corno e comportamentos que não seriam compatíveis com os valores dela. Ainda conforme o depoimento, ele teria insistido em práticas com as quais ela não concordava, mesmo após ela manifestar resistência.
Um dos episódios relatados teria ocorrido dentro da própria Câmara de Vereadores. A ex-funcionária afirma que um amigo do vereador teria ido até a sala onde ela estava sozinha a mando dele, segurado sua perna e feito investidas de cunho sexual para forçar a realização do fetiche.
Segundo ela, o homem teria dito que a contratação dela fazia parte de um “jogo” e que a intenção seria que ela se envolvesse com os dois. A ex-servidora disse que pediu para que ele parasse e deixasse a sala.
Após o episódio, a mulher contou que teria procurado Marcos Vinícius para relatar o ocorrido. Conforme a denúncia, inicialmente o vereador teria negado que a situação fizesse parte de qualquer plano, afirmando que teria ficado surpreso e triste com a atitude do amigo.
A ex-funcionária também declarou que chegou a utilizar o celular de uma amiga para registrar conversas relacionadas aos fatos.
Ameaças envolvendo imagens íntimas O principal ponto da denúncia diz respeito a supostas ameaças relacionadas a imagens íntimas captadas por câmeras de segurança. A ex-funcionária afirma que teria mantido uma relação sexual com o vereador em um imóvel onde havia uma câmera, cuja existência, segundo ela, não era conhecida nem autorizada.
Ainda conforme o depoimento, depois que decidiu encerrar o relacionamento e manifestou o desejo de continuar trabalhando, ela teria sido ameaçada por um amigo do vereador, que teria dito que ela deveria deixar o ambiente de trabalho.
A mulher relatou que, em uma conversa com Marcos Vinícius, teria pedido para que as ameaças cessassem. Segundo ela, nesse momento o vereador teria mencionado a possibilidade de divulgar vídeos íntimos registrados por câmeras de segurança.
“Em nenhum momento isso foi consensual”, afirmou a ex-funcionária durante o depoimento. Ela também declarou que teria sido ameaçada para não denunciar o caso e que o vereador teria dito conhecer muitas pessoas influentes, além de afirmar que a palavra dela não teria impacto.
Relatos sobre outras mulheres
Durante a entrevista, a ex-servidora também fez acusações envolvendo outras mulheres. Ela afirmou ter tomado conhecimento de relatos de supostos abusos, ameaças, manipulação e exposição de imagens íntimas.
Entre as denúncias mencionadas estão casos que envolveriam adolescentes. A ex-funcionária relatou que uma menina que teria sido abusada aos 11 anos e que, posteriormente, precisou deixar Sinop. Também mencionou outra adolescente que, segundo ela, teria sido abordada com mensagens e propostas de natureza sexual.
A ex-funcionária declarou ainda que o vereador teria mostrado a ela um vídeo íntimo envolvendo uma antiga namorada. Segundo o relato, a gravação teria sido feita durante uma situação sexual com outros homens, sem que a mulher tivesse autorizado a divulgação do conteúdo.
Medo e pedido de Justiça
A denunciante afirmou que está psicologicamente abalada e que teme sofrer novas ameaças ou algum tipo de represália. Apesar disso, disse ter decidido falar publicamente por acreditar que outras possíveis vítimas também precisam de apoio e proteção. “Se eu me calo, eu calo outras mulheres”, declarou.
Ela pediu que as autoridades investiguem os relatos e ofereçam acolhimento psicológico às supostas vítimas. Também afirmou esperar que a Justiça apure as denúncias relacionadas a mulheres e adolescentes.
A investigação está sob responsabilidade da Delegacia da Polícia Civil de Sinop. A divulgação da denúncia pelo Pauta Livre MT ocorre com base no depoimento da ex-funcionária.
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