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MT Hemocentro divulga calendário de ações para o mês de dezembro

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O MT Hemocentro, único banco de sangue público de Mato Grosso, divulga o calendário de ações para o mês de dezembro. Além das campanhas para coletas internas, também estão programas ações do “MT Hemocentro Itinerante” com coletas em Cuiabá, Campo Verde e Brasnorte. O objetivo é reforçar os estoques e atender à crescente demanda de final de ano.

“A coleta itinerante e as parcerias firmadas com o banco de sangue buscam reforçar o estoque e fidelizar novos doadores. Estamos sempre trabalhando para garantir que as pessoas possam doar sangue e aumentar o nosso estoque. Contamos com a participação de todos nas campanhas”, ressaltou a diretora do MT Hemocentro, Gian Carla Zanela.

Além das ações itinerantes, o MT Hemocentro conta com Unidades de Coleta e Transfusão (UCTs) nos municípios de Juína, Juara, Colíder, Alta Floresta, Cáceres, Primavera do Leste, Barra do Garças, Sinop, Porto Alegre do Norte, Água Boa, Rondonópolis, Tangará da Serra, Barra do Bugres e Sorriso.

Para ser um doador de sangue, é necessário ter entre 16 e 69 anos, pesar mais de 51 quilos, estar em bom estado de saúde e ter uma alimentação saudável. O doador deve comparecer à unidade portando um documento oficial com foto. Em caso de menor de 18 anos, é obrigatório apresentar um documento de autorização assinado pelo pai, mãe ou responsável legal. Não é recomendado ir doar em jejum. As doações são seguras e levam cerca de 60 minutos.

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De acordo com o Ministério da Saúde, homens podem fazer até quatro doações anuais, com prazo de três meses entre cada uma. Já as mulheres podem fazer três doações por ano, com um espaço de quatro meses.

Em cada coleta é retirado um volume aproximado de até 450 ml de sangue. O sangue coletado beneficia pessoas internadas e em tratamento nas unidades e hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o Estado.

Confira as datas e os locais das coletas programadas para dezembro

Coletas internas na sede do MT Hemocentro em Cuiabá:

De 02 a 31 de dezembro: campanha “Os últimos”
04/12: parceria com alunos de medicina da UFMT
14/12: parceria com Motoclube Águias de Cristo

Coletas externas com o MT Hemocentro Itinerante:

– Cuiabá
05/12: bloco do Instituto de Saúde Coletiva da UFMT
07/12: mutirão Real Parque – Rotary Day na Escola Estadual Salim Felício

– Brasnorte
3 a 5 de dezembro (itinerante)

– Campo Verde
10 a 12 de dezembro (itinerante)

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Serviço

A sede MT Hemocentro está localizada na Rua 13 de Junho, nº 1055, em Cuiabá. Para realizar o agendamento da doação de sangue, basta acessar este link. O voluntário também pode agendar a doação pelo telefone (65) 98433-0624 (WhatsApp, somente mensagem) ou pelo número (65) 3623-0044, ramais 211 e 221.

O banco de sangue funciona regularmente de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 18h, e fornece o atestado de comparecimento ao doador. Para quem compareceu e, por algum motivo, não pôde doar, a unidade fornece um comprovante de comparecimento para justificar a falta no trabalho.

Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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