VÁRZEA GRANDE

DAE realiza manutenção e ETA III tem previsão de começar a funcionar em 12h

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Troca da bomba de captação iniciou às 20h de hoje e vai se estender pela noite toda para garantir abastecimento à região o mais breve possível

A Estação de Tratamento de Água do Cristo Rei (ETA III) está prestes a retomar sua operação, após um período de paralisação devido à falha na bomba de captação do rio Cuiabá. A equipe do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG) iniciou a substituição do equipamento na noite desta quinta-feira (6), às 20h, assim que a bomba retornou da manutenção. O prazo estimado para instalação é de cinco horas, seguido de um período de aproximadamente 12 horas para enchimento dos reservatórios e normalização do abastecimento nos bairros atendidos pela unidade.

O sistema de captação conta com três bombas, sendo duas operacionais, trabalhando para as ETAS I e III, e uma reserva. No entanto, a bomba principal já estava em manutenção quando a reserva também apresentou falha, interrompendo completamente a captação para a ETA III. A partir desse cenário, o DAE precisou acelerar o processo de reparo, garantindo que a unidade volte a funcionar o mais rápido possível.

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O diretor-presidente do DAE, Sandro Azambuja, ressaltou que todo o esforço foi concentrado em resolver a situação dentro do menor prazo possível. “Sabemos o impacto que essa paralisação causou para milhares de famílias. Desde o primeiro momento, nossa equipe trabalhou intensamente para recuperar a bomba e retomar o abastecimento. Assim que a instalação for concluída, a água começará a ser direcionada aos reservatórios, garantindo que o fornecimento seja restabelecido gradualmente.”

O diretor de Produção e Abastecimento do DAE, Wilhan Reis, reforçou que o desafio foi ainda maior devido à necessidade de manutenção das bombas em curto espaço de tempo. “A ETA III estava operando com a bomba reserva, pois a principal já estava em manutenção. Quando a reserva falhou, tivemos que agir rapidamente para recuperar o equipamento e garantir a retomada da operação. Agora, com a nova instalação, o abastecimento será regularizado em breve”, explica.

TRANSPARÊNCIA – A visita de acompanhamento da manutenção contou com a presença dos vereadores Caio Cordeiro e Alessandro Moreira, além de moradores do Santa Bárbara, que estiveram no local para entender o processo de troca da bomba e o trabalho da equipe técnica. O grupo acompanhou parte da operação ao lado do diretor-presidente do DAE, que explicou as etapas necessárias para restabelecer o abastecimento.

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Durante a visita, moradores fizeram cobranças sobre a falta de água em seus bairros. Sandro Azambuja tranquilizou a população, garantindo que a equipe do DAE está comprometida em dar atenção às demandas e solucionar os problemas. Ele reforçou que a reestruturação interna e os investimentos na manutenção das estruturas fazem parte de um plano contínuo para garantir um abastecimento mais eficiente e seguro.

O DAE segue monitorando a situação e informará à população sobre a normalização do fornecimento. A autarquia reforça que todas as solicitações devem ser feitas pelos canais oficiais de atendimento.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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VÁRZEA GRANDE

Prefeita decreta calamidade financeira em Várzea Grande e no DAE após bloqueio de R$ 19 milhões e avanço da dívida bilionária de precatórios

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Município, que arrecada cerca de R$ 2 bilhões por ano, acumula aproximadamente R$ 1 bilhão em precatórios e passou a desembolsar cerca de R$ 6 milhões por mês para quitar a dívida judicial. Além disso, sofreu o bloqueio de recursos do ICMS e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). A medida determina cortes de gastos e prioridade à manutenção dos serviços essenciais.

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, decretou situação de calamidade financeira e fiscal em toda a administração municipal e também no Departamento de Água e Esgoto (DAE). Os dois decretos foram publicados em edição extra do Diário Oficial dos Municípios nesta quinta-feira (16) e estabelecem uma série de medidas de contenção de despesas para evitar o agravamento da crise fiscal.

A decisão foi motivada pelo bloqueio judicial de R$ 19 milhões nas contas do município, atingindo recursos do ICMS e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), além do elevado comprometimento das finanças com o pagamento de precatórios. Embora tenha arrecadação anual em torno de R$ 2 bilhões, Várzea Grande acumula uma dívida de aproximadamente R$ 1 bilhão em precatórios, situação que tem comprometido a gestão financeira. Atualmente, o município desembolsa cerca de R$ 6 milhões por mês para cumprir o cronograma de pagamentos judiciais, valor muito superior aos cerca de R$ 500 mil mensais pagos pela gestão anterior.

Antes da publicação dos decretos, na quarta-feira (15), a prefeita reuniu secretários municipais e vereadores para apresentar o cenário financeiro da administração e explicar as medidas adotadas.

Segundo Flávia Moretti, a gestão conseguiu recursos por meio de emendas parlamentares para áreas como Saúde, Assistência Social e Infraestrutura, mas a falta de aprovação de um projeto de remanejamento orçamentário pela Câmara Municipal impediu a utilização desses valores.

“Desde 2025 busquei emendas para custear principalmente a Saúde, a Assistência Social e a Infraestrutura. Quando precisei de um remanejamento orçamentário, o dinheiro ficou parado na Câmara Municipal por ‘brio’ do presidente daquela Casa. Por isso, tive que utilizar recursos próprios para pagar despesas que poderiam ser custeadas com as emendas”, afirmou.

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A prefeita informou ainda que o bloqueio judicial ocorreu após o não pagamento de três parcelas de precatórios, de aproximadamente R$ 6,5 milhões cada, referentes a débitos acumulados nos exercícios de 2023 e 2024.

Ela também afirmou que o município enfrenta outros passivos herdados de gestões anteriores, como uma dívida de R$ 19,4 milhões em créditos tributários e outra de R$ 36 milhões, que impedem a emissão de certidões fiscais. Segundo a gestora, sem a aprovação de um projeto pela Câmara Municipal autorizando o parcelamento desses débitos, Várzea Grande continuará impossibilitada de acessar recursos provenientes de emendas parlamentares.

Durante a reunião, Flávia Moretti pediu o empenho dos secretários na redução de despesas e afirmou que a prioridade será manter os serviços essenciais.

“Agora é hora de apertar os cintos. Precisamos reduzir despesas, cortar tudo o que não for essencial e concentrar esforços para garantir os serviços básicos à população.”

Os decretos determinam a suspensão da criação de novas despesas, da realização de eventos e festividades, da aquisição de bens permanentes sem caráter urgente e da celebração de novos contratos, salvo em situações indispensáveis. Todas as secretarias terão cinco dias úteis para apresentar um plano de redução de gastos administrativos.

Saúde, Educação, Assistência Social, folha de pagamento, limpeza urbana e abastecimento de água passam a ter prioridade absoluta na destinação dos recursos públicos.

DAE em situação crítica

Em outro decreto, a prefeita também declarou estado de calamidade financeira no Departamento de Água e Esgoto (DAE/VG), apontando que a autarquia enfrenta um grave desequilíbrio econômico que ameaça a continuidade do abastecimento de água no município.

O documento cita decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), que apontou irregularidades nas contas da autarquia, déficit orçamentário de R$ 28,7 milhões, dívida de R$ 172,2 milhões com a concessionária de energia elétrica, créditos não inscritos em dívida ativa que somam R$ 158,8 milhões e um passivo em precatórios superior a R$ 314 milhões.

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O DAE terá prazo de 60 dias para apresentar um Plano de Recuperação Econômico-Financeira contendo diagnóstico da situação, metas para aumento da arrecadação, cronograma de investimentos e medidas para restabelecer a sustentabilidade da autarquia.

Procuradoria explica alcance do decreto

O procurador-geral do Município, Maurício Magalhães, explicou que o decreto tem caráter administrativo e busca criar condições para reorganizar as contas públicas sem interromper a prestação dos serviços essenciais.

“O decreto estabelece um regime extraordinário de gestão fiscal para enfrentar uma situação financeira extremamente delicada. O objetivo é preservar os serviços essenciais, reorganizar as finanças do município e implementar medidas de recuperação fiscal, sempre dentro da legislação e dos princípios da responsabilidade fiscal.”

Segundo ele, a decretação da calamidade financeira não produz, automaticamente, os efeitos previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

“O reconhecimento administrativo permite a adoção imediata de medidas de contenção e reorganização das despesas. Já os efeitos específicos previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal dependem do reconhecimento pelos órgãos competentes, conforme estabelece o próprio decreto.”

A situação de calamidade financeira terá validade inicial de 180 dias, podendo ser prorrogada caso os indicadores fiscais e financeiros não apresentem melhora no período.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT

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