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ALMT homenageia atletas paraolímpicos com moções de aplausos

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, nesta quinta-feira (19), sessão especial para entrega de moção de aplausos e título de cidadão mato-grossense a 84 esportistas e personalidades pelo reconhecimento aos relevantes serviços prestados à sociedade e pelo exemplo de força, superação e determinação ao esporte de Mato Grosso.

O requerente das homenagens, deputado Fábio Tardin (PSB), falou da importância dessa sessão especial e da inserção de crianças e jovens no esporte paraolímpico.

“As homenagens de hoje me trazem muitas alegrias. Inserir essas crianças no esporte paraolímpico é sinônimo de muita dedicação, esforço e principalmente de superação. Estamos entregando moções de aplausos a vários campeões no estado de Mato Grosso”, disse o deputado.

O parlamentar entregou também título de cidadão mato-grossense a personalidades que contribuíram com o crescimento e desenvolvimento do estado. “Temos pessoas sendo homenageadas de Várzea Grande, Comodoro, Jauru e outros municípios que têm feito muito pelo estado, e, que a partir de agora, vão estar ainda mais compromissado com a população de Mato Grosso”, enalteceu Fabio Tardin.

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Roberto Uebel recebeu o título de cidadão mato-grossense. Natural de São Leopoldo, Rio Grande do Sul, chegou em Mato Grosso em 1987. Atualmente exerce a atividade de contador no município de Comodoro. O homenageado falou da alegria de poder ser reconhecido pelos trabalhos em prol da sociedade mato-grossense.

“Estou muito emocionado e realizado com esse momento. Estou nesse estado há 37 anos e agradeço ao deputado Fabio Tardin e Assembleia Legislativa por esse título, deixo de ser “pau rodado” e agora passo a ser cidadão mato-grossense”, agradeceu Roberto.

Representando o Centro de Referência Paraolímpico de Várzea Grande (CRPB-VG), Daniele Vilela Itacaramby. Vinte atletas paraolímpicos que têm deficiência física, visual e intelectual receberam honrarias.

O programa de iniciação esportiva paraolímpica, atende atualmente cerca de 90 crianças e jovens, na faixa etária de 8 a 17 anos, com deficiência física, deficiência intelectual leve, paralisia cerebral, deficiência visual total e baixa visão. O atendimento envolve práticas das modalidades paraolímpicas de goalball, atletismo, judô, badminton, bocha e natação.

“Estamos aqui pelas famílias, pelos atletas e por Mato Grosso, que nos representa com o apoio do bolsa atleta para essas crianças nas olimpíadas e paraolimpíadas escolares. Para nós é um avanço no esporte, são talentos que precisam realmente de investimentos. A visibilidade hoje ao paradesporto está sendo muito mais evidente. E é muito importante nós estarmos aqui recebendo essa homenagem justamente para dizer para a sociedade, nós estamos aqui e essas crianças são muito capazes”, agradeceu Daniele.

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A atleta Elisa Vitória Silva de Almeida, de 13 anos, é medalhista em várias categorias. Já foi premiada competindo na natação, atletismo, futsal e arremesso de disco. A homenagem de hoje para ela é uma alegria.

“Eu amo o esporte, minha preferência é a natação. Sinto feliz em ser homenageada e agradeço a minha mãe por tudo que ela faz por mim”, contou a jovem estudante, que é aluna da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), e que carregava no pescoço 15 medalhas das competições paraolímpicas.

Fonte: ALMT – MT

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CST debate desembargos ambientais à agricultura familiar em Mato Grosso

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A Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, nesta quinta-feira (16), uma reunião com a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, para discutir os procedimentos relacionados aos desembargos ambientais e ao licenciamento ambiental simplificado.

O debate teve como foco a implementação da Lei Complementar nº 830/2025 e da Lei nº 13.349/2026, que estabelecem regras para a regularização ambiental e o licenciamento simplificado destinados a agricultores familiares e pequenos produtores rurais. Também foram discutidos os desafios enfrentados pelo Estado na execução do Código Florestal e na consolidação de um modelo que concilie proteção ambiental, segurança jurídica e inclusão produtiva.

A Lei Complementar nº 830/2025 estabelece tratamento diferenciado, simplificado e proporcional para infrações ambientais cometidas por agricultores familiares e proprietários de imóveis rurais com até quatro módulos fiscais que desenvolvam atividades agrossilvipastoris. A norma busca conciliar a regularização ambiental com a permanência da produção no campo.

Já a Lei nº 13.349/2026 instituiu o regime de Licenciamento Ambiental Simplificado para atividades agropecuárias desenvolvidas por agricultores familiares e pequenos produtores rurais. A medida é destinada às propriedades que atendam aos critérios de sustentabilidade estabelecidos pelo órgão ambiental estadual, com o objetivo de tornar mais ágil o processo de licenciamento, sem abrir mão das exigências legais.

Para aderir ao novo regime, os proprietários deverão cumprir uma série de requisitos, entre eles manter o imóvel inscrito e regular no Cadastro Ambiental Rural (CAR), não possuir embargos ambientais vigentes na área da propriedade e apresentar declaração de conformidade ambiental, assumindo responsabilidade civil e administrativa por eventuais danos ambientais causados.

A secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti, afirmou que os desafios enfrentados por Mato Grosso na regularização ambiental e nos desembargos refletem um problema nacional relacionado à implementação do Código Florestal. Segundo ela, o tema tem sido debatido em nível federal, em reuniões realizadas em Brasília com representantes do Ministério da Gestão e da Inovação, do Serviço Florestal Brasileiro e dos estados da Amazônia Legal e de Mato Grosso do Sul, em busca de soluções para aperfeiçoar a execução da legislação ambiental.

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A gestora apresentou dados do Painel de Regularização Ambiental, que apontam mais de 8,3 milhões de imóveis inscritos no Cadastro Ambiental Rural (CAR) em todo o país, mas com menos de 10% das análises concluídas. Em relação à área cadastrada, apenas 7,25% tiveram a análise finalizada.

Para a secretária, os números demonstram a complexidade da implementação do Código Florestal e as dificuldades enfrentadas pelos órgãos ambientais diante de lacunas na legislação, da pressão da sociedade e de orientações divergentes dos órgãos de controle, o que exige equilíbrio para cumprir a lei sem comprometer a segurança jurídica e a efetividade da política ambiental.

Mauren Lazzaretti afirmou que Mato Grosso construiu um modelo próprio para conciliar a proteção ambiental com a realidade dos pequenos produtores rurais, transformando o desembargo ambiental em uma oportunidade de regularização. Segundo ela, o objetivo é promover a inclusão produtiva sem abrir mão dos compromissos com o desenvolvimento sustentável, destacando que as medidas adotadas pelo Estado não representam anistia nem retrocesso na legislação ambiental.

A secretária também defendeu que as iniciativas previstas na Lei Complementar nº 830/2025 sejam adotadas de forma mais homogênea pelos demais entes federativos. De acordo com ela, a falta de uniformidade na aplicação das normas pode levar ao questionamento, em âmbito nacional, de atos administrativos praticados por Mato Grosso, como embargos, desembargos e licenças ambientais. Por isso, pediu o apoio da Assembleia Legislativa para fortalecer a defesa do modelo adotado pelo Estado.

Ela afirmou ainda que Mato Grosso se consolidou como referência nacional na regularização ambiental de imóveis rurais, independentemente do tamanho das propriedades. Segundo ela, levantamentos do Climate Policy Initiative (CPI), organização que acompanha, desde a implementação do Código Florestal, o desempenho dos estados na análise do Cadastro Ambiental Rural (CAR) e do Programa de Regularização Ambiental (PRA), colocam Mato Grosso entre os estados mais inovadores e com avanços contínuos tanto na validação dos cadastros quanto na regularização ambiental.

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Lazzaretti destacou que os maiores avanços na validação dos cadastros ocorreram em Mato Grosso, São Paulo e, mais recentemente, no Paraná, resultado da adoção da análise automatizada dos processos. Ela ressaltou que, diferentemente dos estados das regiões Sul e Sudeste, Mato Grosso enfrenta desafios muito maiores em razão da dimensão territorial e da complexidade ambiental, o que torna os resultados ainda mais expressivos.

A secretária também enfatizou que o trabalho desenvolvido pelo Estado recebeu reconhecimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que acompanha, por meio da ADPF 743 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental), a implementação do Código Florestal nos estados da Amazônia e do Pantanal. Segundo ela, decisões do ministro André Mendonça destacam os avanços de Mato Grosso no cenário nacional da regularização ambiental.

Entre os encaminhamentos definidos durante a reunião está a parceria entre a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) para atuar, por meio da Câmara Setorial Temática (CST) do Desembargo Ambiental, na criação de uma mesa técnica destinada à discussão de soluções relacionadas aos desembargos ambientais.

A iniciativa tem como objetivo construir propostas e aperfeiçoar a legislação, buscando garantir maior segurança jurídica e mecanismos que favoreçam a regularização ambiental e beneficiem os proprietários rurais.

Fonte: ALMT – MT

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