O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) promoveu, nesta terça-feira (21.1), uma capacitação para os professores da rede de ensino municipal de Lucas do Rio Verde (a 332,9 km de Cuiabá), com o objetivo de prepará-los para agir em situações de emergência nas escolas.
A capacitação reuniu cerca de 1.400 educadores de escolas públicas no Centro de Eventos Roberto Munaretto e faz parte de uma parceria entre o CBMMT e a Prefeitura de Lucas do Rio Verde, em cumprimento à Lei Lucas (nº 13.722/18).
A legislação federal estabelece a obrigatoriedade de capacitação de profissionais de escolas públicas e privadas da educação infantil e básica para o atendimento de emergências, com o intuito de reforçar a segurança de crianças e adolescentes no ambiente escolar.
De acordo com o major BM Gleiber de Campos Bertolazo, comandante da 13ª Companhia Independente Bombeiro Militar (13ª CIBM), essa parceria entre as instituições é muito importante, pois além de atender à exigência legal, os militares buscam disseminar uma cultura de prevenção, cuidado e responsabilidade entre os profissionais da educação.
“Essa não é a primeira vez que realizamos essa capacitação, mas, desta vez, conseguimos reunir todo o efetivo da Secretaria Municipal de Educação em um único ambiente, neste início do ano letivo. Tivemos a oportunidade de realizar essa palestra, que teve duração de cerca de quatro horas, com foco em procedimentos de primeiros socorros no ambiente escolar”, explicou.
A capacitação abordou práticas como a identificação de situações de risco, aplicação de técnicas básicas de primeiros socorros, como a desobstrução de vias aéreas (desengasgo) e reanimação cardiopulmonar (RCP), além de orientações sobre como os profissionais devem agir até a chegada das equipes de socorro especializadas.
“Essa é uma boa oportunidade para que possamos compartilhar muito conhecimento com a sociedade, especialmente com os professores, que estão em contato com várias turmas de diferentes idades ao longo de muitos anos de carreira. Por isso, é muito importante realizar essa reciclagem, revisitando e atualizando esse conteúdo”, disse o major.
Ainda segundo o major Bertolazo, essa é uma oportunidade para compartilhar um conteúdo que vai além da sala de aula. É uma ferramenta crucial que pode salvar uma vida.
“Sabemos que, infelizmente, os bombeiros não conseguem estar em todos os lugares ao mesmo tempo. E, com essa informação sendo distribuída dentro das escolas, através dos professores e demais profissionais da educação, temos uma segurança muito maior que crianças e adolescentes estarão mais protegidos. Em caso de alguma emergência, eles terão uma resposta imediata que pode fazer toda a diferença entre a vida e a morte”, finalizou.
Novo equipamento de alta tecnologia foi destinado à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) para acelerar as análises periciais de DNA forense de crimes sexuais feitas pela instituição.
Denominado QIAcube Connect, o aparelho realiza a extração diferencial, que consiste na separação da mistura de DNA contido nas células espermáticas do DNA presente no corpo da vítima da qual foi realizada a coleta para exames.
Na prática, isso significa que mais amostras genéticas serão processadas em menos tempo, com menos ocorrência de erros humanos e menos chance de contaminações decorrentes de manipulação, agilizando assim a emissão de laudos periciais.
O investimento em tecnologias para o processamento de amostras de crimes sexuais é peça vital no enfrentamento à violência contra a mulher, através da obtenção de evidências forenses, as quais são essenciais para a investigação, condenando agressores e inocentando os não envolvidos.
A obtenção de um perfil genético a partir de vestígios criminais é o objetivo final do processamento laboratorial realizado pela Diretoria Metropolitana de Laboratório Forense, sendo que diversas etapas anteriores, técnicas e equipamentos são necessários.
Conforme a coordenadora de perícias de Biologia Molecular, Rosângela Ventura, antes, o procedimento de lavagem diferencial era feito manualmente, o que restringia a capacidade de processamento de apenas de quatro a seis amostras por vez. “Este método demanda várias horas de trabalho e a supervisão constante de um perito forense com destreza e habilidade para a realização do método. A implementação do equipamento permite o processamento de 12 amostras em apenas 90 minutos, sem a necessidade de supervisão constante por um profissional. Essa automação não apenas reduz significativamente o tempo necessário para análise, mas também minimiza as chances de erros”, explicou a perita.
Rosângela pontua, ainda, que foram observados uma redução substancial no tempo de processamento das amostras de crimes sexuais, encurtando-o em até três horas, além de resultados de alta qualidade.
“Cerca de 300 amostras processadas no laboratório são de vestígios de crimes sexuais. Sendo assim, quando falamos de ganho de três horas com o suporte do equipamento, que antes era limitada pelo trabalho humano, nós estamos falando de ampliar essa tecnologia para toda a nossa demanda relacionada aos vestígios de crimes sexuais que possam conter material espermático, que representa a maioria das nossas buscas por DNA no setor”, analisou.
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